Celebrado em 12 de agosto, o Dia Nacional da Juventude traz à tona um debate central sobre o impacto das conexões virtuais na saúde mental e no desenvolvimento de crianças e adolescentes. A pesquisa Adolescência Sem Filtro, encomendada pelo Instituto Alana e realizada pela Agência Koga, revelou um retrato ambivalente: ao mesmo tempo em que a maioria declara sentir felicidade ao navegar, metade dos entrevistados reconhece que passa tempo demais online e defende reformas no ambiente virtual.

O estudo ouviu mais de 500 jovens em todo o país e contou com uma metodologia qualitativa conduzida por pesquisadores da própria faixa etária, reduzindo filtros adultos. Os dados mostram que o uso das redes sociais lidera as atividades diárias, seguido por conversas com amigos e familiares, jogos online e atividades escolares.

O comportamento virtual também expõe variações de gênero: enquanto os meninos utilizam a rede prioritariamente para partidas de jogos virtuais, as meninas navegam com mais frequência para manter conversas com amigos e familiares ou dedicar-se aos estudos.

Dependência digital e busca por proteção ativa

Apesar das experiências positivas de aprendizado e pertencimento, os jovens demonstraram forte percepção sobre os riscos e os efeitos colaterais do excesso de tela:

  • Relatam sentimento de dependência do celular no cotidiano;

  • Apontam prejuízos e perda de foco nos estudos;

  • Adotam estratégias próprias, como pausas voluntárias ao longo do dia;

  • Realizam o bloqueio de contas ou a denúncia de conteúdos nocivos.

Especialistas em comunicação do Instituto Alana apontam que as ferramentas digitais são desenhadas para reter a atenção e combater o tédio, mas ressaltam que os adolescentes estão abertos a orientações e apoio para gerenciar o tempo de conexão. Além disso, a grande maioria cobra das empresas de tecnologia mais controle e responsabilidade por uma navegação segura.

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Embora apenas 19% dos entrevistados acreditem que consigam transformar a internet diretamente, a pesquisa reforça a importância de dar escuta e espaço de participação a essa geração. Em resposta a esse cenário, o Instituto Alana lançou a 9ª edição do Prêmio Criativos, com o tema “A internet é nossa”.

A iniciativa convida estudantes de 10 a 18 anos (ensino fundamental II e médio) a criarem projetos de impacto que abordem temas como tempo de tela, cyberbullying, saúde mental, uso de inteligência artificial e combate à desinformação. As inscrições seguem abertas até 2 de setembro de 2026, oferecendo prêmios que chegam a R$ 12 mil para os projetos selecionados em categorias como audiovisual, aplicativos, campanhas e intervenções artísticas.

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