O futebol moderno tem exigido cada vez mais o limite físico e mental dos atletas, e o preço dessa conta costuma aparecer nos momentos mais decisivos. O principal exemplo atual é o atacante Neymar: após uma verdadeira corrida contra o tempo para se recuperar e disputar a Copa do Mundo da Fifa 2026, o jogador desfalcará a Seleção Brasileira novamente no confronto contra o Haiti, na próxima sexta-feira (19).

Aos 34 anos e sem nunca ter erguido a taça do mundial, o jogador mais bem pago do Brasil já havia ficado de fora do jogo de estreia na Copa – quando a equipe empatou em 1 x 1 com Marrocos, desmotivando ainda mais a torcida brasileira, que parece não acreditar muito na classificação da esquipe entre as melhores do mundo nesta edição.

O craque brasileiro, que vem de um longo histórico de recuperação de múltiplas lesões (veja mais abaixo), enfrenta agora o desafio de tratar uma lesão muscular de grau 2 na panturrilha — caracterizada pelo rompimento parcial das fibras musculares, dor intensa e inchaço, exigindo semanas de fisioterapia e controle rigoroso de carga.

O esgotamento físico nos bastidores do futebol

Neymar ficou no banco durante a partida entre Brasil e Marrocos na Copa do Mundo (Foto: Mauro Pimentel / AFP

Sem dúvida, a Copa do Mundo representa o ápice da carreira para grande parte dos jogadores profissionais. Durante quatro anos, atletas de diferentes países se preparam física e mentalmente para conquistar uma vaga entre os convocados que terão a oportunidade de defender suas seleções no maior torneio do futebol mundial. No entanto, à medida que a competição se aproxima, um adversário silencioso costuma ganhar protagonismo: as lesões musculares.

Nas semanas que antecedem o torneio, casos de problemas físicos envolvendo atletas de alto rendimento costumam preocupar torcedores e comissões técnicas. Embora seja o que chame mais atenção no Brasil, o problema ocorrido com Neymar não é isolado. A lista do técnico Carlo Ancelotti deixou de fora outros atletas que poderiam estar no Mundial, como Rodrygo, Éder Militão e Estêvão, todos afastados recentemente por problemas musculares. 

O cenário não preocupa apenas o Brasil. Nas últimas semanas, outras seleções também passaram a conviver com baixas ou incertezas envolvendo jogadores relevantes, como Kylian Mbappé, Xavi Simons, Serge Gnabry, Luka Modrić, Rodri e Lamine Yamal. Em alguns casos, os atletas já estão fora da Copa; em outros, ainda há expectativa de recuperação durante a competição.

Lesões musculares de todos os níveis de complexidade podem ocorrer em atletas de alta performance e também não são exclusividade dessa Copa do Mundo – em várias outras edições e às vésperas de campeonatos mundiais importantes, outros atletas também são cortados ou ficam no banco de reserva. Mas os casos de jogadores lesionados com a proximidade da Copa 2026 torna cada caso mais visível e acenderam o alerta sobre os riscos enfrentados pelos jogadores em períodos de alta exigência física.

Especialistas explicam como a sobrecarga física

O ortopedista Pedro Henrique Braga, professor de Medicina da Universidade São Judas e integrante da Inspirali, aponta que o aumento dos casos está diretamente relacionado à intensidade do calendário esportivo moderno.  A velocidade e a explosão exigidas no futebol atual fazem com que os músculos trabalhem constantemente próximos ao limite, aumentando a probabilidade de estiramentos e rupturas.

O desempenho esportivo depende de um equilíbrio delicado entre treinamento, recuperação e prevenção. Muitas vezes, o atleta está fisicamente apto para competir, mas pequenas sobrecargas acumuladas ao longo da temporada acabam se manifestando justamente nos momentos mais decisivos”, acrescenta.

O professor de Medicina lembra que o futebol atual exige níveis cada vez maiores de velocidade, explosão muscular e intensidade física. Esse cenário faz com que os músculos trabalhem constantemente próximos ao limite. Mas quando o organismo é submetido a cargas elevadas sem o descanso necessário, a capacidade de regeneração muscular diminui drasticamente.

