Você já parou para pensar onde você gostaria de viver se, por alguma limitação imposta por doença ou pela próprio avanço da idade, não tivesse mais a mesma autonomia dentro de sua própria casa? Ou se, mesmo sendo mais independente, simplesmente não queira ou não possa morar e viver sozinho por questões financeiras? Hoje no Brasil, muitas famílias não sabem como lidar com pessoas mais velhas que, muitas vezes, requerem cuidados especiais de home care, cuidadores ou apenas uma atenção mais especial.

Se a palavra ‘asilo’ há muito caiu em desuso e agora se denomina ILPI (instituição de longe permanência para idosos), surgem no mercado novas opções de moradias, inclusive o cohousing – modelo de residência compartilhada que poderia lembrar uma velha república estudantil. Diariamente, filhos e outros parentes optam por residenciais sêniores para acolher seus idosos por absoluta dificuldade de oferecer a eles conforto e segurança.

Encontrar um lugar seguro, agradável e acolhedor para viver na maturidade não é tarefa fácil. Nos últimos anos, o setor imobiliário busca se adequar à nova realidade do Brasil com o aumento da expectativa de vida do brasileiro e da prevalência da longevidade em nossa sociedade. Projetos de empreendimentos imobiliários buscam atender integralmente as necessidades de pessoas 60+, mas muitos esbarram no alto custo, que se torna insustável para muitas pessoas idosas com suas minguadas aposentadorias ou suas famílias e redes de apoio.

Não à toa uma das novidades da quinta edição da Longevidade Expo+Fórum, tradicional encontro sobre vida longeva do país realizado no último fim de semana em São Paulo, foi o Congresso de Casas de Longa Permanência, as chamadas ILPIs. O congresso abordou os diferentes modelos de moradia pensados para pessoas longevas, desde estruturas que permitem e estimulam a autonomia até os lares dedicados a cuidados especiais para pessoas com necessidades severas.

Dos 42 mil ILPIs do Brasil, 15 mil estão irregulares

A Caio Calfat Real Estate e a Brain Inteligência Estratégica aproveitaram o evento para lançar um amplo estudo mercadológico sobre residenciais seniores no Brasil. E os resultados foram surpreendentes. O levantamento identificou 42 mil instituições de longa permanência (ILPIs) no Brasil, sendo 15 mil em situação regular. A região com maior predominância dessas instituições é o Sudeste (47%), seguida pela região Sul (23%).

A pesquisa entrevistou 453 pessoas em ILPIs nas cidades de São Paulo, Porto Alegre, Fortaleza e Salvador. Só a cidade de São Paulo tem aproximadamente 1.240 leitos voltados para esse grupo e uma taxa de ocupação de 73%. As principais preocupações dos entrevistados ao longo do envelhecimento são o declínio da saúde e a necessidade de dependência de terceiros. O estudo revelou que 41% dos entrevistados em casas de repouso estão no nível 3 de dependência, ou seja, precisam de ajuda para praticamente todas as atividades.

“Com isso vemos que no Brasil as pessoas procuram esses residenciais quando a situação já está agravada, o que pode mudar com a chegada e ampliação desse conceito por aqui. Por isso, é importante se atentar aos estágios da longevidade na hora de procurar esse tipo de empreendimento, já que existem diferentes ofertas no mercado”, enfatiza Marcos Kahtalian, sócio fundador da Brain Inteligência Estratégica.

O estudo sobre o senior living no Brasil mostrou ainda que uma das principais dificuldades na hora da escolha da instituição é o valor da mensalidade e a infraestrutura adequada. As mensalidades nesses equipamentos podem variar de R$ 6 mil a R$ 12 mil, de acordo com o tipo de acomodação e comodidades escolhidas. Os entrevistados se mostraram mais adeptos a residenciais que possuem equipe médica multidisciplinar e área verde.

