Blefaroplastia: conheça a segunda cirurgia que Lula fez no hospital

Presidente teve alta dois dias após cirurgia de quadril. Ele aproveitou a internação com anestesia geral para retirar excesso de pele e gordura das pálpebras

Lula, que já teve câncer, instituiu a nova política nacional de assistência aos pacientes oncológicos no SUS (Foto: Banco de Imagens)
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de 78 anos, teve alta neste domingo (1º de outubro) do Hospital Albert Einstein, em Brasília, onde passou por uma artoplastia na última sexta-feira (29). O procedimento foi indicado para corrigir as dores na região direita do quadril, causadas por uma artrose crônica. Além da artoplastia, que já era esperada e foi amplamente divulgada nas últimas semanas, Lula aproveitou a anestesia geral e se submeteu a uma blefaroplastia, cirurgia que promove a retirada do excesso de pele e de gordura das pálpebras superiores e inferiores.

Apesar da complexidade do primeiro, a blefaroplastia é menos invasiva e mais comum do que se imagina. Segundo a equipe que operou o presidente, o procedimento não tem fins meramente estéticos: o excesso de pele sobre os olhos estava causando problemas de visão a Lula. Ele reagiu bem às duas cirurgias e foi direto para o quarto, sem precisar ficar numa UTI (Unidade de Terapia Intensiva). Para evitar infecções, o presidente está proibido de receber visitas nas próximas duas semanas, quando deverá despachar de sua residência oficial, no Palácio Alvorada.

O procedimento realizado pelo presidente não é incomum no Brasil. Com cerca de 200 mil blefaroplastias registradas em 2022, o Brasil ocupa o primeiro lugar do ranking global de procedimentos estéticos para rejuvenescimento do olhar. As informações são da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Cosmética (ISAPS). Ainda segundo as informações da ISAPS, o número de procedimentos de blefaroplastia cresceu 15% entre 2021 e 2022, sendo que 20% dos pacientes são homens e 75% têm mais de 50 anos.

De acordo com dados da pesquisa, o país está no primeiro lugar da classificação mundial de cirurgias realizadas no rosto, com cerca de 483.800 procedimentos. Dados da American Society of Plastic Surgeons (ASPS), de 2020, apontam que a cirurgia das pálpebras é um dos cinco principais procedimentos cirúrgicos realizados no mundo entre homens e mulheres.

Segundo levantamento do H.Olhos, da rede Vision One, houve um aumento de 15% na procura pela plástica ocular em relação ao ano passado. A plástica ocular já está entre os procedimentos mais procurados nos hospitais da rede, sendo que dentro da plástica ocular, 60% dos procedimentos realizados nos hospitais são de blefaroplastia. Só no H.Olhos, em São Paulo, o crescimento por esse tipo de cirurgia aumenta cerca de 4% ao mês.

A Revista Brasileira de Cirurgia Plástica publicou um estudo onde aponta que com o envelhecimento, as pessoas acima de 65 anos podem apresentar hipertensão arterial, cardiopatia, diabetes, glaucoma e catarata associadas ao peso palpebral. “Nos casos mais graves, as pálpebras caídas podem chegar a impedir a abertura total dos olhos”, explica a médica otorrinolaringologia, especialista em saúde da família, Caroline Beal.

A médica conta que a busca pelo procedimento pode ser puramente estético, porém, a blefaroplastia tem uma alta eficácia na correção de questões de saúde. “A flacidez na região dos olhos pode reduzir a visão periférica e prejudicar o campo de visão de um ou de ambos os olhos. Outra queixa constante é a sensação de peso nos olhos e a cirurgia vai corrigir todas essas questões”, explica.

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Muito além da estética, benefício à saúde ocular

Procedimento tem alta eficácia na correção da saúde dos olhos, melhorando o campo de visão e o bem-estar

A blefaroplastia pode ajudar a melhorar a visão, além de proporcionar uma aparência mais jovem. Antonio Pitanguy, cirurgião plástico especializado em cirurgia da face, afirma que o procedimento é bastante usual e tem função reparadora e estética. A motivação é cada vez mais a busca pela boa autoestima e do aspecto jovial. Mas a  cirurgia é indicada quando o excesso de pele dificulta a visão e quando há o surgimento de bolsas de gordura nas pálpebras inferiores.

