A maioria dos brasileiros adora acompanhar os jogos da Copa do Mundo de futebol. O brilho nos olhos das pessoas fica evidente quando um jogador faz a sua melhor jogada, o melhor gol, defesa ou movimento, mas nada disso seria possível sem o acompanhamento e direcionamento de profissionais especializados.
É cada vez mais comum ver atletas agradecendo e valorizando o profissional de Fisioterapia após grandes conquistas esportivas. Alguns atletas profissionais vêm contratando fisioterapeutas esportivos para atuar consigo, exclusivamente, levando-os para seus países de atuação esportiva, muito comum no futebol.
Isso é um reflexo da importância deste profissional na equipe multiprofissional e da qualificação necessária, quem vem sendo buscada, pelos profissionais que atuam nesta área”, diz Caroline Bernardes, professora do curso de fisioterapia do Centro Universitário da Serra Gaúcha – FSG.
A Fisioterapia Esportiva oferece recursos para a prevenção de lesão no atleta e planejar a assistência no processo de reabilitação em condições de lesão. Para além das muitas técnicas já conhecidas na fisioterapia, a busca por estratégias que favoreçam a recuperação física e reduzam o impacto das lesões faz parte da rotina de atletas de alto rendimento.
Em meio ao avanço da medicina esportiva e das abordagens integradas de reabilitação, a ozonioterapia tem despertado interesse crescente por seu potencial como recurso complementar no tratamento de condições musculoesqueléticas associadas à dor, inflamação persistente e limitação funcional.
Esse cenário também acompanha o avanço da regulamentação da ozonioterapia no Brasil. Um marco recente foi a publicação da Resolução CFM nº 2.445 de 2025 pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), que estabeleceu critérios para o uso da técnica no âmbito médico. A medida representa um passo importante para ampliar a segurança e a padronização de sua aplicação, refletindo o crescente interesse da comunidade científica e médica.
Entre os contextos que têm impulsionado essa discussão está a medicina esportiva, área em que a busca por estratégias complementares para o manejo da dor, da inflamação e da recuperação funcional vem ganhando espaço. O tema tem despertado atenção especialmente em modalidades marcadas por alta carga de treinamento, repetição de movimentos e sobrecarga articular.
Recuperação vai além da cicatrização da lesão
Futebol, atletismo, corrida, natação, tênis, ciclismo, triathlon, vôlei, basquete e esportes de combate estão entre as práticas em que lesões crônicas, tendinopatias e desgastes articulares costumam fazer parte dos desafios enfrentados por atletas ao longo da carreira.
Na prática esportiva, um dos principais desafios após uma lesão é criar condições para que o atleta consiga avançar nas etapas de recuperação sem agravar o quadro clínico. Neste contexto, o ozônio medicinal pode apoiar a recuperação funcional, como uma estratégia adjuvante promissora para atletas.
Em atletas de alto rendimento, o processo de recuperação vai além da cicatrização da lesão. O grande desafio é restaurar a função, a mobilidade e a capacidade de suportar novamente as demandas do treinamento e da competição sem aumentar o risco de recorrência. A possibilidade de acelerar o retorno às atividades também representa uma vantagem importante, desde que respeitados os critérios de segurança. Quanto mais eficiente for esse processo, maiores são as chances de um retorno seguro e sustentável ao esporte”, explica Fábio Costa, médico ortopedista.
Estudos sugerem que a técnica pode contribuir para a redução da dor e para a melhora da função física em condições musculoesqueléticas específicas, como a osteoartrite de joelho. Esses efeitos podem favorecer a adesão ao processo de reabilitação e a progressão gradual das atividades físicas.
A aplicação da ozonioterapia deve estar integrada a um plano multidisciplinar que inclui fisioterapia, fortalecimento muscular, controle de carga, acompanhamento médico, preparação física e suporte nutricional. Além disso, no caso de atletas profissionais, é fundamental observar as normas esportivas e os critérios antidoping estabelecidos pelas federações e entidades reguladoras”, explica Letícia Philippi, especialista em ozonioterapia, fundadora e diretora da ABOZ – Associação Brasileira de Ozonioterapia.
O aumento do interesse pela ozonioterapia acompanha uma tendência crescente na saúde: a busca por terapias regenerativas que possam contribuir para a recuperação dos tecidos e a melhora funcional dos pacientes. Nesse cenário, a técnica tem ganhado espaço em diferentes especialidades, incluindo a medicina esportiva.
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Como a fisioterapia esportiva contribui o rendimento do atleta
O fisioterapeuta é um profissional chave que promove o elo de ligação, na equipe multidisciplinar, entre o médico e a comissão técnica e preparação física. Caroline Bernardes, professora do curso de fisioterapia do Centro Universitário da Serra Gaúcha – FSG, instituição pertencente ao grupo Cruzeiro do Sul Educacional, detalha que a frequência semanal para realização da fisioterapia ao atleta depende da condição clínica, do tipo de lesão e da fase do tratamento em que se encontra.