Casa São Luiz, no Rio, faz campanha para manter idosos

O alto custo de manutenção de moradia em um ambiente saudável e seguro, aliás, é um dos principais desafios da longevidade nos tempos atuais. No Rio de Janeiro, a Casa São Luiz, primeira Instituição de Longa Permanência de Idosos (ILPI) do Brasil, está promovendo uma campanha permanente para ajudar a custear as despesas de pessoas acima dos 60 anos que são mantidas de forma gratuita no local.

Em setembro, mês em que celebra 133 anos de excelência no cuidado e na defesa dos direitos da pessoa idosa, a instituição resolveu reforçar a campanha de apadrinhamento dos residentes acolhidos financeiramente. Localizada no bairro do Caju, a casa precisa de doações para seguir o trabalho com seu projeto de gratuidade que, atualmente, atinge oito dos atuais 66 residentes.

A ação da instituição sem fins lucrativos busca incentivar doações que auxiliem na garantia da longevidade destes residentes. O padrinho ou madrinha pode escolher ajudar de forma coletiva ou individual, neste caso optando por um idoso em especial. Para participar desta causa e ajudar a manter este trabalho basta fazer um PIX ou depósito em conta bancária.

“A tecnologia se tornou um aliado fundamental das organizações sem fins lucrativos para a arrecadação de fundos e recursos on-line. Graças a essa tecnologia é possível doar em minutos por desktop e até pelo celular. Nunca foi tão fácil apoiar, acolher e cuidar dos nossos queridos idosos. E o principal? Todas as transações são sempre feitas de forma segura e confiável. Doe, para que o nosso trabalho voe”, diz Philippe Macridis, assessor de Captação de Recursos e Parcerias Estratégicas.

As doações podem ser feitas via Pix. Chave PIX da Captação (021) 99483-3059 ou conta bancária: Casa São Luiz IVFA CNPJ: 33.638.883/0001-19 AG 8186 CC 99898-8.

Senior living: construções se inspiram em condomínio sênior da Flórida

A pesquisa, feita a partir da expertise da Brain no mercado imobiliário, identificou também aspectos comportamentais e mercadológicos sobre o segmento de senior living no Brasil.  Um dos primeiros pontos destacados é o fato de 93% dos participantes não saberem o que é senior living.

“Esse é um conceito que já é amplamente usado nos Estados Unidos e na Europa, mas no Brasil ainda é uma novidade. É importante destacar que há vários formatos de senior living, que atende desde pessoas com completa autonomia até os que precisam de suporte e ajuda para quase todas as tarefas”, explica Caio Calfat.

Apesar deste ser um mercado embrionário, a taxa de ocupação identificada nas ILPIs são altíssimas, o que mostra que o setor tem demanda e capilaridade no cenário nacional, como reforça Marcos Kahtalian, sócio fundador da Brain Inteligência Estratégica.

O CEO da Bioeng, Norton Mello, trouxe exemplos do que está sendo feito no Brasil e no exterior sobre o assunto. Uma das novidades são as construções focadas no aging in place com experiências imersivas, como um condomínio sênior localizado na Flórida, Estados Unidos.

“Esse residencial foi inspirado nas tradicionais vilas da Toscana, na Itália, então foi trabalhado muito as cores, texturas e iluminação natural. Além disso, há estímulos visuais, olfativos, sonoros e táteis que acontecem ao longo do dia, como o aroma de pão quente que estimula o apetite dos hóspedes”.

Condomínios sêniores contam com centros médicos

No Brasil, os espaços do tipo estão começando a ganhar visibilidade. Já existem projetos em Belo Horizonte e Santa Catarina no formato aging in place que contam com medical center no edifício, monitoramento de atividades e casas conectadas. Além disso, governos como o do Paraná também já vem desenvolvendo projetos semelhantes, que visam dar mais autonomia em residenciais específicos para os prateados.

