Quem não aprecia uma pausa para tomar um cafezinho revigorante ou degustar um bom chá? Seja qual for a escolha, café e chá são convites para reunir amigos, colocar a conversa em dia e aproveitar instantes de acolhimento e sabor.

Sabor, textura e aroma fazem do café um símbolo da cultura nacional, única. Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC), o Brasil ocupa a segunda posição entre os maiores consumidores de café do mundo.

Já o consumo de chá vem crescendo na preferência dos brasileiros. Pesquisas recentes apontam que o consumo da bebida cresceu significativamente na última década.  Seja sozinho ou na companhia de familiares e amigos, a hora do chá ou do café representa uma parte do dia agradável e de autocuidado, para relaxar o corpo e a mente, além de experimentar os mais variados sabores da bebida.

A proximidade entre o Dia Internacional do Chá, lembrado na última quinta-feira (21) e o Dia Nacional do Café, celebrado neste domingo (24 de maio), traz à tona uma dúvida frequente: afinal, qual deles é melhor para a saúde? Ouvimos especialistas para falar sobre os benefícios de cada bebida e modos de consumo. E deixamos você escolher!

Consumo moderado e armazenamento adequado do café

Amado por muitos, o café torna-se um excelente aliado quando consumido da maneira correta. Por isso, a data ajuda a valorizar uma das bebidas mais consumidas pelos brasileiros e destacar orientações importantes para aproveitar, de maneira equilibrada, seu consumo no dia a dia.

Para a nutricionista da Hapvida, Stephany Rangel, o consumo do café pode trazer prazer e disposição, mas é preciso ter alguns cuidados para manter as características sensoriais da bebida e evitar possíveis desconfortos.

Quando consumido com moderação, pode fazer parte de uma rotina saudável. O principal cuidado está na forma de armazenamento e no reaquecimento, que comprometem aroma e sabor. O ideal é preparar quantidades menores e consumir a bebida ainda fresca”, orienta a nutricionista.

A profissional reforça que a tolerância ao café varia de pessoa para pessoa, especialmente entre indivíduos com sensibilidade gástrica ou maior suscetibilidade aos efeitos da cafeína. “O segredo é observar a resposta do organismo e priorizar o consumo de café fresco. Assim, é possível aproveitar melhor o sabor e os potenciais benefícios da bebida”, salienta.

Como conservar aroma e sabor e melhorar a experiência de consumo da bebida

Segundo Rangel, a forma de aquecer o café, utilizando micro-ondas ou fogão, também pode alterar as características da bebida, mas de maneiras diferentes. “O micro-ondas aquece o café mais rapidamente, acelerando a perda de compostos aromáticos. Já o fogão aquece de maneira mais uniforme, embora também comprometa parte do sabor”, aponta.

Quanto ao café requentado, rejeitado por muitos consumidores, de acordo com a nutricionista, não há evidências de que cause danos significativos à saúde. O maior prejuízo dessa prática está na experiência sensorial, afirma.

Depois de reaquecido, o café tende a ficar mais amargo, perde compostos aromáticos e pode apresentar um sabor mais oxidado. Em pessoas mais sensíveis, isso pode provocar desconfortos gástricos, mas não existem estudos conclusivos que comparem os efeitos do café fresco e do requentado”, explica Rangel.

Quando a bebida é preparada com leite, porém, os cuidados devem ser redobrados. “Se o café contém leite e permanece por muito tempo fora da refrigeração, aumenta o risco de proliferação bacteriana”, alerta a nutricionista.

A qualidade do café começa a diminuir já nas primeiras horas após o preparo. Em garrafas térmicas de boa qualidade, a bebida preserva aroma e sabor por cerca de duas a quatro horas. Contudo, mesmo permanecendo seguro para consumo por mais tempo, o café sofre perda gradual de qualidade sensorial, afirma Stephany Rangel.

