A vida moderna tem nos apresentado inúmeras oportunidades de novos conhecimentos, e ficamos motivados com tudo isso. É a tecnologia conseguindo nos conectar com pessoas do mundo inteiro em frações de segundos. São tantas informações disputando nossa atenção, que acabamos vivenciando a tão popular dificuldade de concentração.
Com todas estas novidades, nos perdemos de nós mesmos, de nossa essência. Aceleramos o nosso ritmo natural, nossa fisiologia se altera e muitas pessoas passam a ter crises de ansiedade. Sinais biológicos se manifestam no corpo, como taquicardia, sudorese, boca seca, tensão muscular, respiração curta ou falta de ar, tontura, tremores, aperto no peito, queimação na boca do estômago. Com eles, surgem também os sintomas subjetivos como os pensamentos catastróficos, a sensação de que algo muito ruim vai acontecer, e um medo desesperador.
Muitas vezes criamos complexidade onde não existe. Quando estamos em sofrimento psíquico não conseguimos ver saída. É como se só enxergássemos portas fechadas. Ficamos correndo “atrás do rabo” dentro de um círculo vicioso, cheio de pensamos torturantes. Precisamos encontrar algo que nos deixe equilibrados, para lidar com tantos estímulos e resgatar a nossa saúde mental.
A solução pode ser simples e fácil; precisamos desacelerar, nos acalmar, trazer os pensamentos para o momento presente. E como fazer isso? A respiração é o segredo para o organismo, a mente e os pensamentos voltarem ao eixo, ou melhor, ao estado de tranquilidade, equilíbrio e serenidade. E assim, tudo irá se restabelecer.
A respiração dos recém-nascidos
O mais indicado é a respiração abdominal ou diafragmática, também conhecida como a respiração dos recém-nascidos. Quando os bebes respiram, é a barriguinha (abdômen) que sobe e desce, e não o peito.
Você pode realizar esta prática sentado(a) ou deitado(a), inspirando pelas narinas, levando o ar até a região abdominal, e soltando pela boca prolongadamente, sem contrair a musculatura do maxilar ou boca. Buscando soltar o ar em um tempo maior do que no tempo que ele entrou.
Se quiser pode colocar as mãos na barriga para sentir o movimento do ar que entra e sai. Essa atenção concentrada na própria respiração, vai ajudar a se acalmar. Você pode até contar: inspira em 4, retém no abdômen em 4 e solta em 8. Faça o exercício e vá observando como naturalmente você vai se acalmando e tranquilizando.
Com a prática da respiração abdominal é possível tirar a pessoa de uma crise de ansiedade, pois ela atua no sistema nervoso parassimpático, que promove um estado de relaxamento, alterando toda fisiologia. Há uma diminuição nos batimentos cardíacos, melhora a respiração, diminui a tensão muscular, estabiliza a pressão arterial, a mente fica mais calma, e volta-se ao estado de equilíbrio.
Muitas pessoas conseguem sozinhas controlar um pico de ansiedade praticando somente a respiração abdominal. O tempo necessário para controlar uma crise, vai variar de uma pessoa para outra, e também depende do tipo de crise enfrentada. Quanto maior a crise, por mais tempo deve-se manter no exercício, até perceber que está mais calmo(a).
Espero que você, através de seus recursos internos, e praticando a respiração abdominal, resgate seu equilíbrio.




