Responsável por mais de 700 mil mortes no governo negacionista de Jair Bolsonaro, a Covid-19 é uma infecção respiratória causada pelo vírus SARS-CoV-2, com potencial de agravamento, especialmente em grupos de maior risco, podendo evoluir para óbito. Para quem pensa que a doença foi embora, é bom ficar atento ao cenário epidemiológico.

Em 2026, até 11 de abril, foram registrados 62.586 casos de síndrome gripal (SG) por Covid-19. Também foram notificados 30.871 casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG), sendo 4,7% por Covid-19 (1.456 casos), com 188 óbitos de SRAG por Covid-19.

Diante do risco, a vacinação continua sendo a principal forma de prevenir casos graves, hospitalizações e mortes pela doença. As vacinas oferecidas gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) são seguras e eficazes para prevenir casos graves, hospitalizações e óbitos. Por isso, é fundamental manter o esquema vacinal atualizado, especialmente entre os grupos mais vulneráveis.

No entanto, muita gente ainda acredita em fake news de que a vacina da Covid-19 pode causar alterações no DNA, infertilidade, autismo, câncer, HIV/Aids e até uma doença inexistente na literatura médica, batizada de “CoVax” – a imaginação dos negacionistas não tem limites!

Por isso, o Ministério da Saúde voltou a reforçar esta semana que a alegação de que as vacinas contra a covid-19 foram projetadas para causar danos à saúde é falsa e não tem qualquer base científica.

Vacinas são uma das principais ferramentas da saúde pública para prevenir internações e mortes. A afirmação de que foram projetadas para causar danos à saúde não encontra respaldo na ciência”, reafirma a pasta.

De acordo com o MS, “todas as vacinas passam por testes rigorosos de eficácia, qualidade e segurança antes de serem aplicadas na população”. Além disso, continuam sendo monitoradas mesmo após a autorização para uso.

Mais de 2,2 milhões de doses da vacina da Covid-19

Nesta semana, o Ministério da Saúde enviou mais 2,2 milhões de doses da vacina contra a Covid-19 para todos os estados e o Distrito Federal, garantindo estoque suficiente para atender às demandas regionais. O Rio de Janeiro, por exemplo, recebeu 254.004 doses do imunizante.  Com essa entrega, o total de doses distribuídas pela pasta nos primeiros meses deste ano chega a 6,3 milhões.

De acordo com Eder Gatti, diretor do Programa Nacional de Imunizações (PNI), do Ministério da Saúde, os estoques estão garantidos em todo o país.  O Brasil tem doses suficientes e segue garantindo o acesso da população à imunização.

As vacinas ofertadas pelo SUS são as mais atualizadas contra as cepas em circulação e seguem recomendadas de forma prioritária para os grupos mais vulneráveis“, reforça.

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Estoques de vacinas garantidos em todo o país

Com entregas regulares e nova remessa, mais de 6,3 milhões de doses foram enviadas aos estados somente neste ano

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Foto: Myke Sena/MS

O Ministério da Saúde mantém estoque de vacinas contra a Covid-19 para atender todo o país. Entre janeiro e março de 2026, foram enviadas 4,1 milhões de doses aos estados, com 2 milhões já aplicadas. A nova remessa, com mais 2,2 milhões de doses enviada nesta semana, dá continuidade ao envio regular e se soma aos estoques regionais para crianças e adultos, reforçando a estratégia de ampliação da cobertura vacinal.

A distribuição é feita pelo Ministério da Saúde diretamente às secretarias estaduais de saúde (SES), responsáveis pela logística de recebimento e distribuição das doses aos municípios. A distribuição das doses às unidades de saúde e a organização da logística local são de responsabilidade dos estados e municípios, que gerenciam seus estoques, controle de validade e aplicação das doses.

O envio é feito por meio de pauta automática, baseada em critérios como estimativa da população-alvo e o número de doses aplicadas. Estados podem formalizar solicitações adicionais caso identifiquem necessidades excepcionais. Quando acionado, o Ministério realiza o envio de mais doses.

Quem deve se vacinar?

O esquema de vacinação contra a Covid-19 no Brasil segue diretrizes atualizadas, estruturadas conforme faixa etária e condições de saúde, com foco na proteção dos grupos mais vulneráveis:

  • Idosos (a partir de 60 anos ou mais): duas doses, com intervalo de 6 meses entre elas;
  • Gestantes: uma dose a cada gestação, em qualquer idade e fase gestacional, respeitando intervalo mínimo de 6 meses desde a última dose;
  • Crianças (6 meses a menores de 5 anos): esquema básico de duas ou três doses, conforme o imunizante;
  • Pessoas imunocomprometidas (a partir de 6 meses de idade): esquema básico com três doses e recomendação de doses periódicas (uma dose semestral, com intervalo mínimo de seis meses);
  • População geral (5 a 59 anos): uma dose para pessoas não vacinadas anteriormente.