Em fases iniciais, pode ser indicado realização de sessões até três vezes ao dia, para acelerar o processo de recuperação. Com a evolução do tratamento, podemos evoluir para uma frequência de 3 vezes semanais, chegando até mesmo a acompanhamentos, apenas para orientar o retorno aos treinos.”
Principais exercícios de fisioterapia para um atleta
Dentre os exercícios mais utilizados destacam-se aqueles voltados ao ganho de mobilidade global, flexibilidade, força muscular e controle neuromuscular.
A eletroterapia é fundamental para acelerar a resposta cicatricial. Se sobressai a utilização da laserterapia e a corrente russa como forma de auxiliar no processo de reabilitação. As faixas elásticas, bolas suíças, halteres, caneleiras, plataformas proprioceptivas e até mesmo equipamentos de musculação ou aparelhos utilizado nos estúdios de pilates tem sido utilizado como recursos nos tratamentos”, analisa a docente.
O profissional que deseja atuar na fisioterapia esportiva pode sugerir a prática de esportes e outros exercícios físicos com o intuito de prevenir o surgimento de doenças. Bernardes salienta os benefícios da prática fisioterapêutica para o rendimento do esportista.
Como a fisioterapia é fundamental na prevenção de lesão e para acelerar e melhor orientar a recuperação do atleta, um Fisioterapeuta experiente nesta área é capaz de conduzir o tratamento sem afastar o atleta por completo das atividades que envolvem a sua preparação física, minimizando déficits que podem ser apresentados pelo tempo excessivo de afastamento do atleta”.
Entretanto, lesões mal-conduzidas ou não tratadas pelo atleta podem se tornar crônicas e desencadearem um processo de recuperação mais longo ou tardio, que afetará o rendimento e desempenho do atleta, visto que poderá ficar mais tempo afastado da sua atividade esportiva”, diz a professora da FSG.
Fisioterapeuta dá dicas sobre a reabilitação física de atletas
Segundo o fisioterapeuta Igor Phillip dos Santos Glória, professor de Fisioterapia na Universidade Cruzeiro do Sul, instituição que integra a Cruzeiro do Sul Educacional, alterações nas rotinas de treinos estão diretamente ligadas ao aumento no número de lesões.
A reabilitação física após longos períodos de pausas, deve ser devidamente orientada e feita com cautela, entretanto, o que podemos observar, principalmente no futebol brasileiro, é um calendário esportivo que expõe o atleta a uma demanda de jogos e treinos extenuantes e com pouco tempo para a recuperação”, avalia.
O fisioterapeuta explica, que por conta do calendário apertado dos campeonatos, observa-se times entrando em campo em menos de 48h entre uma partida e outra.
Com um período de recuperação e preparo físico menor, os preparadores físicos, fisioterapeutas, fisiologistas e médicos dos clubes vivem desafios. É aqui que esse profissional precisa ter cuidado para com a fisiologia de cada atleta e atentar-se a qualquer sinal e sintoma de cansaço físico, que pode converter-se em uma lesão muscular, leve ou até mais grave”, argumenta.
Segundo o especialista, nesse período de retomada, as atividades de atletas que ficaram um tempo parados, deve ser feita gradativamente, com a realização de treinos preventivos. O Dr. Phillip sugere que atletas não podem voltar a treinar e em pouco tempo ser inserido em uma rotina de jogos desgastantes, com pouco tempo de intervalo entre os jogos.
Alguns aspectos importantes que podem auxiliar esses atletas diante desse cenário desgastante, como, a aplicabilidade clínica do fisioterapeuta esportivo no recovery muscular, em que são utilizadas diversas estratégias para conseguir acelerar a recuperação pós jogo e deixá-los em ótimas condições num tempo mais curto.
- técnicas de liberação miofascial,
- recuperação ativa na hidroterapia,
- crioimersão (imersão em banheira gelada),
- fotobiomodulação,
- massagem esportiva,
- botas de compressão pneumáticas, entre outras.
Igor acredita que a readaptação dos esportistas no futuro deverá ser um processo contínuo. O fisioterapeuta aponta ainda para a importância de práticas que visam a melhora do equilíbrio, do controle neuromuscular, redução de desequilíbrios nos níveis de força muscular, melhora da flexibilidade e da mobilidade articular.
Todas essas variáveis, quando bem treinadas, podem prevenir lesões nos atletas. Além disso, o controle de cargas, a alimentação e a qualidade do sono desse atleta impactam diretamente nesse contexto. ”
Por fim, o docente ressalta que a fisioterapia esportiva ganhou força no Brasil depois da pandemia. “Assim como no retorno dos jogos e esportes, a prática de atividade física aumentou bastante e consequentemente as lesões esportivas entre as pessoas também. Esse é um dos principais fatores que fizeram com que essa especialidade crescesse e fosse alvo de busca de diversos pacientes, não apenas daqueles que estão no meio esportivo”, conclui.
Com Assessorias
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