A trajetória da influenciadora Isabel Veloso, de 19 anos, tem sido acompanhada por milhões de brasileiros. Diagnosticada com um câncer agressivo ainda na adolescência, Isabel tornou-se um símbolo de resiliência ao compartilhar sua rotina, o sonho da maternidade e as complexidades de um tratamento paliativo.
Atualmente, Isabel Veloso encontra-se internada em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Erasto Gaertner, em Curitiba, segundo as atualizações mais recentes de sua família em janeiro de 2026, devido a complicações pós-transplante de medula e problemas respiratórios.
A jovem influenciadora, que é mãe de Arthur, de 1 ano, enfrenta um longo histórico com Linfoma de Hodgkin. Abaixo, detalhamos o estado de saúde atual da jovem, o tipo de doença que a acomete e os principais marcos de sua história.
Estado de saúde atual: luta contra complicações pós-transplante
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Pneumonia e complicações: Isabel enfrenta um quadro de pneumonia grave, o que exigiu que ela fosse entubada novamente no início de dezembro de 2025.
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Traqueostomia: No final de dezembro, ela passou por uma cirurgia de traqueostomia para substituir o tubo endotraqueal, visando maior conforto e auxílio na respiração. Embora o procedimento tenha ocorrido sem intercorrências, ela segue sedada para recuperação pulmonar.
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Doença do Enxerto Contra o Hospedeiro (DECH): O pai de Isabel, Joelson Veloso, revelou em 3 de janeiro de 2026 que a filha sofre com a “rejeição” do transplante de medula realizado em 2025. Essa condição ocorre quando as células do doador atacam o corpo do receptor, agravando o estado clínico e causando infecções.
O amor que sustenta: as palavras de Lucas Borbas
É preciso olhar além dos boletins médicos e observar o suporte emocional que vem de seu núcleo familiar mais íntimo. As redes sociais têm sido o canal onde Lucas Borbas (marido), Joelson Veloso (pai) e as referências ao pequeno Arthur se tornam o elo de esperança para os seguidores. Ela passou o primeiro aniversário do filho internada na UTI.
Lucas, marido de Isabel, tem sido o principal porta-voz e pilar de apoio no hospital. Em suas publicações, ele mescla o realismo da gravidade com a fé na recuperação.
Ver você ali, lutando a cada respiração, é o que me mantém de pé. Nosso amor sobreviveu a prognósticos impossíveis e não vai ser agora que ele vai se render. Estamos esperando por você em casa”, diz Lucas Borbas, em publicação recente em suas redes sociais.
Ele frequentemente compartilha fotos segurando a mão de Isabel na UTI, enfatizando que, apesar da traqueostomia e da sedação, a presença física e o toque são partes essenciais do que eles chamam de “cura pelo afeto”.
A força da maternidade: o pequeno Arthur como motivação
Embora o filho de Isabel, Arthur, seja apenas um bebê nascido em dezembro de 2024, ele é citado constantemente pela família como o “milagre” que deu a Isabel forças para passar pela gravidade da gestação e do transplante.
A mãe de Isabel e o marido costumam levar fotos do bebê para o ambiente da UTI.
Ela abre os olhos quando falamos dele. O Arthur é a razão de cada batida do coração dela agora. Ele é o combustível para ela aguentar essa fase tão difícil na UTI”, relata a família em atualizações de vídeo.
O desabafo do pai e da mãe: entre a dor e a entrega
Joelson Veloso, pai de Isabel e doador da medula, tem vivido um mix de sentimentos por ser, literalmente, parte da tentativa de cura da filha. Recentemente, ele expressou a angústia de ver a reação do corpo dela ao transplante (a DECH):
Eu dei o meu melhor, dei minhas células por ela. Ver o corpo dela lutando contra o que eu dei de coração dói, mas os médicos dizem que é um processo. Só peço orações, porque a Isabel é uma guerreira que já venceu a morte muitas vezes”, Joelson Veloso, em relato aos seguidores.
A mãe de Isabel, embora mais reservada, mantém uma rede de orações ativa. Ela descreve a filha não como uma paciente, mas como uma jovem que “ensinou a família inteira a valorizar o hoje”.
Uma rede de apoio que atravessa as telas
A humanização do caso vem da transparência. Ao mostrar as vulnerabilidades — o medo da perda, o cansaço do ambiente hospitalar e a saudade do filho —, a família de Isabel transforma a luta contra o Linfoma de Hodgkin em uma narrativa de amor familiar.
