O rápido avanço do sarampo na Região das Américas acendeu o sinal de alerta máximo para as autoridades sanitárias. Em alerta epidemiológico divulgado em 7 de agosto, a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) revelou que o continente registra, em 2026, o maior volume de casos confirmados da doença dos últimos 22 anos. Diante da classificação de risco muito alto para a saúde pública por conta de surtos ativos, a entidade recomenda o fortalecimento urgente da imunização, da vigilância e da resposta rápida nas redes de atendimento.

O agravamento do cenário regional se intensificou progressivamente: em 2025, as Américas contabilizaram 14.891 infecções confirmadas e 29 mortes — número 32 vezes superior ao de 2024. Em 2026, os indicadores voltaram a subir e, até 13 de junho, já somavam 22.324 diagnósticos confirmados e 38 óbitos distribuídos em 17 países e territórios, sendo que México, Guatemala, Estados Unidos e Canadá concentram 97% dos registros.

Panorama epidemiológico no Brasil

No cenário nacional, o Ministério da Saúde (MS) monitora 24 casos de sarampo registrados em 2026, todos com origem relacionada à importação do vírus por conta do trânsito internacional. Três desses casos já foram encerrados pelas autoridades locais sem risco de disseminação adicional.

Outros 21 pacientes continuam sob acompanhamento no estado de São Paulo: 18 deles na capital paulista, dois no município de São Bernardo do Campo e um em Guarulhos. O Brasil mantém desde novembro de 2024 o status de recertificação da eliminação da circulação endêmica do sarampo, concedido pela OPAS, e atua para impedir a transmissão sustentada do vírus no território nacional.

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Estratégia emergencial e abastecimento de imunizantes

Como medida de bloqueio vacinal, a gestão federal ampliou a vacinação contra o sarampo na capital paulista, em Guarulhos e em São Bernardo do Campo. Nessas localidades, a recomendação é a aplicação de forma indiscriminada na população de 6 meses a 59 anos de idade, observando as especificidades por grupo etário. Para dar suporte ao aumento da procura, 3,2 milhões de doses da vacina tríplice viral foram direcionadas para o abastecimento no estado de São Paulo.

A recomendação técnica prevê que bebês de 6 a 11 meses recebam a chamada dose zero, uma aplicação adicional que não anula nem substitui as etapas de rotina do Calendário Nacional de Vacinação, previstas para os 12 e 15 meses de vida. Para as demais idades, os profissionais de saúde avaliam o histórico na caderneta antes da aplicação.

A vacina tríplice viral — que garante proteção simultânea contra sarampo, caxumba e rubéola — está disponível gratuitamente em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS) pertencentes ao Sistema Único de Saúde (SUS).

Multivacinação nacional e novidades no calendário

A mobilização contra o sarampo ocorre de forma integrada à Campanha Nacional de Multivacinação, que prossegue até o dia 1º de setembro em todo o país. Voltada para crianças e adolescentes menores de 15 anos de idade, a ação busca checar cadernetas e atualizar imunizantes em atraso.

Além da tríplice viral, a campanha oferece doses contra febre amarela, poliomielite, meningites, pneumonias, coqueluche, influenza, covid-19, HPV e dengue. A mobilização de 2026 traz também a estreia da vacina pneumocócica 20-valente (Pneumo 20), recentemente incorporada às diretrizes do SUS.

O Ministério da Saúde reforça a convocação para que pais e responsáveis acompanhem os jovens aos postos, com destaque para o Dia D de Mobilização Nacional, agendado para o dia 22 de agosto, com atendimento ampliado nas unidades públicas de todo o Brasil.

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Fontes e dados oficiais consultados: Ministério da Saúde (MS), Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS) e Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP).

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