Imagine a sua experiência — com todas as dores, perdas, superações e bastidores de quem tenta parar de fumar — servindo de alerta estampado em maços de cigarro por todo o país para evitar que outras pessoas caiam na dependência da nicotina. É com essa proposta humanizada que o Ministério da Saúde e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) lançaram a campanha #MinhaHistóriaSemFiltro.
A iniciativa convida fumantes, ex-fumantes e seus familiares a contarem o que as fotos oficiais não mostram, ajudando a moldar as futuras políticas públicas de saúde e o visual das embalagens de tabaco no Brasil. O envio de depoimentos pode ser feito até novembro por formulário no portal da campanha ou via QR Code nas redes sociais oficiais.
Para enviar seu depoimento ou buscar o local de atendimento mais próximo, acesse o portal do Ministério da Saúde. Compartilhe sua experiência com o tabagismo e faça parte da iniciativa.
Alerta: número de fumantes volta a crescer no país
A mobilização ganha força total neste 29 de agosto, Dia Nacional de Combate ao Fumo, e chega em um momento de extrema urgência para a saúde pública brasileira. Após quase duas décadas de queda contínua, o consumo de cigarro voltou a crescer:
Dados do Vigitel (o inquérito nacional sobre fatores de risco para doenças crônicas) divulgados este ano apontam que, após quase duas décadas de declínio contínuo, a proporção de fumantes adultos no Brasil subiu de 9,2% em 2023 para 11,7% em 2024.
Entre a população masculina, a taxa atingiu 13,9% em 2024 (ante 11,6% em 2023), enquanto entre as mulheres o índice subiu para 9,5% (contra 7,3% em 2023). Outro fator preocupante é o avanço dos Dispositivos Eletrônicos para Fumar (DEF), os conhecidos vapes e cigarros eletrônicos: o uso entre jovens de 18 a 24 anos atingiu 10,1% em 2024, o maior patamar já registrado nessa faixa etária na série histórica.
Considerado uma doença crônica causada pela dependência da nicotina, o tabagismo está diretamente relacionado a mais de 50 patologias — incluindo doenças cardiovasculares, respiratórias e diferentes tipos de câncer. No Brasil, o hábito de fumar é responsável por cerca de 90% dos casos mortais de câncer de pulmão.
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Subida nos índices gerais: Dados do inquérito Vigitel mostram que a taxa de adultos fumantes no país saltou de 9,2% em 2023 para 11,7% em 2024.
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Prevalência masculina e feminina: A adesão subiu para 13,9% entre homens e 9,5% entre mulheres.
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Alerta vermelho entre jovens: O uso de Dispositivos Eletrônicos para Fumar (DEFs), os populares vapes, disparou na faixa dos 18 aos 24 anos, alcançando a marca histórica de 10,1% em 2024.
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Se o recente aumento no número de fumantes no Brasil reacendeu o sinal vermelho, por outro a busca por livrar-se do vício bateu recordes históricos na rede pública. Em 2025, o Sistema Único de Saúde (SUS) realizou 2,1 milhões de atendimentos em todo o Brasil para cessação do tabagismo — um avanço gigantesco em comparação ao 1 milhão registrado em 2022 e aos 351 mil em 2015.
Para conter o avanço do vício e acolher quem deseja parar, o Programa Nacional de Controle do Tabagismo do Ministério da Saúde oferece um acompanhamento contínuo de 12 meses até a alta definitiva do paciente. O tratamento gratuito contempla todas as etapas do cuidado:
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Acolhimento inicial: O primeiro passo é ir à Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima para avaliação clínica e identificação do grau de dependência.
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Apoio psicológico: Sessões de acompanhamento comportamental em grupo ou individuais para o manejo da rotina e prevenção de recaídas.
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Tratamento medicamentoso: Conforme a avaliação médica, são fornecidos insumos como adesivos, gomas de nicotina e bupropiona para controlar as dores da abstinência.
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