Pode parecer piada – e realmente não deixa de ser – , mas o vasto calendário temático brasileiro também conta com o Dia do Corno, lembrado em 25 de abril.  Na literatura, no cinema, na música e nas mesas de bar, o corno sempre esteve lá: ora como personagem trágico, ora como piada.

O influenciador Vagner Macedo foi notícia ao pedir oficialmente o título de “maior corno do mundo” ao Guinness World Records.  Ele viralizou nas redes sociais após declarar que sofreu mais de 100 episódios de traição ao longo de quase 20 anos de relacionamento aberto com a influenciadora Bella Mantovani.

É melhor ser um corno consciente do que um macho hipócrita”, sustenta.

Como parte da solicitação ao Guinness, Vagner enviou prints, vídeos, relatos de amigos e uma linha do tempo dos episódios, reforçando que a candidatura é real.  A documentação está em fase de análise e a proposta é que o título seja reconhecido dentro da categoria de feitos sociais.

E para quem pensa que tudo não passa de uma brincadeira, é bom avisar: tem gente transformando traição em fetiche. No imaginário popular, o termo “corno” ainda carrega estigmas ligados à traição e à dor. Mas, para uma parcela crescente de brasileiros, a palavra ganhou novos significados e até novos prazeres.

O “traído” deixou de ser apenas alvo de deboche para se tornar também um expectador voluntário do prazer de sua companheira. Dados do Sexlog, mostram que ser corno virou desejo, fantasia e até estilo de vida para muitos brasileiros.

Cuckold: prática vem conquistando adeptos no Brasil

Mais do que uma data para satirizar a traição – ou se conformar com ela, afinal, quem nunca? – o Dia do Corno tem ganhado força no Brasil graças a um número frequente de adeptos do ‘cuckold’.

Para quem ainda não conhece o termo: cuckold é o fetiche em que um dos parceiros  encontra prazer em ver, ou saber, que o outro se relaciona sexualmente com outras pessoas, sempre com consentimento e combinado entre o casal.

Mas antes de mergulhar de cabeça, há coisas que vale a pena entender como esse universo funciona na prática.. O Sexlog – maior rede social adulta da América Latina – abraçou há anos o cuckold como uma oportunidade de falar abertamente sobre um dos fetiches mais populares da plataforma e ouviu quem já vive essa realidade.

Os números confirmam o que eles dizem e reforçam a estratégia de marketing da marca. De acordo com os dados do site, mais de 592 mil usuários declararam o cuckold como uma de suas preferências, o que representa 32% de todos os participantes dessa rede social que preencheram o campo de fetiches. Em 2025, esse número chegou ao recorde histórico de 46,6% (saiba mais sobre esta e outras pesquisas sobre o tema abaixo).

‘Depois que você levar chifre, não tem mais volta’

Fagner é um dos homens que vivem o cuckold no dia a dia. Quando decidiu contar à esposa sobre o fetiche, já sabia exatamente o que queria e, segundo ele, essa clareza faz toda a diferença.

Acredito que ‘arrependimento’ existe para quem não está 100% preparado para viver esse fetiche. A partir do momento que decidi expor minha vontade para minha esposa, eu já estava decidido”, diz. “Eu nasci para ser corno“, diz ele sente prazer em ver a esposa transando com outros homens

Fetiche do cuckold é sucesso entre os brasileiros

Traição para muitos é sinônimo de fim. Para outros, pode ser o início de um prazer tão intenso quanto inusitado. É o caso de Fagner, que comemora duas vezes o 25 de abril: seu aniversário e o Dia do Corno — uma data simbólica para quem, como ele, sente tesão ao ver a parceira transando com outros homens. Sim, isso existe, e tem nome: cuckold.

O fetiche cuckold, em que uma pessoa sente prazer ao ver sua parceira ou parceiro fazendo sexo com outras pessoas, é uma das práticas que mais geram curiosidade — e também tabus. Associado à submissão, voyeurismo e, muitas vezes, à humilhação erótica consentida, ele vem ganhando cada vez mais espaço nas fantasias dos brasileiros.

