A Secretaria de Estado de Saúde (SES-RJ) informou nesta quarta-feira (28) que ampliou o acesso a métodos contraceptivos para mulheres de até 49 anos, por meio do programa Acolhe RJ e Baixada. O atendimento, inicialmente voltado a adolescentes de 14 a 25 anos incompletos, deve ultrapassar a marca de 50 mil métodos contraceptivos até o fim deste ano, com a ampliação da faixa etária.
O Acolhe RJ realiza, desde 2023, o acesso a métodos contraceptivos e informações para a prevenção da gravidez não planejada. O projeto foi implementado inicialmente no Ambulatório Médico de Especialidades Jornalista Susana Naspolini (AME), em um dos acessos às comunidades Pavão-Pavãozinho e Cantagalo pela Rua Barão da Torre, em Ipanema, na Zona Sul do Rio.
Em seguida, foi expandido para o Rio Imagem Baixada, na Avenida Esplanada, em Nova Iguaçu. Atualmente, o funcionamento é de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. As vagas são oferecidas pela central de regulação do Estado. Para ter acesso, basta procurar a unidade básica de saúde mais próxima de casa ou a clínica da família.
O programa oferece gratuitamente pelo SUS métodos contraceptivos reversíveis de longa duração (LARCs), como o implante subdérmico. Recentemente, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) estendeu de três para cinco anos a validade do Implanon. Também estão disponíveis nas unidades os dispositivos intrauterinos (DIUs) de cobre, Mirena e Kyleena.

Programa inclui prevenção a ISTs e violência contra a mulher

Desde a implantação, o Acolhe já realizou mais de 43 mil atendimentos, que contam com palestras sobre a saúde feminina. A escolha do melhor método para cada paciente conta com a orientação de ginecologistas das unidades. As conversas educativas abordam gestação, infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) e violência contra a mulher.
Durante a roda de conversa, falamos sobre o corpo como potência e deixamos que ela escolha qual método deseja usar. Outra vantagem deste atendimento é que a paciente já sai naquele momento com o método inserido”, explicou a coordenadora do projeto, ginecologista Ana Teresa Derraik.
Segundo a médica, a equipe passa por treinamentos constantes voltados à abordagem humanizada e à implantação dos métodos contraceptivos.
O Acolhe é baseado em evidências e parte de um princípio fundamental: para atender às mulheres, precisamos ouvi-las. Cerca de 70% optam por métodos de longa duração. Hoje, esse percentual pode ter mudado, mas, no Brasil, o uso desses métodos ainda é muito baixo. O que o Acolhe mostra é que não basta disponibilizar o método: é preciso garantir informação, acesso e liberdade de escolha.”
Teste de DNA para detecção do vírus HPV é ampliado

Nova tecnologia é mais precisa que o Papanicolau e identifica infecção antes do surgimento de lesões 

A SES-RJ também informou esta semana que está ampliando a oferta do teste de DNA para HPV no rastreamento do câncer do colo do útero. A tecnologia começou a ser usada na rede pública estadual em fevereiro e já foram analisadas 60.503 amostras, substituindo o exame Papanicolau. A meta é que o método esteja disponível em todas as unidades de atendimento ginecológico até o fim deste ano.

A SES-RJ realizou a capacitação dos profissionais da atenção primária e da saúde da mulher para o novo protocolo voltado à população de 25 a 64 anos. A tecnologia identifica o vírus antes do surgimento de lesões, reduz a taxa de falso-negativos e estende o intervalo preventivo para cinco anos. A pasta também já realizou a distribuição dos kits do teste para os municípios.

A implantação do exame de DNA representa um avanço no cuidado à mulher. Outra vantagem do uso do DNA/HPV é a precisão do exame, próxima de 100%, enquanto a do Papanicolau é de cerca de 50%, com alto risco de falsos negativos.

Importante destacar que o teste de DNA para HPV não substitui o acompanhamento preventivo da mulher, que deve seguir a periodicidade indicada pelos profissionais de saúde, podendo ser anual ou semestral, de acordo com cada caso.

Como prevenir o HPV

A prevenção combina a vacinação e o uso de preservativos. A vacina contra o HPV está disponível gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde, em dose única para o público de 9 a 14 anos, além de uma estratégia de resgate para jovens de até 19 anos que ainda não foram vacinados.

O SUS também disponibiliza a vacina em esquemas específicos para adultos imunossuprimidos de até 45 anos, como pessoas vivendo com HIV, transplantados e pacientes oncológicos, e para vítimas de violência sexual de 9 a 45 anos, conforme as diretrizes do Ministério da Saúde.

Com informações da SES-RJ
Shares:

Posts Relacionados

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *