

Até o momento, não há registro de pessoas com sintomas entre os contatos identificados no local de hospedagem do paciente”, disse a secretaria, em nota. Em 2025, foi registrado o primeiro caso em SP da mpox do grupo lp, em uma mulher de 29 anos, que evoluiu para a cura.
A confirmação do segundo caso da nova cepa do vírus Mpox no Brasil, reforça o alerta das autoridades de saúde para a vigilância epidemiológica e a importância do diagnóstico precoce. De acordo com Celso Granato, médico infectologista e patologista clínico da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica e Medicina Laboratorial (SBPC/ML), a nova cepa identificada, classificada como clado 1b, é geneticamente distinta das variantes que circulam com maior intensidade no país nos últimos anos.
Embora não indique surto ou transmissão sustentada, o episódio reforça a necessidade de monitoramento contínuo, especialmente em grandes centros urbanos e pontos de entrada internacional”, reforça o especialista.
Saiba mais sobre a Mpox
A Mpox é uma doença viral aguda, do mesmo gênero da varíola humana, mas geralmente causa menos letalidade. Causada pelo Orthopoxvirus e permanece sob vigilância global desde que a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou emergência de saúde pública internacional. Trata-se de uma doença zoonótica viral, em que sua transmissão para humanos pode ocorrer por meio do contato com pessoa infectada pelo mpox vírus, materiais contaminados com o vírus ou animais silvestres infectados.
A transmissão ocorre principalmente por contato direto com lesões cutâneas ou mucosas, fluidos corporais e objetos contaminados, como toalhas e roupas de cama. Em alguns casos, pode ocorrer durante relações sexuais ou contato íntimo, sobretudo quando há lesões na região genital ou oral.
Granato explica que a Mpox pode ser transmitida em contextos de intimidade, mas não deve ser classificada como uma infecção sexualmente transmissível exclusiva. “A principal forma de contágio é pelo contato direto pele a pele com as lesões”, ressalta, acrescentando que o período de incubação da Mpox varia entre 5 e 21 dias.
Os sinais e sintomas, em geral, incluem erupção cutânea ou lesões de pele, e aumento de gânglios. linfonodos inchados (ínguas), febre, dor de cabeça, dores no corpo, calafrio, e fraqueza, seguidos pelo surgimento de lesões cutâneas características, que evoluem de forma uniforme e ajudam a diferenciar a doença de outras infecções, como a catapora. Pessoas com sintomas compatíveis devem procurar uma unidade de saúde para avaliação. Recomenda-se evitar o contato próximo com outras pessoas.
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Papel da medicina laboratorial e necessidade de informação clara à população
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Segundo o especialista, medicina laboratorial desempenha papel central no enfrentamento da Mpox. O diagnóstico é feito principalmente por meio do PCR em tempo real, técnica molecular capaz de identificar o DNA viral com alta precisão.
Esse é o método mais confiável e seguro, utilizado em laboratórios de referência como Instituto Adolfo Lutz, Fiocruz e Evandro Chagas, além da rede privada”, afirma Granato. O sequenciamento genômico também permite identificar variantes específicas e apoiar as estratégias de vigilância.
Apesar da existência de vacina eficaz contra a Mpox, a disponibilidade ainda é limitada no Brasil, sendo priorizada para contatos próximos de casos confirmados e grupos de maior risco. Para a SBPC/ML, o registro do novo caso reforça que informação qualificada, vigilância ativa e diagnóstico precoce continuam sendo as principais ferramentas para conter a disseminação da doença, proteger a população e evitar alarmismos desnecessários.
Com informações da Agência Brasil e SBPC/ML (atualizada em 23/01/26)




