Considerada um “exercício perfeito” por um estudo da Faculdade de Medicina de Harvard, a natação se destaca como uma atividade completa, que promove qualidade de vida, fortalece articulações e contribui para a saúde respiratória. Nadar reúne características que combinam corrida e musculação numa só atividade. A cada braçada, diferentes grupos musculares entram em ação enquanto o sistema cardiorrespiratório é intensamente exigido.
O resultado é um treino que fortalece o coração, melhora a circulação sanguínea, aumenta a capacidade pulmonar e promove ganho de massa muscular, tudo isso com baixo impacto nas articulações, o que faz da natação uma excelente opção para pessoas com dores nas costas, lesões, artrite, hérnia de disco ou mobilidade reduzida. Ao mesmo tempo, fortalece músculos, melhora a postura e a flexibilidade.
A água faz com que o corpo precise de mais esforço para se movimentar, o que potencializa o gasto energético. É possível queimar entre 400 e 800 calorias por hora de natação, ou seja, uma aliada importante no controle de peso, na redução do colesterol e na prevenção de doenças cardiovasculares.
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Do ponto de vista respiratório, a natação exige controle da respiração e maior esforço para expelir o ar, o que fortalece o diafragma e melhora a eficiência pulmonar. Apesar do senso comum, ela não cura doenças como asma, mas contribui para aumentar a capacidade respiratória e ajudar a lidar melhor com crises.
A prática regular estimula a liberação neurotransmissores ligados ao bem-estar, como endorfinas e serotoninas, contribuindo para reduzir o estresse, a ansiedade e sintomas de depressão, além de melhorar o sono.
A natação pode ser iniciada nos primeiros meses de vida, favorecendo o desenvolvimento motor, cognitivo e social das crianças. Na vida adulta, ajuda a manter o condicionamento físico e aliviar as tensões. Já na terceira idade, torna-se uma das atividades mais recomendadas, pois preserva a mobilidade, reduz o risco de quedas e devolve autonomia.
Aprender a nadar também é uma questão de segurança. O afogamento está entre as principais causas de morte em crianças pequenas e desenvolver essa habilidade desde cedo pode ser decisivo ao longo da vida.
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