Os atletas chegam aos períodos de convocação após uma temporada extremamente desgastante, marcada por viagens frequentes, jogos em sequência e poucas oportunidades de recuperação adequada. Quando o organismo é submetido a cargas elevadas sem o descanso necessário, a capacidade de regeneração muscular diminui e o risco de lesões aumenta consideravelmente”, explica o ortopedista Pedro Henrique Braga.

Soma de microtraumas e pouco tempo real de descanso

Complementando a visão clínica,  Gabriel Pecchia, ortopedista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, diz que o acúmulo de jogos, viagens e treinos intensos funciona como um combustível para o surgimento de problemas musculares e ligamentares.

O corpo do atleta chega ao limite no fim da temporada devido a uma soma de microtraumas e pouco tempo real de descanso. No retorno ao jogo, o critério não pode ser apenas a ausência de dor: é preciso avaliar força, estabilidade, controle do movimento e risco de recorrência”, explica o ortopedista.

Segundo ele, não é possível atribuir todas as lesões a uma única causa, mas o contexto do fim de temporada ajuda a explicar a percepção de aumento. Depois de meses de jogos, treinos, viagens e pouco tempo de recuperação, o corpo do atleta pode chegar ao limite justamente no período em que clubes e seleções mais precisam dele.

Quando um atleta chega ao fim da temporada, ele não carrega apenas o desgaste do último jogo, mas uma soma de microtraumas, treinos, viagens e pouco tempo real de recuperação. Isso não significa que toda lesão seja causada pelo calendário, mas esse contexto pode aumentar a vulnerabilidade, especialmente para lesões musculares e ligamentares. No retorno ao jogo, o critério não pode ser apenas a ausência de dor: é preciso avaliar força, estabilidade, controle do movimento e risco de recorrência”, explica o ortopedista.

Tipos de lesões em atletas

As lesões musculares estão entre as ocorrências mais comuns no futebol e podem variar em gravidade. De acordo com o ortopedista Pedro Henrique Braga, os casos são geralmente classificados em três níveis:

  • Grau 1: pequenas distensões musculares, com dor leve e recuperação mais rápida.
  • Grau 2: rompimento parcial das fibras musculares, exigindo maior tempo de tratamento e reabilitação.
  • Grau 3: ruptura completa do músculo, considerada a forma mais grave da lesão, podendo afastar o atleta dos gramados por vários meses.

Neymar participa de treinos fora dos campos

Neymar treina com bike Keiser para recuperação antes da estreia na Copa do Mundo 2026 (Foto: Grupo Trendx / Divulgação)

Depois de um ano e meio de altos e baixos pelo Santos, ele se lesionou na véspera da convocação, dia 17 de maio, mas mesmo assim foi chamado. A lesão de Neymar era mais grave do que o divulgado. Desde que se apresentou ao grupo no dia 27 de maio, em Teresópolis (RJ), o jogador não treinou com bola nenhuma vez.

Nos EUA, até o momento, o camisa 10 da Seleção só tem participado de treinos internos no centro de treinam, sem ir a nenhum dos oito campos disponíveis no Columbia Park Training Facility, em Morristown, no estado de Nova Jersey. O local foi escolhido pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e homologado pela Fifa como a base oficial da equipe durante o torneio.

A CBF compartilha imagens de Neymar participando de treinos de recuperação, onde aparece se exercitando acompanhado por membro da comissão técnica. O complexo de treinamento pertence ao New York Red Bulls, equipe da MLS, e oferece uma das estruturas mais modernas do futebol mundial.

O local oferece equipamentos pneumáticos da Keiser, que funcionam por meio de ar comprimido, sem anilhas ou pesos extras e que hoje são utilizados por mais de 80% dos atletas olímpicos americanos. De acordo com a marca, os equipamentos garantem “movimento com menos impacto e experiências de treino mais seguras, fluídas e eficientes para diferentes perfis de alunos e atletas, com foco em performance sustentável e preservação articular”.

