Com a população cada vez mais conectada, o mês dedicado à conscientização sobre a saúde ocular ganha novos contornos no país. O Julho Turquesa, movimento nacional de conscientização sobre a Síndrome do Olho Seco, ganha destaque no momento em que a rotina digital dos brasileiros acende um sinal de alerta entre especialistas.
Segundo dados da pesquisa Consumer Pulse, o brasileiro passa, em média, mais de 9 horas por dia conectado à internet — sendo mais de 3 horas dedicadas exclusivamente às redes sociais —, colocando o país muito acima da média global de tempo de conexão. Outro levantamento da Data Report posiciona o Brasil como o segundo país em que a população mais passa tempo em frente às telas no mundo.
O mecanismo do Olho Seco Digital
Esse excesso de tempo em frente às telas é apontado por médicos como um dos principais fatores para o agravamento e o surgimento da Síndrome do Olho Seco.
Ao fixar o olhar em dispositivos eletrônicos por longos períodos, a frequência de piscadas diminui drasticamente. Isso compromete a lubrificação natural da superfície ocular, que é protegida pelo filme lacrimal. O resultado é o aparecimento da chamada fadiga ocular digital e de sintomas característicos da doença:
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Ardência e vermelhidão nos olhos;
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Sensação de “areia” ou corpo estranho nos olhos;
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Visão embaçada de forma intermitente;
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Desconforto e irritação constantes.
O cenário já não atinge apenas quem possui diagnóstico prévio ou pessoas de mais idade. A consolidação do trabalho remoto com múltiplas telas, aulas online e o consumo diário intenso de redes sociais têm feito com que jovens desenvolvam os sintomas sem ao menos saber a causa do desconforto.
Uma condição multifatorial que afeta 34% dos adultos
Estimativas da Associação Brasileira de Portadores de Olho Seco (APOS) apontam que 34% dos adultos brasileiros experimentam algum sintoma ou nível de Olho Seco. A condição é considerada uma doença multifatorial da superfície ocular e vai muito além do mero incômodo temporário.
Além da exposição contínua a computadores e celulares, outros fatores contribuem diretamente para o surgimento ou piora dos quadros:
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Mudanças hormonais: cerca de 61% das mulheres na menopausa ou perimenopausa convivem com a alteração na lubrificação ocular;
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Fatores climáticos e sazonais: durante o inverno, as baixas temperaturas e a menor umidade relativa do ar tendem a agravar a secura ocular;
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Ambientes climatizados: o uso constante de ar-condicionado acelera a evaporação da lágrima;
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Doenças autoimunes e envelhecimento natural.
Quando não cuidada, a Síndrome do Olho Seco gera um impacto direto na qualidade de vida e no desempenho profissional ou acadêmico. A limitação traz dificuldades para tarefas simples do cotidiano, como ler, dirigir e praticar esportes, podendo inclusive afetar a visão noturna.
Ações marcam o mês de conscientização
A cor turquesa foi escolhida para a campanha por remeter à água, à lágrima e à saúde ocular. A mobilização ganha força especial no dia 25 de julho, data em que é celebrado o Dia Nacional de Conscientização do Olho Seco.
Para marcar a data e levar informação direta à população, entidades como a APOS, a Sociedade Brasileira de Oftalmologia (SBO), o Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) e a Sociedade Brasileira de Córnea e Banco de Tecidos (SBC) promoveram ações institucionais e educativas em diferentes capitais:
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Ação no Parque Trianon (São Paulo): No dia 25 de julho, o Parque Trianon recebeu uma caminhada de conscientização acompanhada de atividades educativas e distribuição de materiais informativos para orientar o público sobre sintomas e prevenção;
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Iluminação do Cristo Redentor (Rio de Janeiro): Simbolizando o encerramento da campanha e o compromisso com a saúde visual, o monumento ao Cristo Redentor recebeu iluminação especial em azul turquesa. A ação contou ainda com um gesto social em apoio à Campanha do Agasalho do Consórcio Cristo Sustentável.
Diagnóstico, prevenção e cuidados no dia a dia
Buscar orientação médica especializada é o passo mais importante ao notar os primeiros sinais de desconforto ocular. O diagnóstico é realizado por médicos oftalmologistas, que identificam o tipo exato da alteração no filme lacrimal e direcionam o tratamento adequado para cada perfil de paciente.
Embora o uso de colírios lubrificantes seja uma das condutas mais comuns, especialistas alertam para os riscos da automedicação: colírios não são todos iguais. A escolha da fórmula correta (que pode variar em relação à viscosidade e à presença ou não de conservantes) é indispensável para proteger a superfície ocular sem causar reações adversas ou irritações adicionais.
Dicas práticas para proteger a visão no cotidiano:
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Pausa para piscar: Faça pausas conscientes ao trabalhar no computador ou usar o celular. A regra visual de olhar para algo distante a cada 20 ou 30 minutos ajuda a relaxar a musculatura dos olhos e estimula a piscada;
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Ajuste de ambiente: Evite que o fluxo do ar-condicionado ou de ventiladores fique direcionado diretamente para o rosto;
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Iluminação e telas: Ajuste o brilho das telas para que não fique muito superior nem inferior à luz do ambiente onde você está.
Com Assessorias