No Sexlog, maior rede social para quem curte sexo sem censura no Brasil, o termo é um dos mais buscados entre os mais de 23 milhões de usuários da plataforma. “Existe um interesse crescente por dinâmicas não convencionais, e o cuckold está entre as fantasias que mais despertam desejo e, ao mesmo tempo, quebra de preconceitos”, explica Mayumi Sato, CMO do Sexlog.

No caso de Fagner, o desejo começou através de contos eróticos e HQs com enredos de traição. “Aquilo foi me dando vontade de viver aquilo de verdade. Doze anos atrás, quando comecei a namorar a Kriss, com seis meses de relacionamento, contei para ela que tinha vontade de vê-la com outros homens”, lembra.

A reação inicial não foi das melhores. “Ela achou que eu queria terminar, que não a amava mais. Ficou quase 15 dias sem falar comigo direito. Mas com o tempo, fui mostrando as histórias que lia, vídeos, e ela começou a se interessar também.” O casal começou a fantasiar durante o sexo, até que, um ano depois, realizaram o primeiro ménage. “Desde então, não paramos mais.”

Submissão e prazer

Hoje, Fagner se define como um “marido submisso” que faz tudo o que sua “rainha” manda. Ele conta que seu maior prazer é assistir a parceira sendo penetrada por outros homens, especialmente os mais bem-dotados. “Eu tenho 16cm, e ela só sai com caras com mais de 20cm. É um prazer que eu jamais conseguiria proporcionar. Amo ver ela curtindo isso, sentir que estou ali para servir.”

Escolhas e limites

Quem escolhe os parceiros sexuais — conhecidos como bulls — é Kriss. “Ela conversa com os caras, sente a vibe e marca um date. Os critérios são simples: precisa ter papo, ser dotado e deixar filmar. A gente grava tudo para postar nas nossas plataformas.”

Apesar da entrega, o casal tem limites claros. O uso de camisinha é regra — a única exceção é para parceiros fixos, com exames em dia. O envolvimento emocional, por outro lado, não é problema. “Curtimos a ideia de formar um trisal.”

Entre ciúmes e tesão

No começo, ele confessa, o ciúme bateu. “Até a quinta experiência, rolava aquele desconforto. Mas o tesão sempre foi maior. Quando rolou a primeira vez de verdade, eu já estava 100% certo de que era isso que eu queria.”

Fagner não vê o fetiche como sinal de insegurança, mas como uma forma intensa de conexão. “Ser corno, para mim, é ser cúmplice, é confiar, é sentir prazer em ver quem você ama sendo feliz — mesmo que por outra rola”, diz, rindo.

‘Traí primeiro, ela se vingou com um amigo meu e acabei gostando’

À primeira vista,  a cornitude pode ser uma situação ruim e inaceitável. Mas, a verdade parece ser que ou você é e não sabe ou sabe e está gostando. Em casais de orientação heterossexual, o cuckold nada mais é do que um homem que tem tesão em ver ou saber que sua parceira, a hotwife, tem relações sexuais com outros – inclusive seus próprios amigos. Nesse sentido, ele pode participar ativamente ou apenas assistir.

Alguns, apenas gostam de ouvir as histórias que suas esposas contam ao chegar em casa, como é o caso do professor Jô*54, que diz ficar muito excitado com essa situação. “Eu gosto quando ela sai com outros caras, chega em casa e nós transamos enquanto ela me conta sobre esse encontro, me enche de tesão”, revela.

Também há quem se alimente do próprio ciúmes, como é o caso de Jô*. Ele conta que descobriu que era um cuckold quando se deparou com uma traição. Enquanto ele sentia o incômodo do ciúmes, havia também o tesão.