“É uma cirurgia simples e pouco invasiva, que busca a correção do excesso ou mal posicionamento dos tecidos palpebrais. A técnica tem caráter funcional, já que a pele em excesso na região pode atrapalhar o campo visual do paciente. Além disso, o procedimento ajuda a ‘levantar’ os olhos, eliminando rugas e flacidez, dando assim um aspecto mais jovem à face”, explica.

Carolina Beal explica que a blefaroplastia é uma cirurgia que consiste na retirada do excesso de pele das pálpebras inferiores ou/e superiores, tendo como objetivo posicionar as pálpebras de forma correta, retirando ou reposicionando o excesso de gordura e reduzindo o aspecto de cansaço e envelhecimento dos pacientes.

A principal função da blefaroplastia é restaurar a condição natural das pálpebras, que muitas vezes podem contar com uma quantidade maior de pele, bolsas de gorduras proeminentes e posicionamento não harmônico do contorno palpebral. Para contornar o problema, a retirada de pele deve ser feita de forma controlada, obedecendo critérios de saúde que visam a garantia do funcionamento ocular, como o fechamento palpebral correto e perfeito, garantindo assim a proteção da superfície dos olhos.

Quando há a falta de força no músculo que eleva a pálpebra, a indicação cirúrgica pode ir além da estética já que o problema altera o contorno natural das pálpebras superiores e inferiores, podendo afetar o campo de visão. A redução do campo de visão é uma realidade para a grande maioria dos pacientes que sofre com perda da elasticidade da pele das pálpebras.

“A plástica ocular, muito além de um mero aprimoramento estético, é uma poderosa ferramenta de resgate da qualidade de vida e autoestima dos pacientes. Ao corrigir anormalidades que interferem na visão ou causam desconforto ocular, a cirurgia não apenas restaura a funcionalidade visual, mas também eleva a confiança e o bem-estar emocional dos pacientes, já que a blefaroplastia é uma das cirurgias com maior capacidade de rejuvenescimento”, explica Cristiane Okazaki, chefe do serviço de plástica ocular do H.Olhos.

A especialista ainda acrescenta que, ao proporcionar melhorias expressivas na saúde ocular e na aparência, a plástica ocular desempenha um papel fundamental na jornada de superação de desafios, permitindo que os pacientes vivenciem uma transformação completa, tanto interna quanto externamente. Segundo ela, o procedimento desempenha um papel crucial no tratamento de problemas de saúde do olho, restaurando a função ocular e corrigindo deformidades que afetam a visão e o conforto dos olhos.

Problema típico do envelhecimento que afeta a autoestima

Para boa parte das pessoas, a insatisfação com os primeiros sinais de envelhecimento no seu rosto começa com as rugas e flacidez na área dos olhos. Entre os 30 e 40 anos, as pálpebras também começam a ficar mais flácidas e pesadas, mas é na terceira idade que essas alterações são mais perceptíveis. A região dos olhos é uma das mais marcantes no rosto, e a busca por procedimentos estéticos e corretivos nesta área é cada vez maior.

Entre as opções de tratamento, a blefaroplastia ganha destaque por ser um procedimento simples e eficaz contra questões estéticas, mas, principalmente, para corrigir e restabelecer a saúde dos olhos e a qualidade de vida. É conhecida por ser a cirurgia plástica das pálpebras superiores e inferiores, sendo indicada para pessoas que possuem excesso de pele e bolsas de gordura nas pálpebras. Muitas vezes estes sinais causam um aspecto de envelhecimento, olhos tristes, caídos e aparência de cansaço. Estes, por sua vez, incomodam e afetam a autoestima.

“Normalmente, é no olhar que se revelam os primeiros sinais do envelhecimento. Com o passar do tempo, o aspecto envelhecido da pele e o acúmulo de gordura na região das pálpebras são fatores que contribuem para o comprometimento da aparência e, sobretudo, da autoestima de grande parte das pessoas. Além da função estética, o procedimento é indicado para os casos em que há desconforto e sensação de peso nas pálpebras entre os pacientes”, explica André Borba, especialista em Cirurgia Reconstrutiva e Estética das Pálpebras e Via Lacrimal e professor-fundador da Ocuplastics Academy.

