Um levantamento inédito realizado pela InfoPrice, entre março e maio de 2026, mapeou mais de 6,2 milhões de registros de preços em 13.392 pontos de venda, revelando uma realidade de custos que desafia o acesso da população.

O monitoramento cobriu 13 códigos de produto (GTINs) das três principais marcas, incluindo dados de farmácias físicas, sites, aplicativos próprios e plataformas de entrega. Os dados consolidados do trimestre apontam para uma ampla dispersão de valores:

  • Preço médio: R$ 1.731,36.

  • Preço mais frequente (moda): R$ 999,00.

  • Amplitude de mercado: Enquanto o menor preço registrado foi de R$ 649,50 (Wegovy 0,25mg), o valor mais alto atingiu R$ 4.006,82 (Mounjaro 25mg).

O levantamento destaca que o Mounjaro (tirzepatida) ocupa as faixas de preço mais elevadas, com suas dosagens maiores (15mg a 30mg) figurando como os itens de maior valor unitário em todo o varejo farmacêutico do país.

Onde o consumidor paga mais?

A escolha do canal de compra influencia diretamente o custo final do tratamento. Segundo os dados da InfoPrice:

  • Aplicativos de entrega: Apresentam consistentemente os preços mais elevados para a maioria dos produtos monitorados.

  • Notas Fiscais Eletrônicas: Tendem a registrar os menores valores, com diferenças que, em dosagens mais altas de Mounjaro, podem superar R$ 1.000,00 por unidade.

  • PDVs Físicos e Apps das Redes: Mantêm um patamar de preço intermediário e mais estável.

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Expectativa de mudança para o próximo ano

O cenário de preços está em transformação. Com a expiração da proteção patentária da semaglutida e a recente aprovação de versões sintéticas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), analistas do mercado preveem um efeito cascata.

A estimativa, corroborada por análises do Itaú BBA, é que a competição com novos laboratórios — como EMS e Eurofarma — provoque uma redução de 30% a 50% nos preços de referência do princípio ativo nos próximos 12 a 18 meses.

Estamos diante de um mercado em rápida transformação, onde fatores regulatórios e a entrada de novos concorrentes impactam diretamente o bolso do consumidor”, afirma Paulo Garcia Neto, CEO da InfoPrice.

Com informações da Infoprice

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