Eu a traí primeiro, ela foi se vingar com um amigo meu e eu acabei gostando. Durante a discussão, ela me contou o que tinha acontecido, nós transamos e foi ótimo”, diz.

“Descobri tesão em ser corno“: casal transforma tabu em estilo de vida

História real mostra como comunicação e consentimento redefinem os limites do prazer

Morador do Rio de Janeiro, Jeff* (nome fictício), tem 50 anos e há mais de 20 anos vive relações liberais e há quase sete anos vive um casamento baseado nesse fetiche ao lado da esposa, conhecida como Rainha, 30.

Fisiculturista, tatuado e com presença imponente, Jeff foge completamente do estereótipo que muitos ainda associam ao termo cuckold. E é justamente por isso que sua história ajuda a quebrar preconceitos. Ele é enfático sobre o que sustenta uma dinâmica saudável: muita sinceridade.

Não conversar é o maior erro que os casais cometem no começo. Tem que expor o que você quer, o que você acha, o que você gosta, o que pode e o que não pode  e respeitar o que é dito”, diz.

Para o casal, tudo tem regra combinada. A principal delas é que Rainha não sai sozinha, Jeff está sempre presente. Já ele não se envolve com outras pessoas, nem mesmo em casas de swing. Outro ponto inegociável é que o uso de camisinha é obrigatório. Eles contam que sem qualquer um desses pilares, não há brincadeira.

Do choque à descoberta

Jeff conta que o ponto de virada em seu relacionamento com Rainha aconteceu ainda no início do relacionamento, quando descobriu uma traição. Mas, ao contrário do esperado, sua reação não foi de raiva. “Eu percebi que aquilo me despertava tesão e não ciúmes ou tristeza”, conta.

A partir daí, o casal decidiu abrir espaço para conversas honestas sobre fantasias. Foi assim que descobriram desejos em comum, incluindo a vontade dela de se relacionar com mais de um parceiro ao mesmo tempo. O que poderia ter sido o fim da relação se transformou no começo de uma nova dinâmica.

Prazer que passa pelo olhar

Para ele, o prazer está menos na interação direta e mais na contemplação. “O meu tesão é admirá-la. Ver o prazer dela, as expressões, o corpo. Quem está com ela, pra mim, é secundário”, explica.

Regras claras, confiança construída

Apesar da liberdade, o relacionamento segue acordos bem definidos. A Rainha não sai sozinha para encontros, Jeff não se envolve com outras mulheres e o uso de preservativo é obrigatório em todas as situações. “A traição, pra mim, é quando existe mentira ou algo escondido. O que a gente vive é o oposto disso: tudo é conversado”, afirma.

Ao longo dos anos, o casal passou por ajustes e também enfrentou inseguranças, especialmente no início. “Com o tempo, entendemos que muitos imprevistos estavam ligados à ansiedade de terceiros, e não a falhas na dinâmica entre nós”, conta Rainha.

Da experiência ao compartilhamento

Com o amadurecimento da relação, o casal decidiu registrar parte das experiências e compartilhar o conteúdo em plataformas adultas, como o Hotvips. O que começou como uma extensão do fetiche acabou se tornando também uma forma de conexão com outras pessoas.

Hoje, eles recebem mensagens de curiosos, casais iniciantes e mulheres interessadas em explorar novas possibilidades. “Já ajudamos vários casais a dar os primeiros passos. Sempre com a mesma base: diálogo, respeito e consentimento”, conta Jeff.

O ciúme existe e precisa ser trabalhado

A pesquisa do Sexlog mostra que 24,5% dos adeptos reconhecem que o fetiche dá mais prazer, mas pode gerar insegurança. “Eu tenho ciúmes muitas vezes, mas eu gosto”, diz Jô. Tanto para Jeff quanto para Fagner, é importante ter consciência disso antes de começar e faz parte do processo.