Conforme envelhecemos, o corpo perde muitas de suas características físicas. Com os olhos, ocorre a mesma coisa, e já a partir dos 30 anos, o excesso de pele e a gordura na região periocular tornam-se mais proeminentes. Apesar de ser mais comum em pessoas com idade avançada, pode ocorrer em pessoas mais jovens também, por causas constitucionais e familiares.

“A blefaroplastia tem se tornado um procedimento cada vez mais comum com o passar do tempo, especialmente após o conhecido efeito Zoom, que permitiu que fossemos mais críticos em relação a nossa autoimagem”, diz o médico André Borba, especialista em cirurgia ocular pela UCLA, Los Angeles.

Função reparadora e estética ao mesmo tempo

O procedimento cirúrgico mais frequente entre os pacientes é o tratamento do blefarocalásio (excesso de tecido nas pálpebras) e excesso e/ou herniação das bolsas de gordura. O pós-operatório da cirurgia nas pálpebras costuma ser tranquilo. Pode incluir dores e inchaços na região para o paciente, mas estes são administráveis com remédios e em poucos dias. Já o resultado 100% do procedimento, pode demorar alguns meses.

“O mais indicado é sempre recorrer a um cirurgião de referência na área que te auxilie durante o processo, além de ter plena capacidade de oferecer apoio durante a recuperação. A escolha de um profissional competente é uma medida que diminui a chance de complicações em qualquer cirurgia”, diz o médico.

Neto e único descendente direto das técnicas de Ivo Pitanguy atuando no campo, Antônio concluiu sua especialização no Instituto Ivo Pitanguy e é membro especialista da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Através de conversas com o avô, Antonio absorveu os conceitos de beleza e harmonia que sedimentaram a carreira do mestre da cirurgia plástica no Brasil.

Procedimento é indicado após os 40 anos

Segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), a procura pela blefaroplastia acontece geralmente acima dos 40 anos de idade, tanto para homens como para mulheres. O procedimento é indicado depois dessa idade, uma vez que reduz os sinais de envelhecimento que acontecem com a perda da elasticidade da pele. Mas este não é um procedimento exclusivo para pessoas mais velhas.

“Apesar das mudanças na região dos olhos, geralmente serem interpretadas como sinais de envelhecimento precoce, bolsas de gordura nas pálpebras inferiores muitas vezes mostram-se presentes em pacientes jovens”, afirma Pitanguy.

O procedimento é indicado nos casos de:

Excesso de pele nas pálpebras superiores;

Excesso de pele nas pálpebras inferiores;

Bolsas de gordura proeminentes nas pálpebras.

Antes do procedimento, é importante identificar qual a real necessidade do paciente que procura a blefaroplastia. Há muitas pessoas que recorrem à cirurgia apenas por questões estéticas. Mesmo assim, a intervenção cirúrgica precisa ser avaliada pelo médico.

Através de fotografia das pálpebras, é possível dar um diagnóstico exato do que é necessário na cirurgia, conseguindo definir qual técnica utilizar. Alguns pacientes sentem a necessidade de corrigir tanto a pálpebra inferior quanto a superior. Por isso, os cirurgiões combinam os dois procedimentos e realizam essas alterações todas de uma vez só, aproveitando a mesma internação, anestesia e o período de recuperação.

Tipos de Blefaroplastia

Caroline explica que existem dois tipos de cirurgias: para as pálpebras inferiores e para as superiores. “Na parte superior o método consiste numa incisão ao longo das linhas ou dobras naturais da pálpebra, com a remoção dos excessos de pele, gordura e posterior sutura. Já na parte inferior a incisão pode ser externa, pela pele, logo abaixo dos cílios, ou pode ser interna, por dentro da pálpebra, via conjuntiva. Neste caso haverá a remoção ou redistribuição dos excessos de pele, reposicionamento de gordura e posterior sutura”, conta a médica.

Segundo a médica, ambos os procedimentos são tranquilos, contando com uma anestesia local ou geral e cerca de hora e meia de duração. “O paciente recebe alta no mesmo dia”.

