Produção de leite ativa o sistema antiestresse no cérebro da mulher

Diversos hormônios são ativados nas puérperas, deixando-as mais motivadas e atentas para interpretar as necessidades do bebê

Hormônios também reduzem a pressão arterial do corpo da mãe e inibem a liberação do estresse (Foto: Divulgação)
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O leite humano é a principal e melhor fonte de nutrientes para desenvolver as funções biológicas dos bebês, entretanto, as crianças não são as únicas beneficiadas neste processo. O ato de produzir o líquido é responsável por transformar definitivamente a arquitetura do cérebro feminino, além de ativar diversos hormônios, como o glicocorticoide, que ativa o sistema antiestresse nas mulheres.

Eneida Souza, instrutora e educadora em Aleitamento Materno líquido complexo, e consultora da Philips Avent, explica que os altos níveis de hormônios liberados durante esta produção resultam em alterações constantes, deixando a mulher mais motivada, atenta e protetora, o que faz com que a mãe responda prontamente ao bebê e passe a interpretar de maneira mais eficaz as suas necessidades.

A especialista destaca que para aquelas famílias que querem estimular a produção de leite, amamentar ou extrair o líquido é o principal recurso.

“A extração do leite humano é uma prática que auxilia de diversas maneiras as famílias, como aquelas que trabalham fora de casa, que podem manter o aleitamento das crianças com exclusividade até os seis meses e, até os dois anos ou mais, associado a outros alimentos. Além de ser um enorme benefício para a saúde pública por meio da doação – que deve ser encorajada com aconselhamentos especializados e conteúdos voltados ao tema”, completa.

Segundo Eneida, o leite humano extraído e armazenado corretamente oferece os mesmos benefícios que a amamentação, tanto para as crianças quanto para as mães.

“É indicado que o leite seja extraído no período de 1 hora após amamentar o bebê, para não tirar leite da mamada seguinte. O uso de extratores de leite, seja manual ou elétrico, é um recurso eficiente para oferecer mais conforto para as mães neste processo”, acrescenta.

Semana Mundial do Aleitamento Materno (SMAM)

A primeira semana do mês de Agosto é reservada para fomentar o debate e ampliar os conteúdos educacionais acerca do aleitamento materno. Neste ano, o tema selecionado pela Aliança Mundial para Ação de Aleitamento Materno (WABA) para o período é “Possibilitando a amamentação: fazendo a diferença para mães e pais que trabalham”.

Segundo Eneida Souza, a ação é de grande relevância, pois muitas famílias desconhecem os benefícios da amamentação e outras não sabem como se preparar para a volta à jornada de trabalho fora de casa, por exemplo.

“Além da SMAM, o mês de agosto é dedicado a ações para estimular o aleitamento materno, nomeado de Agosto Dourado. Com os conteúdos educacionais, esperamos quebrar e desmistificar alguns tabus sobre os temas”, finaliza a especialista.

Como encarar a amamentação com serenidade

O ato de amamentar é desafiador para a grande maioria das mulheres e tem impacto importante na saúde mental da mãe. “Cuidar de um recém-nascido  demanda energia e dedicação intensas, o que pode trazer uma sobrecarga física e emocional, deixando a mulher mais fragilizada emocionalmente”, afirma Filipe Colombini, psicólogo e CEO da Equipe AT.

O especialista lembra, ainda, que as emoções podem afetar a lactação por meio da relação entre saúde física e emocional (mecanismos psicossomáticos). Assim, a confiança, autocontrole e a tranquilidade são fatores que favorecem o aleitamento. Além disso, a  privação de sono e as oscilações hormonais do período, somados à responsabilidade da lactação, podem desencadear um processo de depressão pós-parto.

“As dificuldades em dar de mamar são reais e é importante contar, nessas horas, com suporte psicológico, focando no acolhimento, autoconhecimento e auto confiança para que o processo seja menos dificultoso e mais prazeroso”, destaca.

Colombini acrescenta que ter uma rede de apoio formada por familiares, amigos, padrinhos e profissionais de assistência materno-infantil (como o pediatra e consultora de amamentação), faz muita diferença.

“Uma rede protetiva atua a favor do bem-estar da mulher, contribuindo para deixá-la mais segura e tranquila com relação às questões do bebê”, diz ele.

 

 

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