“Ainda é um mercado voltado às pessoas com maior poder aquisitivo, mas já existem ações pensadas para a população mais vulnerável, que é a maior parcela da nossa sociedade e também precisa estar inserida nisso. A intenção é que esse debate ganhe cada vez mais espaço e amplie esses projetos para diversos públicos no país. Essa é a nossa missão”, diz Mello.

Sob curadoria da Trevoo, uma plataforma que reúne informações, ranqueia e conecta residenciais à familiares, o encontro teve como objetivo apresentar os novos formatos que essas instituições vêm oferecendo a esse público, bem diferente da antiga visão que a sociedade costumava ter sobre o assunto.

A própria CEO da Trevoo, Eliz Taddei, tem uma ligação pessoal com o tema. Há quase três décadas, ela se viu perdida em busca de um lugar que oferecesse cuidados especiais para a mãe, por isso teve a ideia de criar a plataforma como facilitadora desse processo.

“Me coloco muito no lugar das filhas, sendo que grande parte das pessoas que nos procuram são mulheres. Nós gostamos de ver nossos pais como nossos heróis, então, é adequado que procuremos locais que tratem suas necessidades e continuem nos proporcionando essa sensação. É muito doloroso ver nossos familiares com debilidades, e é  mais difícil ainda quando passamos a ser responsáveis integralmente pelos cuidados deles”, enfatiza.

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Preocupação com as mudanças climáticas

A Longevidade Expo+Fórum teve início nesta sexta-feira (28/9) e terminou neste domingo (1/10), Dia Internacional do Idoso, atraindo mais de 10 mil pessoas em São Paulo. Com o objetivo de explorar todas as nuances, potencialidades e desafios da população 50+, o evento reuniu acadêmicos, médicos, pesquisadores, políticos, cuidadores, ativistas e entusiastas da causa em torno do debate sobre formas de longevidades ativas e saudáveis.

O presidente da Longevidade Expo+Fórum+Silver Week+Silver Economy, Walter Feldman abriu seu discurso falando das constantes mudanças de temperatura que afetam o Brasil, chamando a atenção dos presentes para o tema sustentabilidade.

“Vocês devem estar se perguntando o que isso tem a ver com o evento, mas tem tudo a ver. Se não mudarmos hábitos e práticas, não haverá longevidade, tanto que esse é o tema deste ano do Conselho Municipal de Envelhecimento Ativo, realizado ao longo desse encontro Acredito que os longevos,  com sua experiência e sabedoria, têm muito a somar no tema”

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, destacou que os idosos são os que mais sofrem com problemas respiratórios em decorrência da poluição. E mencionou ações em curso que colaboram para a pauta, como projetos de sustentabilidade, esportes, ampliação de áreas verdes e parques e programas de saúde.

“Como medida, temos investido em projetos de sustentabilidade, como citado por Walter Feldman. Até o final do ano teremos 600 ônibus elétricos em circulação. Há também a expectativa de entregar mais parques e áreas verdes para que a população possa desfrutar. Temos um compromisso firmado em tratar a longevidade como uma das prioridades da cidade”.

São Paulo, a ‘capital da longevidade’

De acordo com o prefeito de São Paulo, a maior cidade do Brasil representa hoje “a capital da longevidade no país”, dados seus projetos sociais, mobilidade urbana e rede de atendimento e suporte ofertada à população madura. Segundo Nunes, as ações devem aumentar, uma vez que as estimativas de longevidade na cidade seguem em crescimento.

“Os números indicam que hoje 17% da nossa população é 60+. Em 2050, eles representarão um terço de todos os cidadãos paulistanos, então, temos que acompanhar esse ritmo e trabalhar em prol desse grupo”, disse Ricardo Nunes.

Durante a abertura, o prefeito destacou que a administração municipal desenvolve políticas públicas que atendem desde a fase de gestação da mãe até o auge da vida madura. Segundo ele, a Prefeitura possui hoje diversas ações em diferentes secretarias que colaboram diretamente para a vida sênior, com destaque para o PAI – Programa de Acompanhamento do Idoso que atende 120 longevos em sua residência.

