Até um terço dos pacientes podem sentir dor depois de 12 meses da lesãoSegundo a fisioterapeuta Walkíria Brunetti, especialista em Dores Crônicas e Saúde Postural, o entorse de tornozelo causa muita dor e restringe muito a amplitude de movimento dos pés. Essa lesão também pode levar à problemas funcionais, incapacidade, osteoartrite pós-traumática e instabilidade crônica do tornozelo. Geralmente, essas condições podem ocorrer em cerca de 44% dos pacientes com entorse, em até um ano após o entorse.
Uma lesão que não tenha sido tratada corretamente e que acontece com bastante frequência, como é o caso da entorse, pode se tornar algo mais grave sem o diagnóstico e tratamento adequado”, afirma João Paulo, médico ortopedista e especialista em dor, medicina do esporte e tratamentos biológicos.
Por essa razão, fazer o tratamento precoce e pontual com especialistas é vital para aqueles que praticam exercícios regularmente. Os principais sintomas para a entorse de tornozelo são: dor intensa no tornozelo, dificuldade para caminhar ou colocar o pé no chão; inchaço da parte lateral do pé; mancha roxa na pele, que pode surgir até 48 horas depois da torção; e por fim, sensibilidade ao tocar na região lateral do tornozelo e do pé.
É aí que entra o avanço da tecnologia no diagnóstico, pois, com os equipamentos de raio-x e ultrassom é possível ter uma visão mais assertiva da lesão. “Por isto que os diagnósticos feitos pelo olhar experiente do médico com o acesso rápido aos resultados de imagem facilitam toda conduta terapêutica do quadro do paciente, a meu ver, os exames de imagem são indispensáveis para a nossa conduta”, afirma o fisioterapeuta Allan Josefh.
Dor e inchaço são principais sintomas
Apesar de ser considerada uma lesão “mais leve” é preciso ficar atento aos sinais.
O entorse de tornozelo tem diferentes níveis de gravidade. Contudo, em geral a dor e o inchaço costumam estar presentes em todas as lesões. As mais sérias podem afetar ossos e ligamentos. Nesses casos, a dor pode ser insuportável, bem como há um inchaço bem mais acentuado que pode estar acompanhado de hematomas. Os pacientes com lesões mais graves não conseguem colocar o pé no chão, por exemplo”, explica Walkíria.
“Normalmente, os sintomas mais intensos estão associados aos entorses que afetam os ligamentos, causam luxações ou fraturas. Há muitos ossos pequenos no tornozelo e, por isso, as fraturas ou luxações podem não ser tão evidentes no exame clínico. Por essa razão, é essencial realizar exames de imagem para confirmar ou descartar danos mais sérios”, alerta a especialista.
Causas e fatores de risco
Para além das práticas esportivas, existem alguns fatores que aumentam o risco de sofrer um entorse de tornozelo.
Na população em geral, vemos aqueles casos em que a pessoa pisou em falso, seja dentro de casa ou nas ruas. Aliás, há cidades que possuem calçadas e ruas com muitas irregularidades e buracos, o que favorece os entorses. Temos também casos em que a pessoa coloca a planta do pé de maneira inadequada ao correr, subir ou descer escadas, levantar-se de camas ou cadeiras”, aponta Walkíria.
Por fim, o entorses de tornozelo pode ocorrer em mulheres que usam saltos ou calçados que não dão tanta estabilidade para os pés, principalmente em superfícies irregulares.
Tratamento envolve vários recursos
Após um entorse no tornozelo, o primeiro passo, importantíssimo, é aplicar compressas de gelo, várias vezes ao dia. Isso deve ser feito nos 3 primeiros dias depois da lesão. Caso o inchaço não melhore, o ideal é aplicar compressas frias e quentes, alternadamente, por volta do quarto ou quinto dia”, orienta Walkíria.
O tratamento do entorse de tornozelo vai depender da gravidade da lesão. Quando há fratura ou luxação, por exemplo, pode ser preciso imobilizar por algum tempo, antes de iniciar a reabilitação por meio da fisioterapia. Em lesões mais leves, podem ser usadas talas e órteses que podem ser colocadas e retiradas pelo paciente.
Como a dor é um sintoma importante, podemos usar recursos para tratar o quadro doloroso e reduzir a inflamação, como terapia manual, ultrassom, eletroterapia e laser. Quando a dor melhora, precisamos inserir exercícios terapêuticos para reduzir a instabilidade e recuperar a função articular do tornozelo”, diz Walkíria.
“Dessa maneira, é importante fortalecer a musculatura que dá estabilidade ao tornozelo, bem como aplicar técnicas de alongamento para aumenta a amplitude de movimento. Por fim, também precisamos exercitar e melhorar o equilíbrio. Todos esses aspectos são fundamentais para prevenir novas lesões e, claro, devolver a capacidade funcional do paciente após o entorse”, completa a fisioterapeuta.
Sem tratamento, entorse de tornozelo pode causar instabilidade crônica
Muitas pessoas que passam por um entorse de tornozelo mais “leve” não procuram tratamento. Mas, esse descaso pode trazer consequências sérias. O principal problema de não tratar uma torção no tornozelo é o risco de evoluir para uma instabilidade crônica na região.
