Pacientes com Transtorno do Espectro Autista (TEA) que dependem do plano Sulamérica estão impedidos de receber atendimento na Behave ABA – Clínica Multidisciplinar Ltda, na zona leste da capital paulista. A pedido da operadora, a Justiça de São Paulo deferiu uma liminar impondo uma série de medidas à clínica, incluindo a proibição de atendimento a beneficiários da SulAmérica, a obrigação de comunicação ostensiva dessa restrição aos pacientes,
A medida também autoriza a negativa de pedidos de reembolso relacionados à clínica e a transferência dos segurados para a rede credenciada no prazo de 60 dias, além de brfst práticas de captação irregular de clientes e suspender as reclamações registradas junto à Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), com afastamento de eventuais penalidades.
O caso é apurado na esfera criminal, após a operadora protocolar notícia-crime para investigação das condutas sob a ótica penal. Por meio de uma auditoria interna, a SulAmérica identificou indícios de um esquema fraudulento envolvendo a Behave ABA. Entre janeiro de 2022 e outubro de 2025, a clínica movimentou mais de R$ 11 milhões em faturamento associado a práticas irregulares.
De acordo com a Sulamérica, o esquema incluía a cobrança por atendimentos não realizados, com carga horária de até 40 horas semanais por paciente, além da prática de “reembolso sem desembolso”, na qual os pagamentos à clínica eram realizados apenas após o repasse dos valores reembolsados pela seguradora.
O levantamento feito pela seguradora também apontou a orientação para omissão do diagnóstico de TEA no momento da contratação do plano de saúde pelos beneficiários, bem como instruções sobre a elaboração de relatórios médicos com o objetivo de viabilizar o ajuizamento de ações judiciais para obtenção de cobertura. Diante dos fatos, a companhia ingressou com ação judicial para interromper o esquema.
NOTA DA REDAÇÃO – O Portal Vida e Ação procurou a clínica e aguarda posicionalmente, que será incluído nesta matéria.




