O Sistema Único de Saúde (SUS) consolidou um avanço significativo na oferta de procedimentos cirúrgicos entre 2022 e 2025. Impulsionado pelo programa Agora Tem Especialistas, o número de cirurgias eletivas realizadas na rede pública saltou de 10,3 milhões para 14,7 milhões, um crescimento expressivo de 42,9%. A iniciativa, que organiza a rede de atenção e foca na redução de filas, prioriza seis especialidades: cardiologia, oncologia, ginecologia, oftalmologia, ortopedia e otorrinolaringologia.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, enfatiza que o objetivo central da estratégia é romper barreiras geográficas: “Estamos trabalhando para que o acesso à saúde não dependa do CEP nem da distância. Cada procedimento realizado representa menos tempo de espera, mais qualidade de vida e mais oportunidade de cuidado para a população”.

Destaques regionais e expansão da assistência

Os resultados do programa demonstram uma distribuição de investimentos que beneficia todas as regiões brasileiras. A Região Norte, historicamente desafiada por grandes distâncias e dispersão populacional, registrou um crescimento acima da média nacional, elevando o número de cirurgias eletivas de 824 mil para 1,26 milhão (alta de 53,5%).

Outros estados também apresentaram números expressivos no período:

  • Paraíba: Destacou-se com um crescimento de 84,2% nas cirurgias eletivas.

  • Paraná: Ampliou a oferta em 65,5%, passando de 547,9 mil para 907 mil procedimentos.

  • Minas Gerais: Registrou alta de 63,4%, ultrapassando a marca de 1,2 milhão de cirurgias em 2025.

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Mais reconstruções mamárias do que mastectomias

Na área oncológica, o país alcançou a marca de 367,1 mil cirurgias em 2025, um aumento de 36,6% em relação a 2022. Um marco histórico foi registrado no cuidado às mulheres: pela primeira vez, o SUS realizou mais reconstruções mamárias (19,4 mil) do que mastectomias (18,3 mil) no mesmo ano.

O Governo Federal reforçou esse pilar com um pacote de investimentos de R$ 2,2 bilhões destinados ao diagnóstico e tratamento do câncer, incluindo a aquisição de novos aceleradores lineares para radioterapia e o financiamento permanente da cirurgia robótica oncológica.

Foco em especialidades de alta demanda

Além da oncologia, o programa impulsionou outras áreas críticas para a autonomia dos pacientes:

  • Oftalmologia: O número de procedimentos subiu de 3 milhões para 4,9 milhões (crescimento de 62,3%), com impacto direto na prevenção da perda da visão, especialmente entre idosos.

  • Ortopedia: A especialidade registrou alta de 67,5%, passando de 494,8 mil para 829 mil cirurgias, permitindo que pacientes recuperem a mobilidade e retornem às suas atividades cotidianas.

Para garantir a sustentabilidade desses resultados, o Agora Tem Especialistas articula o financiamento e o planejamento com estados e municípios, utilizando ferramentas como mutirões, unidades móveis de saúde, fortalecimento da Telessaúde e organização criteriosa das filas de espera.

Com informações do Ministério da Saúde

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