Neymar está trabalhando muito forte para recuperar o mais rápido possível. A qualidade técnica dele é indiscutível, mas também a experiência e o exemplo que apresenta ao restante do grupo”, disse o técnico Carlo Ancelotti, às vésperas da estreia da Seleção.

Neymar e Vini Jr no centro de treinamento da Seleção durante a Copa do Mundo 2026 (Foto: Grupo Trendx / Divulgação)

O drama de Neymar e as terapias regenerativas

Para viabilizar sua participação nas convocações recentes, a equipe do atleta recorreu a tratamentos avançados, como a terapia por ondas de choque associada ao PRP (Plasma Rico em Plaquetas) — os chamados ortobiológicos leucoplaquetários.

De acordo com o fisioterapeuta Alexandre Alcaide, da Clínica Cord, esses procedimentos foram fundamentais para melhorar a cicatrização dos tecidos e acelerar a resposta funcional do joelho do atacante. O especialista destaca que esses recursos auxiliam no controle imunológico das articulações e tecidos, diminuindo a dor e favorecendo o retorno seguroao esporte.

A boa notícia trazida pelo fisioterapeuta é que essas tecnologias regenerativas, embora muito associadas a astros como Neymar, também já estão acessíveis ao grande público e aos atletas amadores para o tratamento de lesões no joelho, ombro e cartilagens.

O calvário do craque: linha do tempo de interrupções

Neymar acumula cerca de 30 lesões desde 2014, incluindo a grave ruptura do ligamento cruzado anterior (LCA) em 2023 e uma artroscopia no menisco realizada no final de 2025.

Para ilustrar a recorrência dos problemas físicos que acompanham o camisa 10, confira as principais lesões que marcaram a carreira do jogador em momentos que antecederam ou integraram grandes competições internacionais:

  • Julho de 2014 – Fratura na vértebra lombar (Copa do Mundo de 2014): Atingido nas costas nas quartas de final contra a Colômbia. Ficou dois meses afastado, sendo cortado do torneio mundial.
  • Fevereiro de 2018 -Fratura no quinto metatarso do pé direito: O jogador se lesionou atuando pelo Paris Saint-Germain às vésperas do Mundial da Rússia. Ficou quase três meses parado e perdeu 18 jogos, comprometendo seu rendimento no torneio.
  • Junho de 2019 – Rompimento de ligamento do tornozelo direito: Ocorreu em amistoso preparatório contra o Catar. O atacante foi cortado da Copa América daquele ano.
  • Fevereiro de 2023 – Entorse crônica nos ligamentos do tornozelo: Contusão grave pelo clube francês que exigiu cirurgia e o afastou por quatro meses, antecipando sua despedida da Europa.
  • Outubro de 2023 – Ruptura do LCA e menisco do joelho esquerdo:  A pior lesão de sua carreira, sofrida em partida da Seleção Brasileira contra o Uruguai. Foram 340 dias de afastamento total e 48 partidas perdidas.
  • 2024 – 2025 – Sequência de lesões musculares na coxa e joelho: Após o retorno, sofreu recorrentes lesões na coxa. Em dezembro de 2025, passou por nova artroscopia no menisco, parando por 62 dias.
  • Maio de 2026 – Lesão grau 2 na panturrilha direita: Às vésperas da convocação para a Copa do Mundo 2026, Neymar sofreu uma lesão muscular quando atuava pelo Santos. Apesar disso, foi convocado por Ancelloti, uma decisão que dividiu o Brasil.

Fenômeno de engajamento: a divisão nas redes e os “haters”

Neymar gera polêmica dentro e fora dos gramados (Foto: Getty Images)

Apesar do desgaste físico evidente ao longo de boa parte da carreira, o atacante ainda ostenta o título indiscutível de jogador mais bem pago em atividade no futebol brasileiro. Com seu retorno ao Santos, estima-se que o custo mensal do atleta (somando salário registrado, direitos de imagem e bônus) atinja a impressionante marca de R$ 21 milhões, o equivalente a mais de R$ 54 milhões anuais, o que representa quase 40% de toda a folha salarial do elenco santista.