Nenhuma experiência nova é isenta de emoções difíceis. Jeff conta que a esposa teve um período de insegurança quando os encontros eram desmarcados com frequência e ela chegou a achar que o problema era com ela.

Com o tempo, entendi que era ansiedade dos outros homens, não uma rejeição a mim, ao meu corpo ou qualquer coisa assim. Tinha a ver com  ansiedade e expectativas deles mesmos com as próprias performances”, conta ela.

Já a Rainha admite ter ciúme do próprio marido na vida cotidiana, mas dentro da dinâmica combinada, esse sentimento simplesmente não aparece. “No swing não tenho ciúme, porque é uma coisa combinada”, explica ela. “No dia a dia, tenho.”

Muito além do fetiche

Para o casal, o cuckold não é apenas uma prática sexual, mas parte de um processo mais amplo de autoconhecimento e transformação. “Ela me fez ser um homem melhor. O que a gente construiu vai muito além disso”, diz ele.

A história dos dois reforça um movimento observado dentro da comunidade do Sexlog: o de ressignificar práticas antes vistas como tabu, colocando o prazer em diálogo com confiança e liberdade.

Fagner vai na mesma direção: “Um relacionamento cuckold e hotwife é pautado na base da confiança e transparência. Não tem motivos para haver mentiras.”

7 entre 10 descobriram interesse por cuckold durante a relação

A nova pesquisa do Sexlog feita com mais de 13 mil respondentes confirma que a descoberta do fetiche raramente é imediata: 30,6% percebeu o interesse durante um relacionamento, 29,7% ainda está descobrindo e 20,8% só identificou o desejo após anos de relação. Apenas 18,8% sabia disso antes mesmo de se relacionar pela primeira vez.

Quando perguntados sobre o impacto do fetiche na relação, 46,7% dos adeptos disseram que ele fortalece o relacionamento e melhora a comunicação. Apenas 3,1% relatou que gera conflitos e ciúmes.

Outro dado que quebra estereótipos: quase metade dos adeptos (48,4%) prefere alternar entre assistir e participar em algum momento: o voyeurismo puro, sem qualquer participação, é escolhido por apenas 11,2%.

Para quem é adepto, o fetiche não é traição, para eles é justamente o oposto dela. O que está em jogo não é infidelidade, mas consentimento, desejo e conexão.

O perfil de quem pratica pode surpreender

O imaginário popular pode criar uma imagem equivocada de quem é o cuckold. Os dados do Sexlog ajudam a traçar um retrato mais fiel. Os dados da pesquisa sustentam essa visão.

  • 34,7%  dos respondentes têm entre 35 e 44 anos, a faixa etária mais representada.
  • 46,7%  dizem que o fetiche fortalece o relacionamento.
  • 63,3%  apontam a “excitação em assistir” como principal motivação.
  • 65,4%  dizem que o que importa na escolha do parceiro é a conexão e a química, não características físicas.
  • 58,5%  encontra parceiros diretamente no Sexlog.

Cuckold: do tabu à prática consensual

A pesquisa do Sexlog mostra que o corno moderno não é mais sinônimo de humilhação. Entre os que se identificam como cuckolds, 89% relatam que o fetiche fortaleceu o vínculo com suas parceiras, e 78% estão em relacionamentos estáveis. O prazer está na entrega, na confiança e na quebra de padrões.

A prática tem crescido em todo o Brasil, com destaque para estados como Acre (47,69%)Paraná (42,07%) e Rio de Janeiro (39,79%). Além do Sexlog, plataformas como o Hotvips conectam essas pessoas e oferecem espaços seguros para que o fetiche seja vivido de forma respeitosa e transparente.

Esse fetiche mexe com dinâmicas de poder e com tabus morais, mas também é um retrato do quanto as pessoas estão dispostas a se libertar das convenções em busca de experiências mais autênticas”, explica Mayumi Sato, CMO do Sexlog.

