Muito se fala sobre o que devemos comer para manter a saúde e os cuidados na escolha dos alimentos. Mas, afinal, o que realmente importa? Estudos indicam que a diversidade de cores e nutrientes no prato, com menos conservantes e corantes, está diretamente ligada ao nosso bem-estar.
Diante disso, surge a dúvida: o que é, de fato, um prato saudável? E mais: é caro adotar uma alimentação que atenda às nossas necessidades nutricionais? Ou o desafio está em outro lugar: na rotina, no acesso ou nas escolhas do dia a dia?
Comida de verdade
Segundo a nutricionista Elisabetta Recine, professora e coordenadora do Observatório de Políticas de Segurança Alimentar e Nutrição da Universidade de Brasília (UnB), a expressão “comida de verdade” é, na prática, uma maneira simples de falar em alimentação adequada e saudável.
A relação entre o que colocamos no prato e a nossa saúde é direta: tudo o que comemos transforma o nosso corpo e também a nossa mente. De acordo com o Guia Alimentar para a População Brasileira, comer de forma saudável significa dar preferência a alimentos in natura ou minimamente processados.
Para a Harvard T.H. Chan School of Public Health, uma alimentação saudável passa pela incorporação desses hábitos na rotina diária: metade do prato deve ser composta por legumes e frutas. Já a outra parte inclui, em um quarto, grãos integrais, como trigo, quinoa, aveia e arroz integral , além de alimentos derivados, como massas integrais.
Além disso, a instituição recomenda reservar um quarto do prato para proteínas saudáveis, como peixe, frango, feijão e nozes, com saladas e vegetais. Também orienta limitar o consumo de carne vermelha e evitar carnes processadas, como bacon, linguiça e salsicha.
Escolher também óleos vegetais saudáveis, como azeite de oliva, óleo de canola, soja, milho, girassol e amendoim.
Ultraprocessados
Estamos em 2026 e já passou da hora de conter o avanço desse tipo de “alimentação”, que impacta a saúde da população, pressiona os serviços e contribui para encarecer o cuidado médico. Ao mesmo tempo, a alimentação saudável ainda esbarra em um desafio concreto: o custo.
No fim das contas, a escolha não está apenas no hábito, muitas vezes, ela começa no bolso.
Leia o artigo originalmente publicado no site Comida na Mesa aqui.