A estratégia de vacinação também contempla outros grupos especiais, como trabalhadores da saúde, pessoas com comorbidades, pessoas com deficiência permanente, povos indígenas, comunidades quilombolas e ribeirinhas, população privada de liberdade, pessoas em situação de rua e trabalhadores dos Correios.

A orientação é que a população procure a unidade de saúde mais próxima para verificar a situação vacinal e manter a proteção em dia.

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É falso que vacina contra a covid-19 foi projetada para causar danos à saúde

Desinformação distorce dados científicos e ignora avaliações rigorosas feitas por órgãos nacionais e internacionais

Os imunizantes passaram por processos rigorosos de avaliação antes da aprovação e seguem sendo monitorados continuamente por organizações de saúde no mundo todo. Várias instituições acompanham a segurança e a eficácia das vacinas, como:

  • Organização Mundial da Saúde (OMS),
  • Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC),
  • Agência Europeia de Medicamentos (EMA),
  • Food and Drug Administration (FDA),
  • Ministério da Saúde do Brasil e
  • Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

As vacinas contra a covid-19 passaram por todas as etapas exigidas de testes clínicos. Após a aprovação, os imunizantes continuam sendo monitorados por sistemas de farmacovigilância, como a vigilância epidemiológica de Eventos Supostamente Atribuíveis à Vacinação ou Imunização (ESAVI), realizada pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI).

Por que o vírus da desinformação é tão perigoso

A desinformação refere-se à divulgação, sobretudo nas redes sociais, de informações falsas ou enganosas. Especialistas apontam que a disseminação desse tipo de conteúdo distorce evidências científicas, gera medo e reduz a confiança da população na vacinação. No contexto da desinformação sobre vacinas, diferentes narrativas podem ser citadas como exemplo. Confira abaixo:

  • Vacinas e autismo

O Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) é um transtorno do neurodesenvolvimento caracterizado por alterações na comunicação, interação social e padrões comportamentais repetitivos, com diferentes níveis de gravidade. Evidências científicas indicam origem genética, com mais de 100 genes associados ao transtorno.

O alumínio, utilizado como adjuvante em algumas vacinas, possui histórico de uso seguro há décadas. Estudos demonstram que esse componente não está relacionado ao aumento do risco de autismo ou de outras condições do neurodesenvolvimento, tendo como função apenas potencializar a resposta imunológica”.

  • Doença CoVax

Publicações nas redes sociais insistem em divulgar informações falsas sobre supostas falhas nos ensaios clínicos, riscos ocultos e até a criação de uma doença inexistente chamada “Doença CoVax” — termo que não aparece em nenhuma literatura científica. Especialistas alertam que esse tipo de conteúdo distorce dados, gera medo e pode comprometer a adesão à vacinação.

  • Infertilidade e alteração no DNA

Também é falso que as vacinas de RNAm afetem o DNA, causem infertilidade ou provoquem danos generalizados ao organismo. Estudos conduzidos por órgãos reguladores e instituições de pesquisa demonstram que os imunizantes são seguros. Também é falso que as vacinas desse tipo causam danos irreversíveis ao organismo. Não há evidências científicas que sustentem essa afirmação.

  • HIV e câncer

Mensagens enganosas também associam as vacinas à transmissão de HIV, trata-se de narrativa falsa, já desmentida pelas autoridades sanitárias. Assim como não há qualquer evidência de que imunizantes carreguem “vírus e fungos do câncer” ou causem outras doenças.

Segurança das vacinas: não caia em fake news

De acordo com o Ministério da Saúde, a disseminação de fake news tem impacto direto na saúde pública. A hesitação vacinal contribui para a queda das coberturas e favorece o retorno de doenças anteriormente controladas.

Para evitar desinformação, a orientação é buscar informações em fontes oficiais e científicas, como o Ministério da Saúde, Anvisa e OMS. “Informar-se em canais confiáveis e manter a vacinação em dia é uma forma de proteger a própria saúde e a saúde coletiva“, diz a pasta.

Referências:

É falso que vacinas contra gripe e Covid-19 causem doenças

Fake news sobre vacinas: entenda os perigos da desinformação

É falso que alumínio presente nas vacinas aumenta casos de autismo

Fonte: Ministério da Saúde

 

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