A chegada da Butantan-DV é considerada um divisor de águas no mundo da imunização. Por ser a única de dose única do mundo, a nova vacina contra a dengue 100% nacional, que começa a ser aplicada de forma experimental em três cidades, elimina o risco de o paciente não retornar para a segunda dose e reduz drasticamente os custos de transporte e armazenamento para o Ministério da Saúde.

Em 2024, o Brasil se tornou o primeiro país a ofertar vacina contra a dengue no sistema público de saúde. O SUS mantém a vacinação de crianças e adolescentes de 10 a 14 anos com o imunizante de duas doses atualmente disponível, fornecido pela farmacêutica japonesa Takeda. Para esse público, a vacinação é feita exclusivamente em Unidades Básicas de Saúde (UBS).

Mas você sabe quais são as diferenças entre as duas vacinas? Preparamos um quadro para ajudar você a entender melhor as vantagens do novo imunizante produzido pelo Instituto Butantan, que deve chegar ainda este anos aos braços da população de 15 a 59 anps no Brasil, de forma gratuita, pelo SUS.

Comparativo: Butantan-DV X  Qdenga (Takeda)

O SUS agora conta com duas armas poderosas, mas com aplicações e características distintas que se complementam na estratégia nacional:

Característica Butantan-DV (Brasil) Qdenga (Takeda – Japão)
Esquema vacinal Dose única (Maior adesão) Duas doses (Intervalo de 3 meses)
Público no SUS 15 a 59 anos 10 a 14 anos
Tecnologia Vírus vivo atenuado (Nacional) Vírus vivo atenuado (Importada)
Eficácia grave 91,6% Elevada (Varia por sorotipo)
Hospitalização 100% de proteção Redução significativa
Vantagem econômica Menor custo logístico e operacional Já disponível para o público pediátrico

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Linha do tempo: o caminho da imunização no Brasil

A estratégia brasileira de vacinação é um processo gradual que combina tecnologias nacionais e estrangeiras:

  • Ano de 2024: Brasil se torna o primeiro país a incorporar a vacina contra a dengue no sistema público (SUS), utilizando o imunizante japonês da Takeda para crianças e adolescentes.
  • Dezembro de 2025: Anvisa aprova a vacina Butantan-DV; Ministério da Saúde assina a compra das primeiras 3,9 milhões de doses.
  • Janeiro de 2026 (atual): Início da vacinação em massa em municípios-piloto (Botucatu, Maranguape e Nova Lima) para a faixa de 15 a 59 anos.
  • Fevereiro de 2026: Início da vacinação dos profissionais da Atenção Primária à Saúde (médicos, enfermeiros e agentes de endemias) em todo o país.
  • Segundo semestre de 2026: Ampliação da produção nacional em parceria com a WuXi Vaccines, permitindo a expansão para o público geral, começando pelos adultos de 59 anos.

Prevenção não pode ser esquecida

Apesar do avanço tecnológico, as autoridades reforçam: a vacina é uma aliada fundamental, mas o combate aos criadouros do mosquito Aedes aegypti continua sendo a principal estratégia de evitar que o sistema de saúde seja sobrecarregado nos meses de pico que se aproximam.

A dengue é uma doença causada por um vírus que é transmitido pelo mosquito Aedes aegypti. Os sintomas mais comuns da doença são febre alta, dor atrás dos olhos, dor no corpo, manchas avermelhadas na pele, coceira, náuseas e dores musculares e articulares.

A vacinação se soma às ações de controle vetorial, uso de inseticidas, testes rápidos e tecnologias inovadoras. A principal forma de combate à dengue, chikungunya e zika segue sendo a eliminação dos criadouros do mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença. Isso pode ser feito eliminando água parada ou objetos que acumulem água como pratos de plantas ou pneus usados.

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