O tratamento contra o câncer vai muito além das sessões de quimioterapia e das consultas médicas: ele passa pelo resgate da identidade e da feminilidade que a rotina hospitalar, muitas vezes, tenta desgastar. Pensando nisso, e inspirada no clima de Dia dos Namorados, uma clínica oncológica de Niterói (RJ) decidiu presentear suas pacientes com um dia inteiramente dedicado a elas.
O espaço cultural Walma Erthal da Oncomed transformou-se em um centro de estética exclusivo para acolher mulheres que enfrentam ou já venceram a doença, proporcionando mais de 50 atendimentos gratuitos de cabelo, unha e massagem para devolver o sorriso e a força a cada uma delas.
Rozana Tavares, de 53 anos, descobriu o tumor na mama há 11 e, recentemente, enfrentou o retorno da doença em forma de metástase. Mesmo diante do diagnóstico complexo, Rozana não perde o alto astral e frequenta o Dia da Beleza desde a primeira edição. Enquanto recebia uma massagem relaxante, ela destacou o papel terapêutico da troca de experiências.
Isso nos oferece um momento rico de interação para conhecermos outras pessoas e trocarmos ideias com quem vive o mesmo que nós. Isso aqui é uma terapia prazerosa“, concluiu.
Abaixo, conheça outras histórias inspiradoras dessas mulheres que mostram como o autocuidado e o afeto mútuo são ferramentas poderosas nessa jornada.
CÂNCER TEM CURA: O renascimento após três décadas

Olhar para o passado e perceber a evolução da medicina é um acalento para quem recebe o diagnóstico hoje. É o caso de Leila Sally, de 70 anos. Há mais de três décadas, quando os recursos eram infinitamente mais agressivos e limitados que os atuais, ela enfrentou um câncer de mama aos 38 anos de idade.
Após um tombo de bicicleta, Leila descobriu um caroço. Na época, a abordagem médica foi drástica: ela acordou da cirurgia com a mama totalmente retirada, sem ter sido informada previamente sobre a gravidade do tumor.
Por sorte sobrevivi. Graças a Deus os tratamentos evoluíram muito. Hoje eu nunca teria sido submetida à mastectomia total“, reflete.
Atendida pela primeira vez no projeto, Leila era o puro reflexo da vitória. Com 50 anos de casada, dois filhos e três netos, ela aproveitou a tarde para cortar o cabelo, escovar e pintar as unhas.
Nada me impediu de ser feliz, de viver muito bem com o meu marido e ter ânimo de vir aqui me embelezar para comemorar o Dia dos Namorados. Meu marido vai adorar“, celebrou, provando que a cura é uma realidade sólida e duradoura.
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Para muitas mulheres, a superação do câncer se transforma em combustível para ajudar o próximo. A cabeleireira Mariza Dias viveu os dois lados dessa moeda. Na primeira edição do evento, ela participou como paciente, enquanto tratava um câncer de mama que a fez perder os cabelos. Hoje, curada, ela voltou ao espaço para cuidar de outras mulheres.
Enfrentar essa doença não é fácil, são muitos desafios. Eu mesma fiquei careca e sei como isso mexe com a autoestima da gente. Hoje me sinto uma privilegiada por poder vir aqui aparar pontinhas de cabelos que estão crescendo”, contou Mariza, emocionada.
A podóloga Josy Santos, de 57 anos, compartilha do mesmo sentimento: superou o câncer no endométrio há 15 anos e usa sua história para fortalecer quem está no início do caminho. Quem atravessou a Baía de Guanabara de barca, vinda do Rio com um grupo de amigas do peito, foi Fabiana Rodrigues (foto abaixo), de 47 anos.
Em tratamento há sete anos, ela resumiu o espírito do evento: “Ganhamos serviços de beleza e o acolhimento desse lugar muito especial, que tem uma energia incrível. Sou só gratidão”.

Redes de apoio e o valor da humanização hospitalar
O projeto — implantado pela instituição em parceria com a PróOnco Mulher para celebrar o Dia dos Namorados e reforçar a autoestima das pacientes chegou à sua terceira edição mobilizando oito profissionais voluntários, entre cabeleireiros, manicures, massoterapeutas e uma podóloga.
Até as profissionais que estrearam no evento saíram transformadas, como a manicure Haila Ventura, que aprendeu na prática as especificidades do atendimento oncológico, como a importância de não remover as cutículas para proteger o sistema imunológico de mulheres que passaram por cirurgia de mama.
Para o oncologista Alexandre Coury, fundador da Oncomed há 31 anos, essa visão integrativa, que une a competência técnica ao carinho, é o que valida o sucesso da iniciativa. Ele fez questão de acompanhar o evento de perto e reforçou que o bem-estar emocional caminha lado a lado com os tratamentos modernos.
Ver essas mulheres interagindo com todo esse otimismo é muito compensador. Sempre procuramos investir no acolhimento e em ações de humanização, pois sabemos que o equilíbrio, o astral e o acreditar são parte fundamental no processo de restabelecimento. Embora o câncer seja grave, os avanços tecnológicos e as pesquisas médicas têm trazido resultados cada vez mais positivos, permitindo que muitos vençam e tenham uma vida longa e saudável”, finaliza o médico.
Com Assessoria de Imprensa da Oncomed









