A chegada do inverno marca um período de aumento dos casos de doenças respiratórias. Por isso, é importante destacar a atividade física como uma grande aliada da saúde. Para quem convive com a asma, uma das doenças respiratórias crônicas mais comuns no Brasil, movimentar o corpo traz benefícios significativos e ajuda no controle dos sintomas.
A asma é caracterizada pela inflamação das vias aéreas e tem como principais sintomas a falta de ar, o chiado no peito, a sensação de aperto no tórax e a tosse. Durante o inverno, o problema pode se agravar devido ao clima mais seco, às baixas temperaturas e ao aumento da circulação de vírus respiratórios, fatores que favorecem o aparecimento de crises.
A prática regular de atividade física fortalece o sistema cardiorrespiratório, melhora o condicionamento físico, auxilia no controle do peso corporal e contribui para a redução do sedentarismo, um fator associado ao agravamento de diversas doenças crônicas.
No entanto, muitas pessoas com asma evitam a prática de exercícios por medo de sentir falta de ar ou desencadear uma crise. No entanto, pesquisas mostram que a atividade física, quando realizada de forma orientada e segura, melhora a capacidade respiratória, aumenta a qualidade de vida e reduz os sintomas da doença.
Estudo comprova o poder da atividade física no controle da asma
Um estudo da Universidade de São Paulo (USP), conduzido pelo fisioterapeuta Fabiano Lima, investigou como estratégias de mudança de comportamento podem incentivar pessoas com asma a adotarem um estilo de vida mais ativo. Os resultados mostraram que os participantes que praticaram atividades físicas apresentaram melhor controle da doença, maior qualidade de vida e redução dos sintomas de ansiedade e depressão.
Caminhadas, ciclismo, natação, musculação e exercícios funcionais podem fazer parte da rotina das pessoas com asma, desde que sejam respeitadas as orientações médicas e as condições individuais de cada paciente.
É importante lembrar que a atividade física não substitui o tratamento medicamentoso. Os exercícios funcionam como uma estratégia complementar, capaz de potencializar os resultados do tratamento, que nunca deve ser abandonado.
Com orientação e acompanhamento profissional, a atividade física deixa de ser vista como um risco para quem tem asma e passa a ser uma importante ferramenta para prevenir complicações e proporcionar mais qualidade de vida, especialmente em uma época do ano em que os cuidados com a saúde respiratória precisam ser redobrados.
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