O quarto de UTI, embora frio e tecnológico, é preenchido com mensagens de apoio de milhões de brasileiros, que a família lê para Isabel nos momentos em que ela desperta da sedação.
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Entenda a rejeição ao transplante de medula
A Doença do Enxerto Contra o Hospedeiro (DECH), mencionada pela família de Isabel Veloso como uma das complicações atuais, é uma reação imunológica severa e complexa que ocorre especificamente em pacientes que passam por transplantes de medula óssea alogênicos (quando as células vêm de um doador, no caso dela, o pai).
Abaixo, explicamos por que essa condição acontece e como ela afeta o organismo.
O que é a DECH?
Em termos simples, a DECH é o inverso da rejeição de um órgão comum (como um rim ou coração).
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Na rejeição comum: O corpo do paciente ataca o órgão novo.
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Na DECH: O “órgão” novo (as células de defesa do doador contidas na medula) ataca o corpo do paciente.
Isso acontece porque a medula óssea é a “fábrica” do sistema imunológico. Quando as células do doador começam a se reproduzir no corpo de Isabel, elas reconhecem os tecidos dela como “estranhos” ou “inimigos” e passam a agredi-los.
Por que ela ocorre no transplante de medula?
Mesmo quando há uma compatibilidade alta entre doador e receptor (como entre pai e filha), o DNA não é idêntico. Existem pequenas proteínas na superfície das células chamadas HLA (Antígenos Leucocitários Humanos).
Quando os linfócitos T (células de defesa) do doador percebem que o HLA do paciente é diferente do deles, eles iniciam um ataque inflamatório.
Fatores que agravam o risco:
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Doador aparentado mas não idêntico: Embora o pai seja uma excelente opção, a compatibilidade pode não ser de 100%, o que aumenta a chance da DECH.
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Estado prévio do paciente: Se o paciente já está debilitado por outras infecções (como a pneumonia que Isabel enfrenta), o sistema imunológico fica ainda mais desregulado.
Tipos e sintomas da condição
A DECH pode se manifestar de duas formas, dependendo do tempo após o transplante:
No caso de Isabel, a condição é particularmente perigosa porque ela já enfrenta uma pneumonia. Quando a DECH ataca os pulmões, ela causa uma inflamação que dificulta ainda mais a passagem do oxigênio para o sangue, justificando a necessidade do suporte de ventilação mecânica (traqueostomia).
Como é feito o tratamento?
O tratamento consiste em “acalmar” o sistema imunológico do doador para que ele pare de atacar o corpo do hospedeiro. Isso é feito através de:
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Corticosteroides: Medicamentos potentes para reduzir a inflamação.
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Imunossupressores: Drogas que diminuem a atividade das células de defesa.
O grande desafio médico é encontrar o equilíbrio: se a imunidade for muito suprimida, o paciente fica vulnerável a infecções (como a pneumonia); se não for suprimida o suficiente, a DECH continua destruindo os tecidos saudáveis.
O diagnóstico: Linfoma de Hodgkin
Isabel convive desde os 14 anos com o Linfoma de Hodgkin, um tipo de câncer que se origina no sistema linfático, responsável pela defesa do organismo.
Características da doença no caso de Isabel:
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Localização: O tumor de Isabel foi identificado no mediastino (espaço entre os pulmões, atrás do osso esterno), chegando a medir cerca de 17 centímetros e comprimindo órgãos vitais como o coração e parte do pulmão.
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Cuidados paliativos: Por um longo período, Isabel foi classificada como paciente em cuidados paliativos. Diferente do que muitos acreditam, isso não significa “terminalidade iminente”, mas sim um foco no alívio de sintomas e na qualidade de vida para pacientes com doenças graves que ameaçam a continuidade da vida.
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Resistência ao tratamento: Após diversas sessões de quimioterapia e um primeiro transplante sem sucesso definitivo, a doença apresentou recidivas agressivas.
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Protocolos de alta complexidade
A recuperação respiratória de pacientes oncológicos em estado crítico, como no caso de Isabel Veloso, envolve protocolos de alta complexidade que equilibram o suporte tecnológico, a reabilitação física e o manejo da doença de base.
Abaixo, detalhamos como funcionam as principais estratégias médicas para esses casos.
