Já ouviu falar em fibermaxxing? A tendência de aumentar intencionalmente o consumo de fibras ganhou força nas redes sociais e se consolidou no Brasil. A proteína, que por muito tempo foi uma das queridinhas quando o assunto era alimentação, agora divide espaço com uma nova protagonista. Um levantamento realizado pela Maximum Boxing e divulgado em alusão ao Dia do Nutricionista – 31 de agosto – identificou mais de 1,1 milhão de pesquisas no Google Brasil relacionadas a alimentos ricos em nutrientes, colocando as fibras no topo do interesse nacional.

O estudo mapeou pesquisas iniciadas por termos como “alimentos com” e “alimentos para”, contemplando desde nutrientes específicos até finalidades associadas à alimentação. Entre os nutrientes mais procurados, a fibra lidera o ranking com 247 mil buscas, superando a vitamina B12 (207 mil) e a proteína (149 mil). O topo da lista é completado por ferro (143 mil), vitamina D (117 mil) e magnésio (81 mil), seguidos por zinco, potássio, cálcio e vitamina A.

O levantamento traça um retrato de como as pesquisas online refletem uma busca cada vez mais específica por informações sobre alimentação e suas possíveis relações com diferentes necessidades do organismo. E não é só sobre descobrir o que colocar no prato, os brasileiros também demonstram interesse em entender como a alimentação pode contribuir para diferentes objetivos, como ganhar massa muscular, emagrecer, aumentar a imunidade ou lidar com necessidades específicas, como anemia e colesterol.

Objetivos de saúde direcionam as pesquisas no prato

Os dados mostram que a busca por alimentos não acontece por acaso: ela parte de metas concretas. A principal motivação dos brasileiros ao pesquisar dietas é ganhar massa muscular (222 mil buscas). Na sequência, destacam-se a procura por alimentos para combater a anemia (145 mil), baixar o colesterol (128 mil), emagrecer (112 mil) e aumentar a imunidade (100 mil).

Esses dados mostram que o brasileiro já não deseja apenas ‘comer melhor’ de forma genérica. Ele quer entender quais nutrientes estão presentes nos alimentos e como a alimentação se relaciona a objetivos específicos, seja para ganhar massa muscular, emagrecer, cuidar do intestino ou fortalecer os ossos. A alimentação passa a ser vista de forma mais estratégica, de acordo com as necessidades e objetivos de cada pessoa”, afirma William Ferraz, coordenador da Maximum Boxing.

Brasil lidera a confiança em prebióticos e saúde intestinal

A busca do consumidor por equilíbrio reflete-se diretamente no mercado. Segundo o estudo Global Fibersol Consumer Perception, publicado em março deste ano pela ADM, os brasileiros estão entre os consumidores com maior nível de confiança nos benefícios das fibras e prebióticos para a saúde do microbioma (28%) e regulação intestinal (19%).

O mercado global de fibras alimentares foi avaliado em US$ 9,16 bilhões em 2025 e deve atingir US$ 14,59 bilhões até 2030, segundo relatórios da Mordor Intelligence. O crescimento é impulsionado pelo desenvolvimento de fibras de nova geração, aplicadas em snacks, lácteos e bebidas prontas, além de ser impulsionado pelo avanço dos medicamentos análogos de GLP-1, que aumentam a demanda por ingredientes que favorecem a saciedade.

Preferência por formatos do dia a dia e validação científica

Diferente de mercados como os Estados Unidos (onde se destacam gomas e cápsulas) ou a China (focada em bebidas prontas), o consumidor brasileiro prefere incorporar fibras em alimentos do cotidiano:

  • 27% consomem regularmente iogurtes fortificados e lácteos fermentados (como kefir);

  • 21% optam por snacks funcionais (granolas, barras de cereais e biscoitos);

  • 20% consomem bebidas prontas com apelo funcional.

Além disso, entre 85% e 90% dos brasileiros consideram indispensável a comprovação científica da eficácia dos produtos. Cerca de 50% afirmam estar dispostos a pagar mais por itens que tragam a especificação de “fibras solúveis prebióticas” no rótulo.

