O cenário epidemiológico do sarampo no estado de São Paulo sofreu uma rápida escalada. A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) confirmou o aumento de 16 para 23 casos da doença. A análise dos dados revela que 16 desses pacientes — a maioria absoluta dos infectados — não possuíam histórico comprovado de vacinação ou estavam com o esquema vacinal incompleto, evidenciando o alto risco a que a população desprotegida está exposta.
Do total de infecções registradas no território paulista, dois casos foram identificados como importados, enquanto os outros 21 estão diretamente relacionados à cadeia de transmissão iniciada por eles. A distribuição geográfica aponta 20 diagnósticos concentrados na capital, dois no município de São Bernardo do Campo e um em Guarulhos.
Diante de sintomas suspeitos, a orientação das autoridades médicas é evitar locais públicos ou contatos próximos e buscar imediatamente atendimento de saúde, informando a equipe sobre histórico de vacinas e possíveis exposições a casos suspeitos.
Vacinação indiscriminada em três municípios prioritários
Para conter o avanço do vírus, a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) e o Ministério da Saúde (MS) adotaram uma estratégia de vacinação ampliada e indiscriminada para a população de 6 meses a 59 anos residente nestes três municípios.
A orientação oficial determina a vacinação indiscriminada nessa faixa etária nestas três cidades, independentemente do histórico vacinal prévio, desde que não haja contraindicações clínicas. A medida segue as diretrizes do Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado de São Paulo “Prof. Alexandre Vranjac” (CVE-SP).
Já para as demais cidades paulistas, a recomendação é intensificar as ações de busca ativa, conferir as cadernetas da população e atualizar as doses em atraso conforme o Calendário Nacional de Vacinação do Ministério da Saúde.
Paulistanos enfrentam filas para garantir imunização

A preocupação com o surto de sarampo levou os moradores da capital a buscarem ativamente os postos de saúde. A Coordenadoria de Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo registrou um recorde: somente na última sexta-feira (7), foram aplicadas 84.632 doses da vacina contra o sarampo e 24.952 doses de outros imunizantes, totalizando 109.584 aplicações em um único dia — o maior volume desde o início da mobilização.
No entanto, o movimento provocou intensas filas nas Unidades Básicas de Saúde (UBS). O portal municipal De Olho Na Fila indicou que, dos 62 postos de aplicação abertos na capital no sábado (8), 57 apresentavam filas grandes no início da tarde.
Em locais como a Assistência Médica Ambulatorial (AMA) / UBS Integrada Água Rasa Dr. Marcos Andrade Corsato, entre o Tatuapé e a Mooca, o tempo de espera ultrapassou uma hora, motivando famílias inteiras e jovens a buscarem a imunização após alertas em redes sociais e instituições de ensino.
Estações do Metrô de São Paulo recebem campanha de vacinação

Passageiros do Metrô de São Paulo que estiverem passando pelas estações Corinthians-Itaquera, São Mateus, Vila Prudente, Tucuruvi e Vila Matilde podem aproveitar para tomar a vacina tríplice viral contra sarampo, caxumba e rubéola (SCR) a partir desta segunda-feira (10) até 28 de agosto.
Segundo a Secretaria Municipal da Saúde (SMS), os postos estarão disponíveis em diferentes dias e horários.
Nas estações Corinthians-Itaquera (Linha 3-Vermelha) e São Mateus (Linha 15-Prata-monotrilho) a vacinação ocorre nos dias 17, 19 e 21 de agosto, das 10h às 20h. Na estação Vila Prudente (Linha 2-Verde do Metrô e na Linha 15-Prata-monotrilho), os passageiros podem se imunizar nos dias 17 a 21 de agosto, das 10h às 16h.
Na estação Tucuruvi (Linha 1-Azul), as doses serão aplicadas de 10 a 14 e de 17 a 21 de agosto, das 10h às 16h. Na estação Vila Matilde (Linha 3-Vermelha), a vacinação será nos dias 27 e 28 de agosto, das 10h às 16h.
Segundo a secretaria, a vacinação na Estação Tucuruvi é considerada a mais a importante por estar na zona Norte, área da cidade que registra casos recentes de sarampo.
Essa nova etapa da campanha de vacinação dá acesso à imunização durante os deslocamentos diários e contribui para ampliar a cobertura vacinal na cidade. A vacinação é a principal forma de prevenção contra o sarampo, doença de alta transmissibilidade que pode causar complicações graves.”
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Por que a vacinação atinge quem tem até 59 anos?
A busca ativa e as campanhas contemplam a população até os 59 anos de idade porque se considera que pessoas com 60 anos ou mais já adquiriram imunidade natural decorrente do contato com o vírus antes da implementação em larga escala das vacinas no país.
Recuperar a confiança e conferir os registros das cadernetas são passos vitais. A queda na cobertura vacinal registrada em anos recentes, somada aos impactos da pandemia da covid-19 e ao crescimento da hesitação vacinal, aumentou a parcela de indivíduos suscetíveis.
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Crianças: Primeira dose da vacina tríplice viral aos 12 meses e reforço (com a tetraviral ou tríplice + varicela) aos 15 meses.
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Jovens e Adultos (até 59 anos): Devem comprovar o esquema vacinal completo. Em caso de dúvida ou ausência de comprovante, a orientação do Ministério da Saúde é procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) para avaliação e atualização imunológica.
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Ação Emergencial (São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo): Vacinação indiscriminada preventiva recomendada para a faixa de 6 meses a 59 anos de idade.
Resumo da Convocação de Vacinação em SP:
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Público-alvo prioritário: Moradores de 6 meses a 59 anos nas cidades de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo.
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Critério: Aplicação indiscriminada (mesmo para quem já possui doses registradas anteriormente, de forma preventiva).
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Onde vacinar: Unidades Básicas de Saúde (UBS) e Assistências Médicas Ambulatoriais (AMAs) credenciadas.
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Fontes e declarações consultadas: Academia Nacional de Medicina (ANM), Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP), Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo (SMS-SP), Ministério da Saúde e Agência Brasil




