Cada vez mais brasileiros têm buscado nos consultórios e nas farmácias o apoio necessário para equilibrar as emoções. Dados recentes mostram que o consumo de medicamentos voltados à saúde mental saltou 25% nos últimos três anos. Mas, afinal, o que esse número nos diz sobre a nossa rotina e o nosso futuro?
Mais do que uma simples estatística de vendas, esse movimento reflete uma mudança cultural: estamos, finalmente, falando mais abertamente sobre dor psíquica e buscando ajuda profissional. No entanto, quando tratamos da nossa mente, também precisamos olhar para o ambiente ao redor.
O que os números revelam?
Levantamento da epharma mostra que a procura por psicotrópicos segue em trajetória ascendente. Entre os destaques, os antidepressivos dominam a cena, com um crescimento de 28% no período.
Para Wilson de Oliveira Junior, vice-presidente de Desenvolvimento de Negócios da epharma, não se trata de uma fase, mas de uma mudança estrutural: “A saúde mental passou a fazer parte da rotina de cuidado da população. É um sinal de amadurecimento, de que estamos evoluindo de campanhas pontuais para uma cultura permanente de prevenção e tratamento”.
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Quem lidera: Sertralina e Venlafaxina seguem como as moléculas mais buscadas pelos pacientes.
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Avanço regional: O Centro-Oeste e estados como Amazonas e Santa Catarina lideram a expansão no acesso a esses tratamentos.
Quando a prateleira esvazia: o drama da falta de remédios
Se o consumo sobe, a logística nem sempre acompanha. O desabastecimento recente de medicamentos essenciais — como o Rivotril, Haldol e Neuleptil — deixou milhares de famílias em estado de alerta. Muitos desses casos ocorreram devido a mudanças na fabricação ou dificuldades na importação de insumos.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) tem atuado para cobrar explicações das farmacêuticas e garantir que o paciente de uso contínuo não seja penalizado. O descumprimento das regras de notificação, como a RDC 18/2014, pode resultar em sanções severas às empresas.
Nosso papel nessa jornada
O acesso ao tratamento é um direito, mas o uso consciente é um dever coletivo. Ao buscar o equilíbrio da mente, não podemos esquecer que a saúde humana está ligada à saúde ambiental. O descarte responsável de medicamentos vencidos ou sobras de uso contínuo é o primeiro passo para evitarmos que substâncias químicas prejudiquem nossa biodiversidade.
Cuidar de você é também cuidar do todo. Queremos ouvir sua história. Você sentiu dificuldade em encontrar algum medicamento de uso contínuo nos últimos meses? Envie seu relato pra gente – contato@vidaeacao.com.br.


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