As fibras tendem a ocupar, nos próximos anos, um papel semelhante ao que as proteínas tiveram na última década. A consolidação da fibra como protagonista deve impulsionar a inovação na indústria de alimentos e bebidas”, destaca Pedro Tatoni, gerente de Nutrição Humana da ADM para a América Latina.

Quais nutrientes os brasileiros mais querem no prato?

O ranking elaborado pela Maximum Boxing mostra que aveia, frutas, verduras, legumes e leguminosas têm algo em comum: são ótimas fontes de fibras e podem ajudar na saúde intestinal, no controle do colesterol e da glicemia. E, ao que tudo indica, os brasileiros estão de olho nesses benefícios: os alimentos ricos em fibra lideram o levantamento (247 mil).

Em seguida, vem a vitamina B12 (207 mil), presente em alimentos que fazem parte do dia a dia, como carnes, peixes, ovos, leite e derivados. As proteínas (149 mil) completam o pódio, podendo ser encontradas em carnes, ovos, peixes, laticínios, feijão e outras leguminosas.

Mas o ranking não para por aí: o  ferro (143 mil) aparece em quarto lugar e pode ser encontrado em alimentos como carnes, feijão, lentilha e folhas verde-escuras. Logo depois vem a vitamina D (117 mil), presente em alguns alimentos, como peixes e produtos fortificados, e também relacionada à produção do nutriente pelo próprio organismo após a exposição solar.

O magnésio, com 81 mil buscas, também aparece entre os nutrientes mais procurados e ganhou espaço nas conversas sobre bem-estar, especialmente quando o assunto é sono e relaxamento. Na alimentação, está presente em castanhas, sementes, leguminosas e folhas verdes.

Fecham o ranking o zinco, o potássio, o cálcio e a vitamina A. O resultado mostra que, quando o assunto é alimentação, a curiosidade vai bem além da proteína do shake ou da salada do almoço: há interesse por uma verdadeira lista de vitaminas e minerais — e por onde encontrá-los no prato.

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O padrão que salta aos olhos é que os quatro primeiros do ranking (fibra, B12, proteína e ferro) concentram 746 mil, ou seja, quase 70% de todo o interesse está em resolver quatro frentes específicas: digestão/saciedade, energia, força muscular e disposição. Os seis últimos itens do ranking dividem os 30% restantes, sugerindo que são nutrientes buscados de forma mais pontual,  geralmente atrelados a um sintoma específico, e não a uma tendência ampla como a fibra.

Por que esses nutrientes despertam tanto interesse?

Quando o assunto é a finalidade da busca, ganhar massa muscular lidera com 222 mil pesquisas, reforçando a relação cada vez mais próxima entre alimentação, desempenho físico e composição corporal. Não por acaso, as proteínas aparecem como um dos principais elementos associados a esse objetivo, por seu papel na manutenção e construção da massa muscular.

Na sequência, aparecem motivações mais diretamente ligadas à saúde, e boa parte delas estabelece uma conexão com os nutrientes que lideram o primeiro ranking. “Alimentos para anemia” soma 145 mil buscas, enquanto o ferro aparece entre os nutrientes mais pesquisados.

As buscas por “alimentos para baixar o colesterol” (128 mil) e “alimentos para soltar o intestino” (87 mil), por sua vez, dialogam com a fibra, líder isolada entre os nutrientes — que é diretamente associada ao funcionamento intestinal e também pode contribuir para a manutenção de níveis adequados de colesterol.

Emagrecer também aparece entre os principais objetivos, com 112 mil buscas, conectando-se tanto ao interesse por proteínas quanto à procura por alimentos ricos em fibras, que podem contribuir para a saciedade dentro de uma alimentação equilibrada. Já “alimentos para aumentar a imunidade” soma 100 mil pesquisas e dialoga com o interesse por nutrientes como vitamina D e zinco.

Completam o ranking as buscas por “alimentos para diarreia” (69 mil) e “alimentos para gastrite” (46 mil), mostrando que questões relacionadas ao sistema digestivo também levam os brasileiros a pesquisar alternativas alimentares. Já “alimentos para fortalecer os ossos” soma 27 mil buscas, objetivo que dialoga diretamente com o interesse por nutrientes como cálcio, vitamina D e magnésio.