Cuidados no pré-operatório

A cirurgia plástica nas pálpebras é uma operação simples. Entretanto, como todo procedimento cirúrgico, pode ocasionar em alguns riscos ao paciente. A blefaroplastia deve ser evitada por algumas pessoas em grupos de riscos: pacientes com diabetes; hipertensão e com quadros de insuficiência cardíaca.

No pré-operatório, é aconselhável a realização de exames como hemograma e coagulograma. Fumantes devem se manter em abstinência do cigarro pelo menos um mês antes da cirurgia. Além disso, o médico responsável deve indicar alguns medicamentos proibidos durante esse período.

“O pré e o pós-operatório são trabalhos multidisciplinares que podem envolver profissionais de outras áreas da saúde, como psicólogos e nutricionistas”, comenta Arnaldo Korn, diretor do Centro Nacional — Cirurgia Plástica.

A primeira indicação é simples: beber bastante água, pois ajuda a hidratar e a desintoxicar o corpo. A recomendação geral é de dois litros por dia, mas pode variar de acordo com a necessidade e o peso de cada pessoa.

Cuidados pós operatório

André Borba explica que, em geral o pós-operatório da blefaroplastia e dos procedimentos associados, como laser de CO2 e elevação das sobrancelhas, é relativamente tranquilo, mas requer os cuidados de qualquer cirurgia plástica, como: repouso relativo e principalmente a realização de compressas frias por 48 a 72 horas após o procedimento, seguindo as orientações médicas.

Os pontos são retirados de 5 a 7 dias. À medida que o inchaço e os pequenos hematomas regridem, os benefícios e o nível de satisfação aumentam. “Nos primeiros dias oriento aos meus pacientes a relaxarem, ouvirem música, assistirem a um bom filme e diminuírem as atividades no celular e computador para recuperarem-se rapidamente”, conclui o especialista.

Considera-se que o resultado final se completa em até 6 meses, quando o aspecto da cicatriz cirúrgica tende a ficar inaparente. Além disso, cada condição prévia, cada anatomia e cada caso é um caso, e deverão ser tratados sempre de maneira personalizada.

Segundo Caroline Beal, o pós-operatório da blefaroplastia pode incomodar um pouco com dores e inchaços na região, que duram cerca de uma semana. Sobre os cuidados, a especialista indica:

Utilizar compressas frias;

Repouso durante pelo menos uma semana;

Utilizar óculos escuros diariamente por pelo menos 30 dias;

Higienizar o local com água e sabonete neutro;

Evitar a exposição direta ao sol por pelo menos três meses;

Evitar atividades físicas durante por pelo menos 15 dias;

Beber muita água e se alimentar corretamente;

Evitar cigarros e bebidas alcoólicas.

“Os cuidados devem ser levados a sério para não descumprir as recomendações, o que pode ocasionar transtornos. Em casos de mal-estar não previstos, é importante consultar o cirurgião, pois somente ele pode sanar as dúvidas”, acrescenta Korn

Nem todos os procedimentos são confiáveis, diz especialista

Rejuvenescimento das pálpebras: estudo explica quais tratamentos são eficazes e seguros

  1. A segurança do paciente deve estar em primeiro lugar. Portanto, pesquisar o local e o histórico do profissional é necessário antes de fazer o procedimento de blefaroplastia. “Nem sempre os tratamentos vistos nas redes sociais são confiáveis”, explica o cirurgião plástico Felipe de Bacco, coordenador do núcleo de cirurgia plástica em face da BAPS (Brazilian Association of Plastic Surgeons).

“A região periocular representa um dos elementos que mais chamam a atenção. Mas essa área, que tem pele muito fina, também costuma trazer os primeiros sinais de envelhecimento da face. É exatamente por isso que cresce no mundo a busca pela blefaroplastia, a cirurgia para flacidez de pálpebra – e também por procedimentos não-invasivos para essa região”, comentou.

A blefaroplastia é a cirurgia que trata a forma e o volume das pálpebras superiores e/ou inferiores. “Esses procedimentos são realizados para amenizar os sinais de envelhecimento que ocorrem nessa região e realçar a estética das pálpebras. O procedimento normalmente envolve o tratamento do excesso de pele palpebral, flacidez palpebral, ptose, septo orbital e gordura orbital.