No cenário global, embora seus vencimentos atuais o coloquem fora do top 10 mundial da revista Forbes — liderado por nomes como Cristiano Ronaldo e Lionel Messi —, seu poder comercial permanece gigante. Sua relevância global é atestada por sua gigantesca comunidade digital: ele é o brasileiro mais seguido do planeta, acumulando mais de 235 milhões de seguidores apenas em sua conta oficial no Instagram.

Entretanto, Neymar enfrenta um cenário complexo fora das quatro linhas. Apesar de ser uma máquina de arrecadação e de manter uma imensa base de fãs e alta popularidade global, o atacante acumulou ao longo dos últimos anos uma crescente e ruidosa torcida de detratores na internet — os chamados haters. Essa divisão de opiniões reflete-se diretamente nas alcunhas e apelidos irônicos recebidos nas plataformas digitais.

Haters cobram menos ‘Neymarketing’ ao ‘menino lesioNey’

Antigas e ácidas provocações e referências satíricas à sua facilidade em se machucar ganharam força no ambiente virtual, dividindo espaço com novos deboches criados nas redes em referência aos seus longos períodos de repouso no departamento médico – como “Neymaratona de Séries” e “Menino lesioNey’ , em referência ao apelido carinhoso que ganhou logo no início da carreira.

‘Chinelinho’ é outro termo clássico do futebol brasileiro para atletas que passam mais tempo sob cuidados médicos ou sob preservação física do que jogando, muito associado ao atacante nos comentários de portais esportivos. ‘Ex-jogador em atividade’ é outra expressão popular do jargão do futebol brasileiro frequentemente direcionada ao camisa 10 por críticos nas redes sociais, sugerindo que sua rotina de atleta profissional de alto rendimento teria ficado em segundo plano.

A torcida que ainda acredita no potencial do jogador cobra ‘menos Neymarketing’ ou ‘neymidia’, exigindo que ele diminua o ritmo de postagens patrocinadas para focar 100% na recuperação física e nos treinos de campo. Embora não se refiram estritamente às lesões, são termos amplamente utilizados de forma pejorativa quando ele está no departamento médico, criticando o fato de o atleta aparecer mais em publicidades, posts patrocinados e eventos do que em campo.

Fenômeno de engajamento: a divisão nas redes, os cifrões e as polêmicas

Diferente de outros ídolos do esporte cujas cobranças se restringem ao desempenho técnico, a rejeição a Neymar intensificou-se drasticamente devido a fatores extracampo. O jogador sofre críticas frequentes ao seu estilo de vida considerado indisciplinado, com episódios de ostentação e festas com recorrentes polêmicas envolvendo mulheres, que vão desde superexposição de relacionamentos amorosos, traições públicas assumidas e turbulências familiares.

Somado a tudo isso, as críticas ganham mais força em até processos de grande repercussão midiática diante das suas manifestações nas redes sociais. Posicionamentos políticos favoráveis a Jair Bolsonaro em anos recentes transformaram o jogador em um alvo central de polarização em pleno ano eleitoral e de Copa do Mundo, dividindo o país entre aqueles que torcem por sua plena recuperação física e os que criticam severamente sua postura pública.

Resumo de uma carreira brilhante, mas interrompida

Revelado pelo Santos em 2009, Neymar rapidamente se consolidou como uma das maiores promessas do futebol mundial, liderando o clube na conquista da Copa Libertadores de 2011. Sua transferência para o Barcelona, em 2013, o colocou no topo da Europa. Ao lado de Lionel Messi e Luis Suárez, formou o trio “MSN”, conquistando a Champions League em 2015 e terminando no pódio da Bola de Ouro.

Em 2017, protagonizou a transferência mais cara da história do futebol ao ir para o Paris Saint-Germain por 222 milhões de euros, projeto marcado por títulos nacionais e dolorosas lesões em momentos decisivos na Europa.