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O cruzamento dos dados mostra, portanto, que as buscas por alimentos não acontecem de forma isolada. Elas partem de objetivos concretos e levam os brasileiros a pesquisar quais nutrientes e alimentos podem estar relacionados a cada necessidade.

Metodologia

Para identificar os principais interesses dos brasileiros relacionados à alimentação, a Maximum Boxing analisou pesquisas realizadas no Google Brasil nos últimos 12 meses, a partir de dois grupos de termos.

O primeiro considerou buscas iniciadas por “alimentos com”, contemplando nutrientes como fibras, proteínas, vitaminas e minerais. O segundo reuniu pesquisas iniciadas por “alimentos para”, relacionadas a diferentes objetivos, como ganhar massa muscular, emagrecer, aumentar a imunidade e fortalecer os ossos.

A partir dos volumes de busca registrados para os termos analisados, foram elaborados os rankings de nutrientes e finalidades alimentares mais pesquisados pelos brasileiros no período.

Nova onda das fibras ganha força no Brasil, que lidera confiança em prebióticos na América Latina

Pesquisa revela alta credibilidade nos benefícios digestivos, valorização de produtos multifuncionais, expectativa de resultados rápidos e disposição para pagar mais por produtos com fibras prebióticas

Os consumidores brasileiros estão entre os que demonstram maior confiança nos benefícios das fibras e dos prebióticos para a saúde intestinal, de acordo com o estudo Global Fibersol Consumer Perception, divulgado em março de 2026 pela ADM, líder global em soluções inovadoras provenientes da natureza. A pesquisa proprietária entrevistou 2.300 consumidores em diferentes regiões do mundo e analisou percepções, hábitos e expectativas relacionados às fibras e aos prebióticos.

O mercado de fibras alimentares foi avaliado em US$ 9,16 bilhões em 2025, segundo a Mordor Intelligence, e deve atingir US$ 14,59 bilhões até 2030. A expansão é impulsionada principalmente pelos avanços tecnológicos no processamento de fibras e pelo crescente cuidado dos consumidores com a saúde digestiva e o bem-estar. As fibras de nova geração têm sido aplicadas em alimentos funcionais, oferecendo alta solubilidade e sabor neutro para a formulação de snacks, produtos lácteos, bebidas prontas e nutrição especializada.

No Brasil, a fibra é amplamente associada ao equilíbrio do microbioma (28%) e à regulação da digestão (19%).  Os dados do estudo reforçam que o ingrediente já faz parte do repertório de saúde do consumidor brasileiro, especialmente no contexto da saúde intestinal. A facilidade de integração à rotina alimentar, os ganhos percebidos no organismo e as recomendações profissionais de adoção de ingredientes funcionais, como fibras solúveis, são os principais fatores que influenciam o consumo cotidiano.

Esse movimento também tende a ganhar impulso com o avanço do uso de medicamentos antiobesogênicos, como os análogos de GLP-1, no processo de manutenção e gerenciamento do peso. Cenário que deve ampliar a demanda por ingredientes que apoiem a saciedade, o equilíbrio metabólico e a saúde digestiva.

A busca por benefícios multifuncionais, que vão desde o auxílio à digestão, à saciedade e ao equilíbrio do açúcar no sangue motiva quase 20% dos brasileiros consultados. A saúde intestinal, a redução do desconforto gástrico e o apoio à manutenção do peso, especialmente no caso de usuários de soluções análogas ao GLP-1, têm motivado os consumidores a experimentar novos formatos.

Ainda de acordo com o levantamento, 27% dos entrevistados no Brasil afirmam consumir regularmente iogurtes fortificados ou lácteos fermentados, como kefir e iogurtes de beber. Além disso, 21% buscam snacks funcionais, como granolas, barrinhas de cereais, chocolates, gelatinas e biscoitos salgados. Já 20% relatam o hábito de consumir bebidas prontas com apelo funcional, como drinks esportivos e águas com funcionalidade.

Esse comportamento acompanha uma tendência mais ampla observada entre os consumidores brasileiros: segundo estudo da ADM OutsideVoice Lifestyle Survey, 78% afirmam buscar aumentar o consumo de fibras e 76% o de proteínas na alimentação, refletindo a crescente priorização de nutrientes associados à saúde digestiva, saciedade e bem-estar geral.