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Ritual de bem-estar com chás: o poder milenar da bebida em sua rotina

Descubra como a tradição milenar da Camellia sinensis e das infusões naturais pode transformar sua saúde, trazendo mais equilíbrio e disposição para o dia a dia

Originado na antiga civilização chinesa por volta de 2700 a.C., o chá conquistou o mundo inteiro, tornando-se uma iguaria amplamente apreciada por suas propriedades antioxidantes e pelo bem-estar que proporciona. No Dia Internacional do Chá, relembramos que este hábito, muito mais do que reconfortante, atravessou fronteiras e séculos.

Ele se consolidou globalmente não apenas pelo seu aroma e sabor inconfundíveis, mas principalmente por ser um poderoso aliado da saúde, seja pela riqueza antioxidante ou pelas propriedades terapêuticas de ervas e flores. O seu consumo consciente pode ser um convite ao autocuidado e ao equilíbrio entre corpo e mente.

Em sua definição clássica, a bebida é preparada por meio da infusão das folhas processadas da Camellia sinensis. Dependendo do processamento dessas folhas, obtemos variedades distintas, como o Chá Preto, que passa por uma fermentação completa e possui sabor intenso, o Chá Verde, que não é fermentado e preserva sua composição química original e o Oolong, uma versão semifermentada com sabor suave e amadeirado.

Além dessas variedades, o termo “chá” também é aplicado a infusões de sementes, ervas, cascas, flores e frutos. Estas alternativas são ricas em benefícios à saúde, promovendo relaxamento e auxílio na digestão, sendo, em sua maioria, isentas de cafeína.

Estudos indicam que o consumo recorrente de chá verde oferece efeito protetor contra diversos tipos de câncer e doenças cardiovasculares, graças aos polifenóis chamados catequinas. Também possui como componente a cafeína, que pode contribuir para maior foco e atenção. No entanto, é fundamental manter a moderação. Como alguns vegetais podem interagir com medicamentos ou causar efeitos indesejados, é essencial consultar um médico ou nutricionista, especialmente se a ingestão for diária.

Quanto aos cuidados fundamentais para uma boa experiência, as nutricionistas do Hospital Nipo-Brasileiro (HNIPO), Karin M. N. Oda e Simone Masumoto, reforçam: para garantir a máxima qualidade da sua bebida, o segredo está na técnica e na procedência dos ingredientes.

Escolher a erva ideal para o seu objetivo é o primeiro passo, mas atentar-se à temperatura da água e ao tempo de infusão é o que diferencia uma experiência prazerosa de uma amarga. Lembrem-se sempre: nem tudo o que é natural é inofensivo; por isso, evite preparações muito concentradas, atente-se à procedência e consuma com consciência”.

Sobre os métodos de preparo, a infusão deve ser feita vertendo água quente (não fervendo) sobre flores ou folhas, mantendo o recipiente abafado por 5 minutos. Já a decocção, indicada para raízes e cascas, exige que os ingredientes sejam fervidos diretamente na água por 5 a 10 minutos.

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Confira dicas para aproveitar melhor o consumo do café

· Prepare apenas a quantidade que será consumida no momento;

· Utilize recipientes térmicos bem vedados para reduzir o contato com oxigênio;

· Se não for consumir em poucas horas, refrigere a bebida;

· Evite aquecer repetidas vezes;

· Reaproveite sobras em receitas como café gelado, cubos de gelo, vitaminas e sobremesas.

Receitas especiais de chás indicadas pelas nutricionistas

Chá de Maracujá e Camomila – ação calmante

  • Ingredientes: 1 litro de água, polpa e casca de 2 maracujás, 2 colheres (sopa) de camomila seca, 2 colheres (sopa) de erva-doce.
  • Preparo: Ferva a água com a polpa e a casca do maracujá por 10 minutos. Desligue o fogo, adicione a camomila e a erva-doce. Tampe e deixe em infusão por 10 minutos. Coe e sirva.

