O tratamento contra o câncer exige força, resiliência e, acima de tudo, uma nutrição adequada. Sabendo que a batalha contra a doença vai muito além das salas de quimioterapia, o INCAvoluntário — braço de ações sociais do Instituto Nacional de Câncer (Inca) — lançou a campanha Alimente a Esperança. O objetivo é arrecadar fundos para o Programa Nutrir, iniciativa que garante alimentação saudável e dignidade para pacientes oncológicos em situação de vulnerabilidade social.

O Inca é a principal referência nacional em oncologia e atende pacientes de todo o Brasil pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Embora a assistência seja integral durante o período de internação nas quatro unidades localizadas no Rio de Janeiro, a realidade muda drasticamente quando os pacientes voltam para casa. Muitos enfrentam severas dificuldades financeiras e não conseguem manter a dieta recomendada pelos médicos.

Como funciona o Programa Nutrir?

Para mitigar esse problema e apoiar as famílias mais necessitadas, o INCAvoluntário atua em duas frentes principais:

  • Cartão alimentação: Um benefício mensal no valor de R$ 150, pago por até 15 meses, que permite a compra de itens frescos (como frutas, legumes e verduras) em mercados e hortifrutis.

  • Bolsas de alimentos: Entrega de cestas com itens essenciais de subsistência, incluindo arroz, feijão, macarrão, aveia e leite em pó.

O tratamento continua, o paciente continua vindo ao Inca para consultas, exames e acompanhamento, e uma alimentação adequada contribui para a melhora da qualidade de vida”, explica Fernanda Vieira, gerente-geral do INCAvoluntário. “Apoia não só o paciente, mas também a família e traz mais dignidade para quem já está passando por um momento delicado.”

Os números mostram o tamanho do impacto: apenas no primeiro trimestre de 2026, o projeto já beneficiou 1.758 pacientes adultos e 99 crianças. No ano passado, as recargas no cartão-alimentação somaram quase R$ 1,4 milhão, além da distribuição de cerca de 2 mil bolsas de alimentos.

O impacto real na vida das famílias

Para quem recebe o auxílio, o impacto é imediato. Rosana de Oliveira é mãe de Rafaela, de 14 anos, que faz tratamento no Inca há mais de um ano. Ela relata a dificuldade de conciliar o trabalho com a rotina de cuidados com a filha e como o benefício faz a diferença no orçamento familiar.

Recebemos lá pelo dia 20 e, como a gente já não tem mais quase dinheiro nessa época do mês, conseguimos repor itens de mais necessidade, como carne, frutas e legumes. Quero agradecer bastante a quem já contribui. Talvez essa pessoa nem tenha noção do bem que está fazendo”, desabafa Rosana.

Como ajudar e espalhar esperança

Embora atue dentro da estrutura do hospital, o INCAvoluntário não conta com verbas governamentais diretas para essas ações; as atividades são totalmente custeadas por doações da sociedade civil e executadas por voluntários. Além do suporte alimentar, o projeto também viabiliza auxílio-transporte e promove ações humanizadas nos hospitais, como musicoterapia, palhaçaria e distribuição de brinquedos.

A campanha Alimente a Esperança recebe contribuições via Pix ou cartão de crédito até o dia 28 de maio. Para saber como doar e fazer a diferença na vida de centenas de pacientes, acesse a página oficial do INCAvoluntário no Instagram.

Com informações da Agência Brasil

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