O estado de São Paulo registrou nesta terça-feira (1) mais dois casos de sarampo, chegando a 28 registrados neste ano. Um bebê e uma mulher de 40 anos foram infectados pelo vírus. A informação foi confirmada pela Secretaria de Saúde no último balanço epidemiológico.
Segundo dados do governo do estado, 25 infecções ocorreram na capital paulista, duas em São Bernardo do Campo e uma em Guarulhos, cidades da região metropolitana da capital paulista.
Até a última sexta-feira, o Ministério da Saúde confirmava 27 casos de sarampo em 2026 em todo o Brasil. Desse total, 24 estavam relacionados a uma cadeia de transmissão ativa iniciada em junho no estado de São Paulo, sendo 21 casos na capital, dois em São Bernardo do Campo e um em Guarulhos. Os outros três casos, dois em São Paulo e um no Rio de Janeiro, sem relação entre si, foram registrados anteriormente e já são considerados encerrados após 12 semanas sem novas ocorrências associadas.
Diante de novos casos no Brasil, as ações de vigilância epidemiológica e imunização contra o sarampo ganharam reforço prioritário. Em 2026, o governo federal já distribuiu mais de 13 milhões de doses da vacina tríplice viral (que protege contra sarampo, caxumba e rubéola), resultando em mais de 5,4 milhões de aplicações em âmbito nacional — sendo mais de 6,8 milhões de doses destinadas ao estado de São Paulo, onde mais de 3,1 milhões foram administradas.
Para conter o avanço do vírus, o Ministério da Saúde atua conjuntamente com os órgãos de saúde estaduais e municipais na busca ativa de casos, rastreamento de contatos, investigação epidemiológica e bloqueio vacinal. Em São Paulo, nas cidades atingidas pela transmissão ativa (São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo), foi recomendada a aplicação da “dose zero” para bebês de 6 a 11 meses. A medida atua como proteção extra em cenários de risco epidemiológico e não substitui o esquema vacinal de rotina praticado aos 12 e 15 meses de vida.
As medidas conjuntas têm garantido a manutenção do status do Brasil como país livre da circulação endêmica do sarampo, repetindo o sucesso do controle epidemiológico de 2025, quando 38 casos importados ou associados à importação foram devidamente contidos.
O país também registra avanços consolidados nos índices de vacinação contra a doença: após seis anos consecutivos de quedas nas taxas, a cobertura da tríplice viral retomou o crescimento a partir de 2023. O índice, que estava abaixo de 80% em 2021, ultrapassou a marca de 93% em 2025, representando uma média de 1 milhão a mais de crianças imunizadas anualmente nos primeiros anos de vida.
São Paulo reforça vacinação contra o sarampo
Durante o mês de agosto, o estado aplicou mais de 2,5 milhões de doses da vacina contra o sarampo. Do total, 2,4 milhões de aplicações se concentraram em três municípios: capital (2 milhões), Guarulhos (230,1 mil) e São Bernardo do Campo (169,5 mil). A vacinação em massa é resultado da Campanha de Multivacinação que chegou ao fim na terça-feira, dia 1º de setembro.
Também terminaram as ações de estratégia ampliada de imunização contra o sarampo nos três municípios. A campanha, que teve início no dia 3 de agosto, buscou reforçar a vacinação após o súbito aumento de casos de sarampo na região metropolitana de São Paulo. A cidade concentra 90% dos casos de sarampo. Além disso, a secretaria de saúde informa que 20 dos pacientes confirmados não tinham registro de vacinação contra a doença.
Mesmo com o fim da campanha, os imunizantes continuam à disposição da população nas unidades básicas de saúde (UBSs). Por conta da situação epidemiológica local, a imunização sem restrições para quem tem entre 6 meses e 59 anos segue mantida nos distritos de Vila Medeiros, Vila Guilherme e Vila Maria, na zona norte de São Paulo.
Além disso, a chamada “dose zero” contra o sarampo permanece disponível em todas as UBSs para bebês de 6 a 11 meses. A primeira dose não dispensa as doses regulares do Calendário Nacional de Vacinação, aplicadas aos 12 e 15 meses de idade. É preciso guardar um intervalo mínimo de 30 dias entre a “dose zero” e a vacina tríplice viral ou qualquer outro imunizante de vírus vivo atenuado.
O atendimento nas UBSs ocorre de segunda a sexta-feira, das 7h às 19h. Nas assistências médicas ambulatoriais (AMAs)/UBSs Integradas, a vacinação também é feita aos sábados e feriados, no mesmo horário. Para checar o estoque de vacinas em tempo real, pacientes podem acessar a plataforma De Olho na Fila.
Como funciona o esquema vacinal da Tríplice Viral
A vacina tríplice viral é o principal recurso para prevenir o sarampo e interromper as cadeias de transmissão. O esquema de imunização do SUS é organizado por faixas etárias:
-
Crianças: Duas doses de rotina, sendo a primeira aplicada aos 12 meses (tríplice viral) e a segunda aos 15 meses de idade (tetraviral ou tríplice viral + varicela).
-
Crianças de 6 a 11 meses em áreas de surto (Dose Zero): Proteção complementar emergencial que não substitui as doses regulares de 12 e 15 meses.
-
Pessoas de até 29 anos: Duas doses recomendadas para quem não foi vacinado ou não apresenta comprovação na caderneta, respeitando o intervalo mínimo de 30 dias entre as aplicações.
-
Adultos de 30 a 59 anos: Recomendação de dose única para quem não possui registro vacinal anterior.
Com informações do Ministério da Saúde e Agência Brasil