Durante atividades físicas, caminhadas ou até mesmo quando a pessoa fica muito tempo em pé, podem surgir dores, inchaço e até quentura no tornozelo, principalmente no final do ida. Normalmente, a pessoa percebe esses sintomas na parte lateral dos pés. A torção pode enfraquecer os ligamentos e isso aumenta, de forma significativa, o rompimento dessas estruturas”, alerta Walkíria.
A instabilidade costuma afetar, na maioria dos casos, a parte de fora do tornozelo, nas laterais dos pés. “Toda vez que a pessoa sofre uma torção, os ligamentos podem ser alongados ou rasgados, principalmente se não houve uma reabilitação adequada. Os ligamentos ficam enfraquecidos e esse aspecto aumenta, significativamente, o risco de novas torções”, reforça Walkíria.
Outro problema é quando a pessoa tem uma musculatura mais enfraquecida na região dos tornozelos, ou ainda uma pisada pronada ou supinada, que acaba afetando a estabilidade da articulação”, finaliza a especialista.
Entorse de tornozelo pode evoluir para lesões mais severas quando não tratado
Nem precisa ser jogador de futebol profissional. Quase todo mundo, pelo menos uma vez ao longo da vida, já torceu o tornozelo, articulação que liga o pé à parte inferior da perna. A dor e o inchaço podem ser os primeiros sintomas a se manifestarem logo após a lesão.
Segundo Walkíria Brunetti, fisioterapeuta especialista em RPG e Pilates, entorses têm diferentes níveis de gravidade. Os casos leves são àqueles que não afetam os ligamentos ou ossos.
A dor pode ser bastante intensa e pode ocorrer um leve inchaço. Contudo, nas torções mais graves, a dor é praticamente insuportável, o inchaço é bem importante e a pessoa, na maioria dos casos, não consegue colocar o pé no chão”.
Lesões nas ruas são comuns
Uma das principais causas da torção de tornozelo são as pisadas em falso ou ainda em buracos ou superfícies irregulares nas calçadas e ruas das cidades. A lesão pode acontecer também quando a pessoa posiciona a planta do pé de uma maneira inadequada ao correr, subir ou descer escadas e levantar-se da cama, por exemplo”, comenta Walkíria.
A torção do tornozelo pode ocorrer ainda durante a prática de esportes como tênis, basquete, corrida de rua, vôlei e futebol. No caso das mulheres, as entorses essas lesões têm ligação com uso de saltos altos e calçados inadequados, de uma maneira geral.
Além da dor
Apesar de a dor ser o sintoma mais comum da torção, a pessoa pode apresentar inchaço, hematomas e incapacidade de colocar o pé no chão.
Os sintomas mais severos quase sempre estão ligados a lesões nos ligamentos ou ainda às fraturas. Como temos muitos ossos pequenos na região, fraturas e luxações podem não ser tão evidentes e ficarem mascaradas num exame clínico”, explica Walkíria
O ideal é que quando os sintomas são mais intensos, a pessoa procure um serviço de emergência para descartar um quadro mais grave por meio de exames de imagem.
Instabilidade
O grande problema de não tratar adequadamente uma torção é que ela pode evoluir para a instabilidade no tornozelo. “A pessoa começa a sentir dor na região durante as atividades físicas, caminhada e até mesmo quando fica parada em pé. O local pode inchar, ficar mais quente devido à inflamação e doer bastante, principalmente no final do dia”, comenta a especialista.
A instabilidade costuma afetar, na maioria dos casos, a parte de fora do tornozelo, nas laterais dos pés. “Toda vez que a pessoa sofre uma torção, os ligamentos podem ser alongados ou rasgados, principalmente se não houve uma reabilitação adequada. Os ligamentos ficam enfraquecidos e esse aspecto aumenta, significativamente, o risco de novas torções”, reforça Walkíria.
Outro grupo de risco são as pessoas com uma musculatura muito enfraquecida na região ou com problemas de pisada, que naturalmente deixam a articulação mais instável.
Em geral, a instabilidade crônica no tornozelo precisa ser tratada por meio da fisioterapia. O principal objetivo é fortalecer os músculos da perna e do pé, aumentar a amplitude de movimento, a flexibilidade e, por fim, restabelecer o equilíbrio para prevenir novas torções”, aponta Walkíria.
Proteja seus tornozelos
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Aposte em treinos de força focado no fortalecimento da musculatura que dá estabilidade aos tornozelos
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Faça alongamentos nos pés durante o dia
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Invista em calçados que dão mais estabilidade aos pés, além de evitar saltos e plataformas para andar em superfícies irregulares
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Durante as práticas esportivas de alto impacto, como correr, jogar basquete etc., use tênis com um bom sistema de amortecimento e com uma boa sustentação para o arco do pé e do tornozelo também. Para isso, o ideal são os tênis de cano alto, como àqueles usados no basquete, por exemplo.
- Mantenha um programa de fortalecimento para a musculatura envolvida no bom funcionamento dos tornozelos
- Alongue os pés durante o dia e isso pode ser feito até mesmo sentado (a)
- As mulheres devem evitar saltos altos, principalmente para a caminhar em ruas ou locais com superfícies irregulares
- Durante as práticas esportivas de alto impacto, como correr, jogar basquete etc., é preciso usar tênis com um bom sistema de amortecimento e com uma boa sustentação para o arco do pé e do tornozelo também. Para isso, o ideal são os tênis de cano alto, como àqueles usados no basquete, por exemplo.




