As recentes notícias sobre a saúde dos dois principais nomes da política brasileira trouxeram à tona uma comparação inevitável. De um lado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que aos 80 anos mantém uma agenda ativa e transparente; do outro, Jair Bolsonaro, 71, que frequentemente utiliza seu histórico médico como um recurso em meio a embates jurídicos.
Recentemente, a saúde de ambos voltou aos holofotes. Lula foi submetido à retirada de um carcinoma basocelular no couro cabeludo — o tipo mais comum e menos agressivo de câncer de pele. O procedimento, realizado no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, foi rápido e o presidente teve alta no mesmo dia, sem interromper seus compromissos por longos períodos.
Já Jair Bolsonaro, atualmente em prisão domiciliar humanitária, solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) autorização para mais uma cirurgia, dessa vez, no ombro direito (lesão no manguito rotador). A defesa alega dores incapacitantes, o que tem sido visto por críticos como mais uma tentativa de reforçar uma imagem de fragilidade para evitar o cumprimento de penas relacionadas à tentativa de golpe de Estado.
O histórico de Lula: transparência aos 80 anos
Apesar de ter completado oito décadas de vida, Lula demonstra uma vitalidade que desafia as estatísticas. Seu histórico recente inclui:
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Catarata e blefaroplastia: Correções oftalmológicas e nas pálpebras em 2023 e 2026.
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Artroplastia de quadril: A colocação de uma prótese em 2023 para sanar dores crônicas, resolvida com sucesso e sem alarde.
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Hemorragia intracraniana: Após uma queda em 2024, passou por uma trepanação e se recuperou plenamente, retornando ao comando do país com rapidez.
Diferente de seu rival, Lula não utiliza seus diagnósticos como escudo político ou pretexto para ausências injustificadas, mantendo o foco na gestão pública. Ao contrário, mostra sua rotina ativa de exercícios e incentiva os brasileiros a combaterem o sedentarismo para conquistarem mais saúde.
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Bolsonaro: a saúde como recurso de defesa
Já o histórico de Bolsonaro, que se vangloriava de ter ‘perfil de atleta’ na pandemia, é marcado por episódios que, estrategicamente, ganham peso em momentos de pressão judicial. Desde a facada em 2018, ele passou por diversas cirurgias intestinais. Contudo, a partir da condenação a 27 anos e 3 meses de cadeia por tentativa de golpe de estado, o cenário mudou:
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Crises e alucinações: Episódios atribuídos ao uso de medicamentos foram usados para justificar o rompimento de sua tornozeleira eletrônica.
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Prisão domiciliar: A saúde “debilitada”, incluindo quadros de broncopneumonia e problemas renais em março, tem sido o principal argumento para evitar o regime fechado.
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Ao comparar os dois, é impossível não recordar a postura de Bolsonaro durante a crise sanitária da Covid-19. Enquanto o país chorava suas perdas, o então presidente proferia frases como “Não sou coveiro” e “E daí?” ao ser questionado sobre o número de mortos.
Hoje, o contraste é nítido: Lula lida com as questões naturais do envelhecimento com a dignidade de quem não se faz de vítima, enquanto Bolsonaro tenta converter seus problemas médicos em capital político e jurídico para se livrar das condenações impostas pela Justiça.
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