Alta credibilidade dos benefícios digestivos

Os benefícios digestivos das fibras são considerados altamente confiáveis: mais de 90% dos brasileiros classificam como “muito” ou “extremamente” críveis os efeitos relacionados ao conforto digestivo, à regularidade intestinal e à redução do inchaço. O índice coloca o Brasil entre os mercados com maior nível de convicção sobre a eficácia funcional das fibras. Em comparação, consumidores dos Estados Unidos também apresentam alta credibilidade (acima de 80%).

Ciência e boa digestão como fatores decisivos

Para o consumidor brasileiro, não basta apenas o benefício prometido: é fundamental que ele seja comprovado. Entre 85% e 90% consideram “muito” ou “extremamente” importantes atributos como eficácia cientificamente comprovada e boa tolerabilidade digestiva.  Esse comportamento aproxima o Brasil de mercados como Estados Unidos, Europa e China, onde a validação científica é igualmente determinante na escolha de ingredientes funcionais.

Preferência por formatos do dia a dia

O estudo mostra ainda que os brasileiros preferem incorporar fibras e prebióticos em formatos já presentes na rotina alimentar, especialmente no café da manhã, em iogurtes, cereais ou nas bebidas matinais. Alimentos e bebidas fortificados, snacks funcionais e suplementos para misturar em preparações estão entre as opções com maior intenção de teste, com mais de 60% declarando-se “muito” ou “extremamente” propensos a experimentar esses formatos.

Diferentemente dos Estados Unidos, onde gummies e cápsulas lideram a preferência, ou da China, onde bebidas prontas para consumo se destacam, o Brasil demonstra maior afinidade com a integração das fibras a alimentos cotidianos. Outro destaque é a expectativa de retorno rápido.

Entre 40% e 46% dos brasileiros esperam perceber benefícios em poucos dias, e cerca de 30% acreditam que os efeitos podem ser sentidos em questão de horas. O dado indica um consumidor otimista em relação aos efeitos positivos na saúde e orientado a resultados perceptíveis.

Disposição para pagar mais por “fibras solúveis prebióticas”

A pesquisa também aponta que aproximadamente 40% a 50% dos consumidores brasileiros estariam dispostos a pagar mais por um produto que declare conter “fibras solúveis prebióticas”, carboidratos que chegam ao intestino grosso intactos e alimentam a microbiota, evidenciando a valorização de atributos técnicos quando associados a benefícios claros para a saúde. Na comparação internacional, o índice brasileiro é semelhante ao observado nos Estados Unidos (41%) e no Reino Unido (49%), reforçando a relevância estratégica do posicionamento baseado em benefícios funcionais.

O Brasil se consolida como um mercado maduro em relação à compreensão do papel das fibras na saúde intestinal, combinando confiança nos benefícios digestivos, valorização de comprovação científica e busca por formatos acessíveis e integrados à rotina. Para Pedro Tatoni, gerente de marketing de Nutrição Humana da ADM para a América Latina, o movimento tende a se intensificar.

As fibras tendem a ocupar, nos próximos anos, um papel semelhante ao que as proteínas tiveram na última década. A tendência do “#Fibermaxxing“, que é um aumento intencional do consumo, popular após a pandemia, é um reflexo disso. A sua consolidação como ingrediente protagonista deve impulsionar a inovação na indústria de alimentos e bebidas, ampliando a oferta de produtos que conciliam funcionalidade, sabor e conveniência”, afirma.

Para o especialista, os resultados do estudo refletem o movimento que temos percebido na evolução do mercado voltado ao wellness no Brasil, que busca agregar funcionalidade aos produtos diante de uma maior preocupação de parte dos consumidores com a prevenção de doenças crônicas e o apoio holístico à saúde.

Os achados reforçam a oportunidade para marcas que desejam se posicionar no segmento de alimentos e bebidas funcionais, investindo em soluções que combinem ciência, benefícios comprovados e experiências sensoriais positivas para atender a um consumidor cada vez mais informado e exigente”, completa Pedro.

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