Um estudo recente pode ajudar nessa tarefa do paciente de realmente saber o que é seguro e eficaz: publicado em março no World Journal of Clinical Cases, a revisão analisou 40 estudos para destacar o que realmente funciona para rejuvenescer a região dos olhos.

“Apesar de analisar técnicas não invasivas que surgiram nos últimos dez anos, o estudo evidencia que para resultados mais sólidos e duradouros, o mais indicado é a cirurgia plástica de blefaroplastia. Mas muitas vezes o médico pode associar técnicas”, acrescenta o coordenador da BAPS.

Um conjunto de técnicas pode ser empregado

Blefaroplastias envolvem uma combinação de técnicas, aplicadas conforme a necessidade de cada paciente: remoção de pele e gordura, remodelamento (transposição) da gordura periorbirtária, reposicionamento de tecidos e enxertos de gordura”, diz o cirurgião plástico. A cirurgia pode ser realizada por razões estéticas e/ou reconstrutivas em momentos diferentes ou, às vezes, durante a mesma operação. A revisão avaliou o poder dos lasers (e tecnologias), do plasma e de injetáveis para tratar a região dos olhos.

Laser – Excesso de pele e perda de elasticidade são dois problemas simultâneos que ocorrem com o envelhecimento da pele. O estudo afirma que o tratamento a laser é uma opção interessante para lidar com essas alterações das pálpebras. “O objetivo do tratamento a laser é garantir uma contração da pele, o que pode dar origem a uma aparência mais lisa e tonificada”, diz o trabalho. Os tratamentos a laser também podem ser usados para completar e aprimorar os procedimentos cirúrgicos de blefaroplastia, segundo a BAPS.

“Esse tratamento complementar deve ser feito com indicação do médico para trazer um melhor resultado estético, uma vez que o laser pode melhorar a qualidade da pele e ajudar a estimular proteínas de sustentação, como o colágeno”, diz o coordenador da BAPS. No entanto, esse procedimento tem resultados limitados segundo a revisão, podendo ser usado em casos leves e moderados de flacidez de pele da região palpebral.

Plasma – Essa é uma modalidade recente, que foi até apelidada de “blefaroplasma”. “Consiste em uma ponteira que produz energia ionizada e causa aquecimento superficial dos tecidos sem contato direto. Um dano térmico controlado e limitado transforma o tecido induzindo uma coagulação leve, resultando em aumento da produção de colágeno e contração da pele”, diz o Dr. Felipe. Segundo a revisão, a tecnologia de plasma é considerada uma opção não cirúrgica segura e eficiente. A tecnologia é indicada, também, para casos leves e moderados, com bons resultados, de acordo com o trabalho científico.

Injetáveis – Um dos tratamentos que o estudo analisou é o famoso preenchimento com ácido hialurônico, indicado para o rejuvenescimento da área periorbital – e também nas olheiras profundas. “Houve uma mudança de paradigma nas últimas duas décadas neste campo da medicina estética, considerando que a perda de volume tem sido reconhecida como uma das principais causas do envelhecimento facial e periorbitário, determinando esvaziamento simétrico ou assimétrico, excesso de pálpebra superior à mostra e flacidez de pele palpebral. Como resultado, a restauração de volume tornou-se uma abordagem preferida para alcançar resultados de rejuvenescimento natural”, destaca o Dr. Felipe.

O que escolher, afinal? A BAPS reforça que existem inúmeros métodos, técnicas e ferramentas disponíveis atualmente, que podem proporcionar melhorias em casos leves e moderados; no entanto, a associação enfatiza que a cirurgia tende a ser a primeira escolha para proporcionar resultados previsíveis, consistentes e de longo prazo. “Consulte um médico cirurgião plástico para avaliar o caso e definir a melhor indicação do procedimento a ser feito”, finaliza o coordenador da BAPS.

