Apesar de não ser muito comentado, o escape de xixi durante treinos ou corrida é mais comum do que se imagina. Pode acontecer tanto com homens quanto com mulheres, mas é mais frequente nelas, principalmente após a gravidez ou quando há enfraquecimento do assoalho pélvico.
Durante a corrida, o impacto repetitivo aumenta a pressão sobre a bexiga e, se os músculos que sustentam essa região não estiverem fortes o suficiente, pode ocorrer o escape de xixi.
Além disso, beber muito líquido antes do treino, o consumo de cafeína ou outros diuréticos, alterações hormonais e até uma postura ou respiração inadequadas podem contribuir para esse problema.
Leia também aqui na coluna
Exercícios também ajudam a cuidar da saúde da pele
Morte súbita durante exercícios: o que está por trás dos casos?
Natação: o “esporte perfeito”, segundo estudo de Harvard
Formas simples de lidar com o escape de xixi
Para muitos, a situação pode parecer bastante constrangedora, mas é bem mais comum do que se imagina. A boa notícia é que existem formas simples de lidar com isso:
- Fortalecer o assoalho pélvico com exercícios faz muita diferença.
- Também ajuda evitar correr com a bexiga cheia, indo ao banheiro antes de começar o treino, mesmo sem muita vontade.
- Reduzir o consumo de cafeína antes da atividade e escolher roupas com boa compressão também podem trazer mais segurança.
- E, claro, buscar um especialista, como urologista ou ginecologista, é importante para avaliar cada caso e indicar o melhor tratamento.
Para as mulheres, vale um alerta especial. O escape é ainda mais comum após o parto ou com o passar dos anos, mas não deve ser encarado como algo normal ou inevitável. Existe solução e ninguém precisa conviver com isso em silêncio.
Como o professor de Educação Física pode ajudar
Converse também com o profissional de Educação Física que te acompanha. Ele não faz diagnóstico nem tratamento clínico, mas consegue orientar e adaptar o treino de forma segura.
Ao ouvir relatos de desconforto ou episódios de escape, o professor ou treinador pode ajustar exercícios, orientar sobre postura e respiração e, se necessário, modificar o treino. Também é interessante incluir exercícios que auxiliem no fortalecimento do core e do assoalho pélvico.