Em 2023, migrou para o Al-Hilal, da Arábia Saudita, onde praticamente não jogou devido à ruptura do LCA. No final de 2025, o craque selou o aguardado retorno ao Santos, clube onde tenta reconstruir sua regularidade física para liderar o ciclo da Seleção Brasileira.

Neymar não tem nenhum título defendendo a Seleção

Apesar da longa e ilustre carreira de 79 gols em 128 jogos pela camiseta da seleção, Neymar conquistou apenas dois títulos, ambos há dez anos ou mais: o ouro olímpico em 2016 e a Copa das Confederações em 2013.

A falta de um título da Copa do Mundo Fifa é o principal argumento utilizado por críticos para tentar diminuir o tamanho de Neymar no escalão histórico do futebol mundial. Ícones máximos do futebol brasileiro, como Pelé, Garrincha, Romário e Ronaldo Fenômeno, carimbaram suas trajetórias com a taça do mundo.

No entanto, mesmo sem erguer o troféu do Mundial pelas seleções, o impacto técnico de Neymar o posiciona confortavelmente nos rankings de principais veículos internacionais como um dos cinco melhores jogadores brasileiros deste século e uma das mentes mais brilhantes e criativas de sua geração no futebol mundial.

Estatística e tecnicamente, especialistas ainda situam Neymar em um patamar de destaque indiscutível no esporte contemporâneo.

  • Maior artilheiro da Seleção: Neymar ultrapassou o recorde oficial de Pelé em jogos oficiais da FIFA, tornando-se o maior goleador da história da Seleção Brasileira Masculina.

  • Prêmios individuais: O atacante figurou duas vezes na terceira posição da prestigiada premiação da Bola de Ouro (em 2015 e 2017), dividindo o auge da carreira com a histórica “Era Messi e Cristiano Ronaldo”. Ele também se mantém consolidado no Top 20 de jogadores mais influentes e bem posicionados em rankings históricos de habilidade técnica e impacto midiático do século XXI.

  • Protagonismo na Europa: Foi peça fundamental e artilheiro na última conquista europeia do Barcelona (Champions League 2014-15) e liderou o Paris Saint-Germain à sua inédita final continental em 2020.

Campeão ou craque sem taça? A obsessão pelo legado em 2026

Apesar do cenário de idas e vindas médicas, a presença de Neymar na Copa tem revelado uma faceta diferente do camisa 10 nos bastidores da Seleção. De acordo com relatos de pessoas que convivem diretamente com o atacante, ele preserva a alegria e o comportamento brincalhão de sempre, mas demonstra uma postura muito mais madura e focada em sua percepção de tempo na carreira.

Em conversas com atletas mais jovens do grupo, o tom tem sido direcionado a conselhos sobre como a trajetória profissional passa rápido e à evidente obsessão em deixar uma marca definitiva na história do futebol mundial. Sabendo que esta representa a sua última oportunidade em Copas do Mundo, Neymar tem expressado profunda gratidão por fazer parte do elenco, ciente de que o desfecho deste ciclo será o fator determinante para consolidar sua imagem histórica: ou como o líder que quebrou o jejum nacional ou como um dos maiores craques de sua geração a encerrar a carreira sem a glória máxima do futebol.

Para os colunistas do UOL, Danilo Lavieri e Pedro Lopes, que acompanham de perto a Seleção em Nova Jersey, a taça da Copa do Mundo ao lado do currículo que Neymar já carrega com a camisa da Seleção poderia colocá-lo na prateleira mais alta do futebol brasileiro, ainda que ele não contribua diretamente de forma central para a conquista. No entanto, a capacidade de decidir dentro das quatro linhas, hoje, é discutível. Se ele fizer parte de um elenco campeão do mundo, entretanto, essa parte da história perderá força.

A Copa 2026 vai definir se ele entra na galeria dos campeões mundiais, ao lado de Pelé, Romário, Ronaldo e outros, ou se ficará na história ao lado de Zico ou Leônidas da Silva na prateleira de craques que encantaram, marcaram gols e brilharam individualmente, mas não chegaram a vencer a Copa do Mundo. Por enquanto, a Copa do camisa 10 é uma incógnita“, afirmam.

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