Este ano, o Dia do Orgasmo (31 de julho) chega em pleno ‘sextou’ e chama atenção para as diferentes formas de chegar ao clímax. Com a ascensão das videochamadas íntimas, sexting, plataformas de conteúdo e dispositivos eróticos controlados por aplicativos, o prazer também passou a ser construído à distância. Essa experiência tem sido chamada informalmente de “orgasmo digital”, embora não represente uma nova categoria médica.
Para começar, é preciso explicar que orgasmo é o ponto máximo da resposta sexual e pode ser alcançado por diferentes estímulos, regiões do corpo, fantasias, imagens e sons. A ideia de atingir o clímax sem o contato corporal direto desafia uma das crenças mais populares sobre a sexualidade: a de que o prazer depende exclusivamente da estimulação tátil. No entanto, o cérebro atua como o principal órgão sexual humano.
Não existe uma única maneira de chegar lá. Algumas pessoas respondem melhor ao toque, outras dependem muito da imaginação, de estímulos visuais ou auditivos. O prazer não segue a mesma lógica para todo mundo”, explica Eva, a sexóloga virtual da plataforma Fatal Fans.
Durante o clímax, ocorrem contrações rápidas e involuntárias, principalmente no assoalho pélvico, além do aumento da frequência cardíaca e da respiração. Não existe um número único de músculos envolvidos, já que a reação varia de pessoa para pessoa e pode incluir reflexos no abdômen, nas pernas e em outras regiões. “Mesmo quando a excitação começa por uma conversa ou uma imagem na tela, o orgasmo continua sendo físico. É o corpo que responde”, afirma.
O chamado orgasmo digital pode acontecer durante sexting, videochamadas, transmissões ao vivo ou com brinquedos sexuais conectados, inclusive entre pessoas que estão em cidades ou países diferentes. “A tecnologia não criou outro tipo de orgasmo. Ela apenas ampliou as possibilidades de estímulo e permitiu que a experiência acontecesse sem contato presencial. O que mudou foi o caminho até o prazer”, conclui Eva.
É possível ter orgasmo sem toque? Terapeuta sexual explica fenômeno que intriga casais
Especialista afirma que a mente tem papel decisivo na excitação e ajuda a derrubar mitos sobre sexualidade
Uma dúvida continua intrigando casais e aparecendo entre as mais pesquisadas da internet quando o assunto é sexualidade: é possível atingir o orgasmo sem qualquer tipo de toque físico? Para a terapeuta sexual Didy Reis, esposa do ex-Malhação Diogo Venturieri, a resposta é sim. A especialista afirma que a possibilidade surpreende justamente por desafiar uma das crenças mais populares sobre prazer: a de que o orgasmo depende exclusivamente do contato corporal.
Segundo Didy, embora o toque tenha um papel importante na experiência sexual, o cérebro participa de forma decisiva de todo o processo de excitação. Fantasia, desejo, memória, imaginação e conexão emocional também influenciam diretamente a resposta do corpo.
Muitas pessoas acreditam que o orgasmo depende exclusivamente do toque, mas o cérebro tem um papel muito mais importante nesse processo do que a maioria imagina”, afirma.
A terapeuta explica que sonhos eróticos, fantasias intensas e estados profundos de concentração aparecem com frequência nos relatos de pessoas que dizem ter experimentado prazer sem estímulo físico direto. A curiosidade não se limita às experiências individuais.
A literatura científica corrobora essa dinâmica: estudos publicados pelo National Center for Biotechnology Information (NCBI) demonstram que áreas cerebrais associadas ao prazer e à recompensa são ativadas por pensamentos e estímulos psicológicos, demonstrando que a sexualidade vai muito além do aspecto puramente mecânico.
Para Didy, isso não significa que qualquer pessoa conseguirá atingir um orgasmo apenas pensando, mas ajuda a derrubar a ideia de que o prazer é um processo exclusivamente físico. “O corpo responde ao que a mente interpreta. Quando existe envolvimento emocional e mental suficiente, o cérebro pode ativar mecanismos ligados ao prazer mesmo sem contato direto”, explica.
A especialista afirma que uma das maiores barreiras para muitas pessoas é acreditar que a sexualidade está limitada ao contato físico, ignorando fatores emocionais e psicológicos que também participam da experiência. “O orgasmo não acontece apenas no corpo. Em muitos casos, ele começa muito antes, dentro da cabeça”, finaliza.
Com Assessorias




