Recentemente, o Brasil alcançou a marca de 7 mil pessoas com superdotação, colocando o país em oitavo lugar no ranking mundial da Mensa Internacional, principal organização de alto QI do mundo. Apesar disso, há uma baixa visibilidade do tema, que prejudica a identificação de crianças e adultos com altas habilidades pelos institutos de pesquisa.

As crianças com altas habilidades costumam demonstrar, desde cedo, um desempenho acima da média em áreas como o raciocínio lógico, criatividade e linguagem, mas, esses sinais podem passar despercebidos pelos pais. Mas muita gente acredita que os chamados superdotados ou superinteligentes não precisam de apoio porque já apresentam um desempenho acima da média.

Não é bem assim. Muitos desses alunos enfrentam dificuldades emocionais, sociais e acadêmicas quando não são adequadamente identificados e estimulados. Pode parecer para quem vê de fora que superdotação é algo que só traz vantagens, mas muitas dessas crianças têm dificuldades emocionais relacionadas a isso. Por exemplo, às vezes não querem se destacar, então deixam de tirar boas notas e acabam indo mal na escola, ou vão se desinteressando pelos estudos.

Acontece também daquele aluno aprender muito rápido e passar a bagunçar na aula porque já entendeu o conteúdo, ou muitas vezes nem quer ir mais para a escola porque está desestimulada. Assim como crianças que têm deficiências, aquelas com altas habilidades também precisam de um programa mais particularizado para elas, de desafios adequados e oportunidades de aprofundamento.

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Nova lei prevê suporte adequado às famílias

A nova Política Nacional para Estudantes com Altas Habilidades ou Superdotação (AH/SD), que entrou em vigor no último dia 18 de junho, representa um avanço importante para uma parcela de estudantes que frequentemente passa despercebida dentro do sistema educacional.

A nova lei ajuda a dar visibilidade a essas necessidades e cria uma estrutura para que escolas e famílias possam oferecer o suporte adequado”.

A falta de identificação pode trazer consequências significativas para o desenvolvimento dessas crianças e adolescentes já que, quando o potencial delas não é reconhecido, pode-se observar desmotivação, baixo rendimento em relação às capacidades do aluno, problemas de comportamento, ansiedade e até evasão escolar.

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