A troca de acusações públicas entre a atriz Luana Piovani e o ex-marido, o surfista Pedro Scooby, colocou a pediculose – nome científico da infestação parasitária por piolhos – no centro das atenções. O desentendimento começou quando Luana expôs nas redes sociais que os filhos do ex-casal — especificamente a filha Liz — retornaram de uma temporada no Brasil com piolhos e ferimentos na pele.
A polêmica gerou forte engajamento na internet, mas também expôs um problema comum na infância, cercado de estigmas e dúvidas práticas sobre a saúde dos fios e do couro cabeludo. Para orientar sobre como identificar, tratar e prevenir o problema sem riscos à saúde infantil, VIDA E AÇÃO reúne especialistas que esclarecem os principais mitos e verdades sobre o tema.
Os riscos que vão além da coceira
A pediculose é uma infestação provocada por um parasita sugador de sangue que atinge principalmente o público escolar. Segundo Roberta Lengruber, pediatra e coordenadora da UTI Pediátrica do Hospital Brasiliense (Hapvida), um dos maiores perigos associados é o dano ao couro cabeludo gerado pelo ato contínuo de coçar.
A pele deixa de ser íntegra porque já está inflamada, já está mais fina. A partir dessa condição, começam a surgir arranhados ou feridas na cabeça, e isso sim causa infecções até graves”, disse Roberta Lengruber.
A intensidade da coceira pode levar a complicações adicionais, inclusive infecções secundárias por bactérias. Flavia Prevedello, dermatologista pediátrica do Hospital Pequeno Príncipe, alerta para a identificação dos sinais.
Uma pista para identificar piolhos é a criança estar com muita coceira no couro cabeludo. Às vezes, a irritação também está presente. A coceira pode ser tão intensa que, pela escoriação, é capaz de levar a uma infecção bacteriana secundária“, disse a Dra. Flavia Prevedello
Mitos e verdades sobre a pediculose
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Alerta: resistência aos medicamentos
A eficácia dos tratamentos tradicionais tem diminuído com o tempo devido ao surgimento de parasitas mais resistentes. Antonio Carlos Turner, pediatra, diretor da rede de clínicas Total Kidsa, aponta os desafios atuais na rotina dos consultórios.
Vale ressaltar que não existe nenhum medicamento 100% eficaz contra piolhos, e estudos mostram que a resistência aos medicamentos está aumentando. O mais importante no tratamento da infestação por piolhos é a retirada dos piolhos e das lêndeas, que pode ser feita com o uso de um pente fino e condicionador de cabelo. Com o retorno às aulas, observamos um aumento nos casos de pediculose nos consultórios pediátricos. Esses parasitas estão presentes em todas as creches e escolas, e não há um tratamento preventivo eficaz para o problema”, destacou o Dr. Antonio Carlos Turner
Recomendações práticas para o dia a dia
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Inspeção periódica: Examine com frequência a região atrás das orelhas e a nuca das crianças, locais onde as lêndeas costumam se fixar primeiro.
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Uso correto do vinagre: Uma mistura de partes iguais de água e vinagre branco ajuda a desprender os ovos. Caso o couro cabeludo já esteja lesionado ou com feridas abertas pela coceira, evite a mistura para não causar ardência e utilize apenas o pente fino de metal com o auxílio de creme condicionador.
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Ação coletiva e escola: Avalie todos os familiares para evitar a reinfecção e comunique a instituição de ensino. A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) recomenda que as crianças afetadas não sejam isoladas do ambiente escolar, preservando sua autoimagem e evitando preconceitos.
Com Assessorias
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