Sudeste concentra maior número de cornos assumidos

Outra pesquisa de 2024 identificou que Brasil tinha mais de 300 mil cornos assumidos espalhados por 41% das cidades

No levantamento feito pela plataforma em 2025, mais de 435 mil pessoas se identificam com o fetiche cuckold — aquele em que o homem sente prazer ao ver ou imaginar sua parceira transando com outro.

Mais da metade dos homens entrevistados (53%) curte assistir ao vivo, e 92% relatam sentir tesão ao fantasiar a cena. Já entre as mulheres, 21% afirmaram que gostariam de experimentar a prática, ocupando assim o lugar de hotwives, como são chamadas no meio liberal.

Uma pesquisa realizada em 2024 pela Sexlog já revelava que fetiche estava em alta e movimentando o meio liberal. Uma boa parcela dos municípios brasileiros tem, pelo menos, um corno. Segundo o levantamento do Sexlog, baseado nos cadastros que assinalaram esse fetiche como uma de suas preferências, eles eram 334.230, espalhados por 2.321 cidades.

O Sudeste lidera como a região com mais cornos assumidos, eles são 171.129. O top #5 cidades com mais cuckolds por lá são São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Campinas e Uberlândia.  No nordeste, eles são 59.327. E os cinco municípios com mais incidência do fetiche são: Fortaleza, Salvador, Recife,  Natal e João Pessoa.

Já no Sul, são 49.224 praticantes, sendo que as cinco cidades que mais têm interesse são Curitiba, Porto Alegre, Florianópolis, Maringá e Londrina.  Brasília, Goiânia, Campo Grande, Cuiabá e Anápolis são as cinco mais interessadas neste assunto na região Centro-Oeste, que totaliza 35.165 cuckolds.

No Norte são 19,385 cornos, o #top 5 cidades com mais praticantes são Manaus, Belém, Boa Vista, Porto Velho e Macapá.

Diversão entre amigos: metade dos cuckolds convidaria um amigo

Metade dos entrevistados ouvidos no levantamento alegou que não tem problema em convidar amigos para transar com suas hotwives. A pesquisa apontam que 47% dos cuckolds que participaram da enquete disseram que não se incomodam caso a hotwife queira manter contato com o single, também conhecido como “comedor”.

Já 33% alegam que depende do caso e 20% preferem que isso não aconteça e que todo o contato aconteça somente entre quatro paredes. No quesito ciúmes, 62% revela que nunca sequer tiveram o sentimento delas; 21% sentiram esse incômodo uma vez e 17% já sofreram com isso mais de uma vez.

Silva*, 43, mantém um casamento liberal há 17 anos e sempre teve tesão em ver sua esposa com outros homens, mas não sabia muito bem como classificar esse fetiche, até que,  recentemente, sua companheira descobriu o termo e ele logo se identificou.

Ele conta que descobriu o Sexlog por meio do swing e que não se importa em convidar amigos para transar com sua mulher. “Fizemos amizade com um single porque o encontro foi muito bom e até hoje repetimos. Não me importo de manter o contato com ele, nem de chamar outros amigos para participar”.

Uni-Duni-Tê: ‘hotwives’ escolhem o ‘single’

Sexlog também ouviu as hotwives e quando perguntadas sobre a escolha do ‘single’:  67% disseram que são elas quem escolhem, porém com a ajuda dos corninhos. Já 18% disseram que fazem isso sozinhas e 14% revelaram que são os maridos que decidem.

A estudante Erika*, 34, gosta de compartilhar a escolha com o marido. Para ela, o fetiche começa nesse momento que exige muita intimidade e que um parceiro conheça o outro. “Quando escolhemos juntos, estamos levando em conta a preferência de cada um também, sabendo que será uma experiência que precisa ser prazerosa para os dois”, diz.

