O mês de agosto é dedicado à conscientização sobre os cuidados com o sistema circulatório por meio da campanha Agosto Azul Vermelho, promovida pela Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV). A iniciativa busca alertar a população sobre o impacto das doenças vasculares e a relevância da prevenção e do diagnóstico precoce para evitar complicações sérias e potencialmente fatais.
A saúde vascular está diretamente ligada ao bom funcionamento do organismo e à manutenção do bem-estar diário. No entanto, condições silenciosas ou frequentemente subestimadas podem se agravar quando não recebem o devido acompanhamento médico.
Os riscos das principais doenças circulatórias
A negligência com os sintomas e a falta de acompanhamento regular podem desencadear o surgimento ou o agravamento de diversas patologias:
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Trombose Venosa Profunda (TVP): Ocorre quando um coágulo de sangue se forma em uma veia profunda, em geral nas pernas, provocando dor e inchaço. Se o coágulo se desprender e migrar para os pulmões, pode causar embolia pulmonar.
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Doença Arterial Periférica (DAP): Caracterizada pelo estreitamento das artérias, diminuindo a irrigação sanguínea para os membros inferiores. Provoca dor ao caminhar e retarda a cicatrização de feridas.
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Linfedema: Inchaço provocado pelo bloqueio da circulação linfática, gerando desconforto, dor e riscos de infecções recorrentes.
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Pé Diabético: Complicação frequente do diabetes mal controlado, que favorece infecções graves e, em quadros avançados, pode levar a amputações.
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Varizes dos Membros Inferiores: Veias dilatadas, tortuosas e doentes que causam sensação de peso, cansaço e dores, além do impacto estético.
Varizes e o impacto na saúde da mulher
Embora muitas vezes vistas apenas como uma questão de estética, as varizes representam um problema de saúde pública expressivo. Um levantamento com base em dados do Ministério da Saúde realizado em estudo da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV) apontou que em 2023 quase 46 mil mulheres foram internadas devido a complicações das varizes no Sistema Único de Saúde (SUS).
A condição afeta com maior frequência mulheres entre 20 e 50 anos, embora o diagnóstico venha crescendo entre adolescentes e jovens devido às transformações no estilo de vida moderno.
As varizes são veias doentes, dilatadas, tortuosas e superficiais nas pernas ou coxas que afetam mais as mulheres. Podem apresentar ou não sintomatologia, no entanto, apresentam quase sempre uma clara aparência inestética que pode afetar a autoestima”, explica o angiologista e cirurgião vascular Guilherme Jonas.
O diagnóstico é essencialmente clínico, baseado na avaliação dos relatos do paciente e no exame físico dos membros inferiores.
Formas de prevenção e tratamento
Por se tratar de uma doença crônica, as varizes não têm cura definitiva, mas contam com abordagens terapêuticas eficazes que aliviam os sintomas e evitam a progressão do quadro:
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Tratamento conservador: Uso de medicamentos específicos e meias de compressão elástica.
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Procedimentos minimamente invasivos: Técnicas modernas como escleroterapia e ablação por laser ou radiofrequência.
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Cirurgia convencional: Indicada para casos mais complexos e avançados.
Para manter a circulação em dia e prevenir problemas vasculares de forma geral, os especialistas orientam a adoção de hábitos diários simples:
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Praticar atividades físicas regularmente e evitar o sedentarismo.
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Manter o controle do peso corporal e adotar uma alimentação equilibrada.
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Evitar longos períodos na mesma posição (em pé ou sentado); faça pequenas pausas para caminhar e se alongar durante a rotina.
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Controlar fatores de risco como hipertensão, diabetes, colesterol alto e tabagismo.
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Consultar um ginecologista para avaliar métodos contraceptivos com menor carga hormonal caso haja predisposição genética para varizes.
Durante o Agosto Azul Vermelho, encorajamos a população a adotar um estilo de vida saudável, realizar check-ups regulares e estar atenta aos sinais que o corpo dá. A conscientização e a prevenção são os principais aliados na luta contra as doenças vasculares”, conclui o angiologista e cirurgião vascular Rodolpho Reis.