1. Suporte ventilatório e proteção pulmonar
Em pacientes com pneumonia grave e histórico de câncer no mediastino (região próxima ao pulmão), o objetivo inicial é garantir a oxigenação sem causar danos adicionais aos alvéolos pulmonares.
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Ventilação Mecânica Protetora: Utiliza-se um volume de ar menor e pressões controladas para evitar o “barotrauma” (lesão por pressão).
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Traqueostomia: Em casos de intubação prolongada, a traqueostomia é realizada para facilitar a higiene brônquica, reduzir o esforço respiratório do paciente e permitir que ele saia da sedação de forma mais segura.
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Titulação da PEEP: Ajuste da “pressão positiva” que mantém os pulmões abertos, essencial para pacientes com áreas do pulmão colapsadas pela infecção ou pelo tumor.
2. Desmame ventilatório: o caminho para a independência
O “desmame” é o processo de retirada gradual do respirador. Em pacientes com complicações pós-transplante, esse processo é mais lento devido à fraqueza muscular causada pela sedação e pelo câncer.
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Teste de Respiração Espontânea (TRE): O paciente é colocado para respirar por curtos períodos com o mínimo de ajuda do aparelho. Se os sinais vitais (frequência cardíaca e saturação) permanecerem estáveis, a equipe progride para a retirada.
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Uso de Tubo-T ou CPAP: Técnicas que simulam a respiração natural enquanto o paciente ainda está conectado a monitores, testando sua autonomia.
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Avaliação da força muscular: Utiliza-se a manovacuometria para medir a força dos músculos respiratórios (diafragma e intercostais) antes de tentar a extubação definitiva.
3. Fisioterapia respiratória intensiva
Diferente da fisioterapia comum, na UTI oncológica ela é vital para a sobrevivência:
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Manobras de Higiene Brônquica: Técnicas manuais ou mecânicas para remover secreções acumuladas pela pneumonia, prevenindo novas infecções.
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Recrutamento Alveolar: Exercícios para reexpandir áreas do pulmão que ficaram “fechadas” devido ao peso do tumor no mediastino ou ao tempo de internação.
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Mobilização Preocedo: Retirar o paciente do leito (mesmo que apenas para sentar) ajuda a melhorar a capacidade pulmonar e previne a atrofia muscular.
4. O desafio imunológico e os cuidados paliativos
Como Isabel enfrenta a Doença do Enxerto Contra o Hospedeiro (DECH), o protocolo respiratório precisa ser integrado ao controle imunológico:
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Equilíbrio da Imunossupressão: Os médicos usam corticoides para controlar a DECH, mas esses mesmos remédios podem dificultar a cura da pneumonia. É um “ajuste fino” diário.
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Protocolos de Conforto: Em pacientes em cuidados paliativos, se o desmame for muito sofrido, a prioridade passa a ser o controle da dispneia (falta de ar) com medicamentos (como a morfina em doses baixas, que alivia a sensação de sufoco) e oxigenoterapia de alto fluxo, visando sempre a dignidade e a ausência de dor.
Linha do tempo: os marcos da trajetória de Isabel
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2021 (15 anos): Primeiro diagnóstico de Linfoma de Hodgkin. Início do tratamento convencional.
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2023: Após quimioterapia e transplante de medula, Isabel chega a ser considerada curada.
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Janeiro de 2024: O câncer retorna de forma agressiva. Isabel anuncia que a doença é incurável e que passaria a receber cuidados paliativos.
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Abril de 2024: Casamento com Lucas Borbas, realizando um de seus grandes sonhos.
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Agosto de 2024: Anúncio da gravidez de seu primeiro filho, Arthur, gerando grande repercussão e debates sobre os riscos médicos.
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Outubro de 2024: Retomada da quimioterapia ainda durante a gestação, após o tumor voltar a crescer e atingir os pulmões.
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Dezembro de 2024: Nascimento de Arthur, seu primeiro e único filho.
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Maio de 2025: Isabel surpreende ao anunciar que o câncer entrou em remissão novamente.
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Outubro de 2025: Realização de um novo transplante de medula óssea, desta vez com o pai como doador.
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Novembro/Dezembro de 2025: Início de complicações graves, internação na UTI e diagnóstico de pneumonia.
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Janeiro de 2026: Quadro de saúde estabilizado dentro da gravidade, enfrentando a Doença do Enxerto Contra o Hospedeiro.








