A incidência de SRAG é mais elevada nas crianças pequenas e está associada principalmente ao rinovírus, vírus sincicial respiratório (VSR) e ao metapneumovírus. O rinovírus também se destaca como principal causa de mortalidade nas crianças pequenas.
A principal forma de prevenção contra casos graves e óbitos por Covid-19 é a vacinação, por isso é essencial que as pessoas dos grupos prioritários estejam em dia com a vacina contra o vírus”, alerta a pesquisadora Tatiana Portella, do Programa de Computação Científica da Fiocruz, que produz o InfoGripe.

Estados e capitais
No Mato Grosso, o aumento do número de casos de SRAG tem sido impulsionado principalmente pelo Sars-CoV-2. No Mato Grosso do Sul está associado a um leve aumento dos casos por rinovírus. Além disso, três unidades da Federação (UF) também apresentam incidência de SRAG em níveis de alerta, risco ou alto risco, porém sem sinal de crescimento na tendência de longo prazo: Roraima, Sergipe e Santa Catarina.
Observa-se que duas das 27 capitais apresentam nível de atividade de SRAG em alerta, risco ou alto risco (últimas duas semanas) com sinal de crescimento de SRAG na tendência de longo prazo (últimas seis semanas) até a Semana 42: Aracaju (SE) e João Pessoa (PB).
Dados epidemiológicos
- Nas quatro últimas semanas epidemiológicas, a proporção entre os casos positivos foi de 4,2% de influenza A, 4,7% de influenza B, 10,1% de vírus sincicial respiratório, 50,1% de rinovírus e 8,5% de Sars-CoV-2 (Covid-19).
- Entre os óbitos, a presença destes mesmos vírus entre os positivos e no mesmo recorte temporal foi de 1,3% de influenza A, 12,7% de influenza B, 3,8% de vírus sincicial respiratório, 43% de rinovírus e 24,1% de Sars-CoV-2 (Covid-19).
- No ano epidemiológico 2026 já foram notificados 171.369 casos de SRAG, sendo 91.420 (53,3%) com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório, 62.823 (36,7%) negativos, e ao menos 7.457 (4,4%) aguardando resultado laboratorial.
- Entre os casos positivos do ano corrente, e 15,5% foram por influenza A, 5,5% de influenza B, 38,7% de vírus sincicial respiratório, 33,5% de rinovírus e 3,9% de Sars-CoV-2 (Covid-19).
Incidência e mortalidade
O InfoGripe mostra que a incidência e mortalidade semanal média, nas últimas oito semanas epidemiológicas, mantêm o cenário típico de maior impacto nos extremos das faixas etárias analisadas. Enquanto a incidência de SRAG apresenta impacto mais elevado nas crianças até 2 anos, em termos de mortalidade temos o inverso, com a população a partir de 65 anos sendo a mais impactada.
A incidência de SRAG é mais elevada nas crianças pequenas e está associada principalmente ao rinovírus, VSR e ao metapneumovírus. O rinovírus também se destaca como principal causa de mortalidade nas crianças pequenas.
A incidência de SRAG por Covid-19 continua baixa em todas as faixas etárias. Por se tratar de um cenário que inclui as oito últimas semanas epidemiológicas, a incidência e mortalidade apresentadas estão sujeitas a alterações.
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