Com o objetivo de combater notícias falsas e tranquilizar a população, o Ministério da Saúde esclarece que a vacina contra a dengue aplicada em crianças e adolescentes na rede pública não sofreu qualquer tipo de suspensão. O imunizante destinado ao público de 10 a 14 anos é a Qdenga, produzida pelo laboratório japonês Takeda, que segue sendo distribuída e aplicada normalmente em todo o país, sem registrar qualquer sinal de alerta em sua segurança.

A suspensão temporária e preventiva anunciada no início da semana é restrita exclusivamente à vacina Butantan-DV, desenvolvida pelo Instituto Butantan. Segundo o diretor do Departamento do Programa Nacional de Imunizações (PNI), Eder Gatti, este imunizante é indicado apenas para pessoas acima de 15 anos e vinha sendo utilizado em uma estratégia piloto muito específica, voltada a profissionais de saúde e moradores de quatro regiões do país.

Retenção de estoques e rigor na vigilância

A orientação oficial do governo federal é que os municípios e estados coloquem os estoques restantes da vacina do Instituto Butantan em reserva técnica dentro de sua rede de frio, interrompendo novas aplicações até segunda ordem. A medida visa garantir a segurança da população enquanto um comitê de especialistas avalia os 42 casos de reações graves inesperadas e dois óbitos em investigação.

De acordo com Gatti, o aparecimento de eventos adversos muito raros é algo que só se capta quando o insumo passa a ser utilizado em larga escala, fora dos laboratórios. Para o diretor do PNI, a detecção rápida desses episódios inusitados confirma a eficiência dos mecanismos de controle do Sistema Único de Saúde (SUS). A expectativa das autoridades é de que, após dar publicidade ao caso, novas notificações retroativas de reações possam surgir nos postos de saúde locais.

Leia mais

Vacina da dengue do Butantan é suspensa por precaução
Estudo clínico avalia eficácia e segurança da vacina contra a dengue
SUS passa a oferecer teste rápido de dengue

Monitoramento de sintomas e o prazo de 21 dias

O Ministério da Saúde reforça que a paralisação preventiva não anula a eficácia do imunizante, que protege em 65% contra a infecção e em mais de 80% contra casos graves e hospitalizações. O monitoramento clínico deve ser focado em quem recebeu a dose da vacina nacional recentemente:

  • Até 21 dias após a dose: Este é o período da chamada viremia vacinal, quando a forma enfraquecida do vírus injetada na vacina circula no sangue de forma controlada para gerar anticorpos. Quem se vacinou nesse intervalo deve buscar atendimento médico imediato se apresentar febre acompanhada de dor no corpo, manchas na pele, vômitos ou sinais de sangramento.

  • Após 21 dias da dose: Pacientes que passaram desse prazo sem apresentar intercorrências estão completamente fora de risco e devidamente imunizados contra os quatro sorotipos da doença.

Enquanto as investigações continuam, as demais ações de controle do mosquito Aedes aegypti seguem ativas. O balanço epidemiológico de janeiro a maio de 2026 aponta estabilidade na queda de braço contra a doença, registrando uma redução expressiva de 97% nas mortes e de 94% nos casos prováveis de dengue em comparação ao mesmo período de 2024.

📱 Quer receber notícias confiáveis sobre saúde e bem-estar diretamente no seu celular? Clique aqui para entrar no canal oficial do VIDA E AÇÃO no WhatsApp e fique sempre bem informado!

Shares:

Posts Relacionados

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *