Conheça a rotina dos fisiculturistas e os riscos de quem busca a perfeição a todo custo
Nesta semana, mais precisamente no dia 30 de outubro, é o dia do Fisiculturismo. O fisiculturismo, também conhecido como bodybuilding, é um esporte competitivo que tem como principal objetivo desenvolver a massa muscular ao máximo possível, mantendo um baixo percentual de gordura corporal e priorizando a simetria, a proporção e a definição dos músculos. Mais do que uma atividade física, é um estilo de vida que exige disciplina, dedicação e controle rigoroso do treinamento, da alimentação e do descanso.
O treino de um fisiculturista é voltado à hipertrofia muscular e combina exercícios multiarticulares com exercícios isolados para desenvolver grupos musculares específicos. Geralmente, os atletas treinam de cinco a seis dias por semana, com sessões de uma a duas horas, ajustando cargas, repetições, técnica e intensidade de acordo com seus objetivos. Além disso, praticam poses obrigatórias para demonstrar a musculatura aos juízes durante as competições.
A alimentação e a recuperação são tão essenciais quanto o treinamento. Uma dieta planejada, com quantidades adequadas de calorias e proteínas, auxilia na construção e na reparação muscular, enquanto o sono de sete a oito horas por noite e os períodos de descanso favorecem a recuperação e o equilíbrio hormonal. Por isso, o acompanhamento de profissionais de Educação Física e nutricionistas é fundamental para adaptar a rotina às necessidades individuais e reduzir os riscos de lesões e sobrecarga do organismo.
Para destacar a musculatura no palco, os atletas utilizam bronzeadores artificiais e óleos finalizadores. Entretanto, alcançar padrões extremos de tamanho e definição pode trazer riscos à saúde, principalmente quando há uso de esteroides anabolizantes, desidratação intensa e restrições alimentares severas. Essas práticas podem comprometer o coração, os rins e o fígado, além de favorecer alterações hormonais, transtornos alimentares, ansiedade e depressão. A busca excessiva pelo corpo ideal também pode prejudicar as relações sociais e a qualidade de vida.
Assim, embora o fisiculturismo competitivo priorize a estética e o desempenho, ele não representa necessariamente um modelo de saúde.
LUIZ FERNANDO LUKAS – Instagram: @luizfernandolukas
(Profissional de Educação Física – Personal Trainer – Pós-graduado em Musculação e Treinamento de Força).