A maioria das entrevistadas, 75%, revela que prefere escolher outro parceiro pelo aplicativo, uma vez que é possível bater papo antes, enviar fotos e vídeos e criar uma intimidade antes do date. Com mais de meio milhão de pessoas que assumem o cuckold como parte de quem são, a Sexlog se tornou referência para quem quer viver o fetiche com segurança, respeito e, acima de tudo, prazer.

Uma coisa que é muito importante, para mim, é o sigilo. Eu posso navegar livremente, conhecer muitas pessoas, sem que ninguém saiba quem eu sou. Só vão me conhecer depois, quando o date estiver marcado. Assim, evitamos qualquer constrangimento desnecessário”, conclui.

A CMO do Sexlog, Mayumi Sato, conta que o site recebe inúmeros contos eróticos escritos por seus frequentadores que relatam experiências detalhadas. “Os relatos são diversos, mas muitos  acreditam que não proporcionariam tanto prazer às esposas, por isso aceitam dividi-las e se excitam com isso”.

Segundo ela, o fetiche do cuckold também é sobre o casal, não é sobre o prazer isolado. É sobre compartilhar a experiência que envolve outros fetiches também, como o voyeurismo, o ménage e o dirty talk”.

O preconceito ainda existe, mas está mudando

Quase 66% dos respondentes da pesquisa disseram sentir preconceito contra o fetiche, seja dentro ou fora das comunidades fetichistas. É um número alto, mas que também revela que há um espaço crescente onde essas conversas são normalizadas.

Se você chegou até aqui e a resposta é sim, Jeff tem uma última mensagem para quem está na dúvida sobre a parceira. “Digo para ela ir sem medo, fazer dessa experiência um momento único para o casal, curtir o máximo que conseguir, dar tudo de si, porque vai ser uma forma de apimentar a relação e trazer mais confiança e união.”

Para quem está em dúvida, o conselho de Fagner é gradual: fantasia durante o sexo, contos eróticos com o tema, vídeos. Só depois de ter plena certeza, partir para a prática. Fagner arremata com a síntese de quem já viveu: “Se jogue! Viva esse fetiche incrível.” “Depois que você levar chifre, não tem mais volta“, resume.

‘Melhor ser um corno consciente do que um macho hipócrita’

Influencer tenta oficializar título de maior corno do Brasil no Guiness Book e se oferece como garoto-propaganda do lanche para traídos

Enquanto espera uma resposta oficial do Guinness Book, Vagner Macedo aposta no bom humor como forma de transformar uma experiência dolorosa em conteúdo — e, quem sabe, em uma nova oportunidade profissional. Ás vésperas do Dia dos Namorados de 2025, ele apareceu em uma unidade do Burger King vestido com um chapéu de chifres e segurando um lanche.

Ele se apresentou como candidato ao posto de garoto-propaganda da campanha Corno Drive-Thru”, lançada pela rede em comemoração à data. A ação oferecia um lanche grátis a quem comprovar que já foi traído, contar a história de infidelidade em um dos drive-thrus da rede.  A campanha viralizou rapidamente nas redes sociais por seu tom bem-humorado e foi justamente essa repercussão que motivou Vagner a se apresentar como o “corno oficial” da campanha.

Eu não tô aqui só pra pedir um lanche, não. Tô pronto pro cargo. Cheguei com currículo, uniforme e atestado de corno assinado em cartório, se duvidar”, disse ele ao gerente da loja. Vagner foi o primeiro cliente da promoção a comparecer a uma unidade, reforçando seu “histórico” de traições. “Me traiu com o primo, com o vizinho e até com o motoboy do aplicativo. O lanche é o mínimo depois disso tudo.”

Essa não é a primeira vez que o Burger King aposta em campanhas irreverentes. Em 2023, a rede já havia contratado o ator pornô Kid Bengala como estrela de uma ação promocional. Agora, com o Corno Drive-Thru”, reforça sua estratégia de se conectar com o público usando memes, cultura digital e bom humor — ingredientes que Vagner parece dominar com naturalidade.

Fonte: Assessorias

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