O Boletim InfoGripe, divulgado nesta quinta-feira (25/6) pela Fiocruz, traz um alerta importante para o início do inverno: a manutenção da alta no número de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em todo o país. Com dados consolidados até a Semana Epidemiológica 24 (14 a 20 de junho), o levantamento mostra que a maior parte das unidades da Federação permanece em níveis de alerta, risco ou alto risco.
O monitoramento revela que oito estados apresentam sinal de crescimento na tendência de longo prazo: Alagoas, Amapá, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio de Janeiro, Roraima e Santa Catarina. O cenário é impulsionado, majoritariamente, pela circulação do vírus sincicial respiratório (VSR), mas com impacto relevante também das variantes da influenza A e B.
Dados epidemiológicos: o impacto por faixa etária
Em 2026, o país já contabiliza 97.813 casos de SRAG notificados. A análise das últimas quatro semanas epidemiológicas demonstra a predominância do VSR (53,1%) entre os casos positivos, seguido pelo rinovírus (23,9%), influenza A (16,4%), influenza B (7,9%) e Covid-19 (2%). Entre os óbitos, a influência do vírus da gripe (influenza A) é mais expressiva (38,3%).
O impacto da SRAG reflete uma dinâmica clara nas faixas etárias:
-
Crianças pequenas: Apresentam a maior incidência de SRAG, fortemente associada ao vírus sincicial respiratório.
-
Idosos: Concentram os maiores índices de mortalidade, tendo a influenza A como a principal causa identificada.
Atenção especial para idosos e crianças
A pesquisadora do InfoGripe, Tatiana Portella, destaca que, embora os casos de Covid-19 apresentem aumento em estados como Amazonas, Pará e Ceará, os números semanais seguem em patamares baixos. Contudo, a atenção deve ser redobrada com os grupos mais vulneráveis.
A vacinação é a principal forma de proteção contra casos graves e óbitos causados pelos principais vírus respiratórios”, reforça Portella.
A especialista ressalta que idosos e pessoas imunocomprometidas devem manter o esquema de reforço contra a Covid-19 atualizado a cada seis meses, garantindo a proteção necessária diante da sazonalidade característica do inverno.
Recomendações e medidas preventivas
Com o período de frio favorecendo a permanência em locais fechados e com aglomerações, a Fiocruz reforça as estratégias básicas para frear a disseminação dos vírus respiratórios:
-
Higiene: Lavagem frequente das mãos.
-
Proteção individual: Uso de máscara em unidades de saúde e locais fechados ou com grande fluxo de pessoas.
-
Isolamento: Em caso de sintomas gripais, o isolamento é a medida mais eficaz. Se a circulação for inevitável, o uso de máscaras de boa qualidade é indispensável para evitar a transmissão a terceiros.
O boletim completo, com o detalhamento por estados e capitais, pode ser conferido diretamente na página da Agência Fiocruz de Notícias.


Quer receber nossas notícias direto no seu celular? 