Chá de Gengibre com Limão – ajuda nas náuseas

  • Ingredientes: 2 xícaras de água, 1 pedaço de gengibre fatiado, 2 colheres (sopa) de suco de limão, 2 colheres (sopa) de mel.
  • Preparo: Ferva a água com o gengibre por 5 a 10 minutos. Coe, adicione o suco de limão e o mel. Sirva quente.

Chá Verde (modo básico)

  • Ingredientes: 1 colher (chá) de folhas soltas de chá verde (ou 1 sachê), 200 ml de água filtrada (70–80°C).
  • Preparo: Aqueça a água até o ponto certo. Coloque as folhas em um infusor ou bule  (use 1 col. de chá para cada xícara). Deixe em contato com a água por no máximo 3 minutos (2 minutos para um sabor mais suave). Remova as folhas ou o sachê imediatamente após o tempo indicado. Evite apertar o sachê para não liberar amargor.

Variação: Chá Verde com limão e mel

  • Preparo: Prepare o chá conforme o modo básico e acrescente 1 fatia fina de limão e 1 colher (chá) de mel. O limão potencializa a absorção dos antioxidantes. Pode ser servido quente ou frio.

Variação: Chá Verde gelado com hortelã

  • Preparo: Prepare o chá conforme o modo básico e deixe esfriar. Em uma jarra, misture com folhas de hortelã e gelo. Adicione um fio de mel ou açúcar mascavo, se desejar.

Curiosidades  sobre o café e o chá

Não é segredo que o café ocupa um lugar especial na rotina dos brasileiros, assim como de apreciadores ao redor do mundo, afinal a bebida é uma das mais consumidas no planeta. O café está fortemente ligado à história do Brasil, país reconhecido entre os maiores produtores e exportadores. Mais do que um hábito diário, o cafezinho teve forte influência na formação econômica, social e cultural brasileira.

A origem do café, por sua vez, é cercada por lendas. Uma das histórias mais conhecidas remonta às terras altas da Etiópia, na região de Kaffa, por volta do século IX. Segundo a narrativa popular, um pastor teria observado que suas cabras ficavam mais agitadas depois de consumir os frutos vermelhos de uma determinada planta. O curioso é que o chamado “grão” de café é, na verdade, a semente do fruto do cafeeiro, conhecido como “cereja do café por adquirir coloração avermelhada quando atinge a maturação.

Consumido no mundo inteiro, chá tem uma história milenar – acredita-se foi descoberto na China (por volta de 2700 a.C.). Segundo a lenda, o imperador Shen Nong apreciou o aroma e o sabor das folhas de uma árvore, que caíram por acaso em um recipiente com água fervente. De lá para cá, o chá ganhou apaixonados em todos os cantos do mundo, se tornou tradição em muitas culturas (como o britânico Chá das 5), movimentou economia e negócios.

Dados sobre o consumo de café no Brasil

O Brasil segue como o principal produtor e exportador global da bebida. De acordo com o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), o país exportou mais de 40 milhões de sacas de café em 2025, com destino a 121 países. Todo esse volume de exportação gerou uma receita recorde de US$ 15,5 bilhões, alcançando um crescimento de 24,1% em relação a 2024.

Dados da Pesquisa IPC Maps, especializada há mais de 30 anos em potencial de consumo brasileiro, apontam que café, uma das bebidas preferidas dos brasileiros, devem movimentar cerca de R$ 24 bilhões ao longo deste ano, o que representa um crescimento de 8,1% em relação ao ano passado.

Só no Estado de São Paulo, as despesas com bebidas alcoólicas somaram R$ 6,5 bilhões; seguido por Minas Gerais, com R$ 3 bilhões; Rio de Janeiro e seus R$ 2 bilhões; e Paraná, na quarta posição, totalizando R$ 1,5 bilhão dos gastos.       Nos cálculos acima, são levadas em conta despesas com pó de café e cápsulas no domicílio, bem como os “cafezinhos” fora de casa.

Com Assessorias

 

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