Blefaroplastia Estruturada, a última novidade

O sucesso de intervenções deste tipo não está apenas no número de procedimentos, mas também nas técnicas modernas que estão revolucionando os resultados e a experiência do paciente. Entre as inovações que estão transformando a cirurgia plástica ocular, a Blefaroplastia Estruturada é a melhor opção quando estamos procurando por uma transformação do olhar.

Programada conforme a necessidade individual de cada paciente, ela visa aliar procedimentos que podem auxiliar no sucesso final da blefaroplastia. “Essa técnica permite que possamos entregar melhores resultados, seja eliminando cicatrizes, reposicionando o supercílio e o canto externo da pálpebra ou ainda melhorando a qualidade da pele periocular ”, diz Okazaki.

Okazaki explica que essas técnicas avançadas, contrastando com as abordagens tradicionais, asseguram que os pacientes não apenas alcancem os melhores resultados estéticos, mas também desfrutem de tempos de recuperação mais curtos, riscos reduzidos e uma experiência geral mais agradável. “A plástica ocular, com essas inovações, se tornou mais eficaz e menos intrusiva do que nunca”, diz ela.

A especialista também explica que a duração da recuperação varia conforme o procedimento realizado e as características individuais do paciente. Geralmente, os pacientes retomam suas atividades diárias normais em poucos dias após o procedimento, com inchaço e hematomas diminuindo após a primeira semana. “A maioria está pronta para atividades públicas após duas semanas, embora a cicatrização completa possa levar alguns meses”, afirma Okazaki.

Outros procedimentos que se destacam são:

● Radiofrequência: A tecnologia avançou significativamente, substituindo o bisturi tradicional por radiofrequência, um cauterizador mais preciso. A vantagem desse método é a minimização do sangramento e dos danos aos tecidos adjacentes, reduzindo a formação de cicatrizes e facilitando a recuperação.

● Cantopexia e Cantoplastia: Estas técnicas elevam e reforçam os cantos externos das pálpebras, respectivamente, adequadas para pacientes com olhos inclinados para baixo ou em procedimentos de revisão.

● Suturas Absorvíveis: A utilização de suturas absorvíveis simplifica a cicatrização, eliminando a necessidade de remoção pós-operatória e proporcionando uma experiência mais confortável.

● Lifting de Supercílio Mínimamente Invasivo: Métodos menos invasivos permitem o rejuvenescimento discreto, minimizando o inchaço e o tempo de recuperação.

Livro explica a blefaroplastia para o público leigo

Os principais fatores que fazem homens e mulheres procurarem um especialista em cirurgia das pálpebras são: excesso de pele nas pálpebras superiores, flacidez na região dos olhos, presença das bolsas de gorduras nas pálpebras inferiores, olheiras, inchaço palpebral, ptose palpebral ou pálpebra caída além do incomodo coma as linhas de expressão na região da testa e ao redor dos olhos, como os pés de galinha, por exemplo.

O procedimento estético é o tema é abordado no livro “Desenhando Um Novo Olhar: A tão Sonhada Cirurgia Plástica das Pálpebras — Guia Médico Completo Sobre a Blefaroplastia, de autoria de André Borba. que será lançado no próximo dia 18, em São Paulo. A publicação traz explicações sobre a anatomia do rosto e das pálpebras, conceitos e técnicas da blefaroplastia, preparo para a cirurgia, entre outras abordagens. Além disso, é o primeiro livro dedicado ao público leigo sobre o assunto.

“A obra é um guia de orientações e cuidados para pessoas que pensam em rejuvenescer o olhar. Acredito que será um recurso bastante útil de recomendações e ajuda para pré e pós-operatórios tranquilos e seguros da cirurgia das pálpebras”, explica o médico.

André Borba é médico-cirurgião oculoplástico, especialista em Cirurgia Reconstrutiva e Estética das Pálpebras e Via Lacrimal pela UCLA – EUA, com doutorado em Ciências Médicas pela Universidade de São Paulo (USP). Membro titular das Sociedades Brasileira, Americana, Pan-Americana e Europeia de Cirurgia Plástica Ocular, além da Sociedade Brasileira e Portuguesa de Medicina Estética. É professor da pós-graduação em Medicina Estética da Faculdade de Medicina da Universidade de Alcalá, em Madrid (Espanha). Instagram: @drandreborba.

Com Assessorias

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