Com a final do BBB 26 o que não faltou na internet foi fofoca dos famosos. Uma delas, publicada no Portal Pop Mais, sugere que Gil do Vigor – integrante da edição 23 que se tornou um dos apresentadores da atração da Globo – tenha sido marmita de Breno e Marcelo, ex-participantes da última edição do reality
Você provavelmente conhece a palavra marmita, talvez o que você não saiba é que, no universo dos relacionamentos liberais, o termo ganhou um novo significado. A expressão “marmita de casal” se refere a uma ou mais pessoas que vão participar da relação sexual junto ao casal.
A gíria informal já foi usada de forma pejorativa, para descrever uma relação a três em que o terceiro elemento era visto como alguém só para satisfazer o prazer do casal. No entanto, hoje em dia, de forma bem humorada, as pessoas começaram a usar a expressão de maneira positiva e até mesmo pessoas solteiras passaram a se identificar assim.
Nos últimos tempos, o termo “marmita de casal” tem se tornado um dos assuntos mais comentados nas redes sociais, gerando debates sobre dinâmicas consensuais em relacionamentos não convencionais. Celebridades como Anitta, Lucas Guimarães e Lívia Andrade já abordaram o tema, destacando a diversidade de formas de amar e a necessidade de normalizar discussões sobre não-monogamia.
Quando falamos de ‘marmita de casal’, falamos de compartilhar experiências, emoções e a intimidade de forma mais casual e descompromissada”, diz Mayumi Sato, CMO do Ysos, app de encontros casuais com mais de 2 milhões de usuários.
Casal marmiteiro conta experiência
Natália e Bruno são um casal marmiteiro. Eles contam que a prática a três é constante no relacionamento deles e que é muito comum que eles repitam as pessoas que vão participar. “A gente repete muito a marmita, até matar a fome”, conta Natália.
Segundo ela, quando tem marmita, ninguém é prato principal. “Para nós, a pessoa precisa entender que existe um casal ali e ela vem complementar, ela não vai ter mais ou menos atenção. A ideia é que todos se divirtam e se satisfaçam juntos. Não gostamos de gente que é invasiva ou que trata um ou outro como solteiro. Somos um casal e gostamos de ser vistos como tal”, diz.
Há mais de três anos utilizando o Ysos para encontrar e ser encontrado, Sr. Black conta que já teve seu papel de marmiteiro enquanto era casado, mas que há alguns meses vive o papel de marmita, se relacionando com mulheres casadas enquanto é observado pelos maridos cuckolds delas.
Quando escolho os casais, procuro aqueles que me atraem fisicamente, mas também busco uma conexão que gere um bom papo, um flerte gostoso. Muitos acreditam que apenas ser gostosa me agradaria, porém o que me agrada é mais que isso. Um bom beijo na boca, aquele lance olho no olho…”, conta.
‘Marmita não é bagunça’
Segundo Mayumi, no Ysos, 42% dos homens solteiros desejam ser marmita de um casal. Enquanto 33% das mulheres solteiras desejam ser marmita de um casal. Já os casais se dividem entre 60% que desejam ter uma mulher como o terceiro elemento e os outros 40% preferem um homem.
A prática da “marmitaria”, por assim dizer, em geral está ligada à realização de fantasias e ao sexo. Boa parte das vezes, nada tem a ver com o “trisal” ou o “poliamor” e a dinâmica em torno desse terceiro elemento na hora da transa não está diretamente ligada ao afeto, o que não quer dizer que situações como essas não possam acontecer.
Sr. Black conta que existem casais com quem ele cria relações de amizade e que, por conta disso, se tornam dates recorrentes. “O oposto também é verdade. Se tem um casal que não tenho afinidade, é uma vez para nunca mais”, afirma.
Ele também diz que entre as coisas que mais o desagradam são aqueles casais que o tratam como se ele tivesse que ficar ali à disposição a qualquer momento. “É uma troca mútua, enquanto eu saio com uma mulher casada (hotwife), o casal realiza sua fantasia de estar com sua marmita”, diz.
‘O ABC da marmita de casal’
Começar a ser ou consumir marmita de casal pode ser mais simples se você seguir os conselhos de quem já trilhou esse caminho antes. Mayumi explica que procurar por aplicativos de encontros focados em ménage ou troca de casal podem facilitar muito a vida de quem se interessa pelos temas.
Quem entra no app Ysos, por exemplo, geralmente já sabe o que quer, então, não tem constrangimento ao sugerir uma fantasia como essa. Procurar no lugar certo é essencial também para evitar julgamentos e se conectar de um jeito mais livre e respeitoso”, diz.
Entre os conselhos do Sr. Black para quem está começando, ele ressalta a importância de se manter com a mente aberta, o respeito e o sigilo. “Além disso, frequente os ambientes e eventos onde os casais estão. Respeite o casal! O grande erro dos singles é lidar apenas com a esposa e esquecer que o casal é formado por duas pessoas. Converse também com o marido, saiba qual é a fantasia dele. Dê a liberdade para que ambos possam falar abertamente o que esperam do encontro. Por fim, nunca saia contando para os outros sobre os seus encontros e sobre os casais com quem saiu”, conclui.
Unicórnio, Terceiro e Triadista: os termos dos relacionamentos alternativos
Além da ‘marmita de casal’, existem outros termos relacionados, como unicórnio, terceiro e triadista? Para esclarecer o significado desses conceitos, o casal de influenciadores Isabela Lima, de 25 anos, e Prazeres Jr., de 35 anos, criadores do movimento Egrégora do Amor, compartilham seus conhecimentos sobre o tema.
Isabela Lima e Prazeres Jr., que promovem o amor livre e o poliamor através da Egrégora do Amor, explicam que cada termo reflete diferentes dinâmicas de relacionamento. A marmita de casal, por exemplo, é uma pessoa que aceita se envolver romanticamente ou sexualmente com um casal de forma consensual e ocasional, sem necessariamente desenvolver um vínculo emocional mais profundo. Esse formato é apenas uma das muitas possibilidades dentro das relações não-monogâmicas.
O unicórnio, por sua vez, é um termo muito comum no universo poliamoroso e descreve uma pessoa — geralmente uma mulher — que se relaciona com ambos os membros de um casal ao mesmo tempo. O nome faz alusão à raridade desse tipo de relacionamento, que exige alinhamento, respeito e maturidade emocional de todas as partes envolvidas.
Já o termo terceiro se refere a alguém que participa de uma relação com um casal, seja em um contexto afetivo ou apenas sexual. Diferentemente do unicórnio, o terceiro não está necessariamente em uma dinâmica igualitária com os dois parceiros e pode ter um envolvimento mais casual ou temporário.
Por fim, o triadista é aquele que faz parte de uma tríade, um formato de relacionamento que envolve três pessoas em pé de igualdade emocional e afetiva. Segundo Isabela e Prazeres, essa configuração exige ainda mais comprometimento, já que todas as partes precisam construir e sustentar o vínculo em harmonia.
Com Assessorias