A secretária municipal de Direitos  Humanos e Cidadania, Soninha Francine, também reforçou a importância do diálogo e cuidado com as novas gerações para a garantia de uma longevidade de qualidade, e reforçou a promoção de ações e programas sociais voltados a esse grupo. “Cidadania é também o direito de autonomia, de ter suas próprias escolhas. Temos o dever de promover cidadania em todas as pastas que os longevos tenham sua autonomia e poder de escolha”.

O secretário de Estado do Desenvolvimento Social do Governo de São Paulo, Gilberto Nascimento Júnior, ressaltou o avanço nas políticas e equipamentos públicos como os 71 centros Dia do Idoso e os 28 condomínios incluídos no Programa Vida Longa. E destacou a importância de ver representantes de todas as esferas públicas (Governo, Estado e Município) presentes no evento. “Isso significa que a Longevidade está sendo cuidada e observada para o futuro”.

Mercado de trabalho: diversidade geracional

Um ambiente de trabalho formado por diferentes gerações é positivo para o crescimento profissional dos colaboradores e da empresa. A multigeracionalidade traz experiências e vivências que agregam na hora da tomada de decisões e no desenvolvimento de projetos, porém, nem sempre as pessoas 50+ encontram oportunidades no mercado.

Um painel especial do Fórum São Paulo da Longevidade realizado pela Robert Half Brasil e pela Labora trouxe dados relevantes sobre o cenário da multigeracionalidade no mundo corporativo do Brasil. Segundo o estudo, com 852 empresas de pequeno, médio e grande porte no país, o número de contratados 50+ nos últimos dois anos representa menos de 5% do total de contratações.

A pesquisa revela ainda que a maior parte das empresas não prioriza a questão geracional em seus programas de diversidade. Enquanto mais de 28% dos respondentes indicam possuir programas afirmativos para outras diversidades, apenas 13% relatam ter implementado programas com vagas afirmativas para talentos com mais de 50 anos.

Segundo o fundador e CEO da Labora, Sergio Serapião, a pesquisa não traz dados desanimadores, mas sim um momento de consciência. “As empresas ao menos já aceitaram responder esse questionário, cenário diferente de alguns anos atrás. Vivemos um momento de transformação, do qual debater esse tipo de assunto elevará a consciência do mundo corporativo e abrirá novos horizontes para o mercado de trabalho”.

Para o presidente da Robert Half Brasil, Fernando Mantovani, a normalização da multigeracionalidade precisa ser ampliada em empresas e na sociedade. Ele cita o filme ‘O estagiário’, protagonizado por Robert De Niro, um homem longevo que disputa uma vaga de trabalho em um ambiente dominado pelas novas gerações.

“O nosso desafio é mostrar para as empresas que o roteiro desse filme é a vida real. Precisamos normalizar que uma pessoa com a idade para ser nosso neto pode sim ser nosso chefe, e vice e versa. Antes a idade estava ligada diretamente à hierarquia nas instituições, mas o mundo mudou e é preciso acompanhar isso. Quanto mais falarmos e debatermos  o assunto, mais normal ele fica”, destaca.

Um levantamento do Global Longevity Economy da AARP (American Association of Retired Persons), realizado em 2020, indica que a população com mais de 50 anos contribuiu com 45 trilhões de dólares para o PIB global, 34% do total. No final desta década (2030), a contribuição da população com mais de 50 anos para o PIB global aumentará para 65 trilhões de dólares (36%). Em 2050, deverá mais do que dobrar para 118 trilhões de dólares, e chega a 39%.

Educação continuada traz propósito de vida para o público 60+

A educação continuada para o público 60+ é uma pauta atual que gera um movimento positivo para longevos dentro das universidades na cidade de São Paulo. O assunto foi tema de um painel que reuniu o embaixador Aging 2.0 e CEO da Ativen, Sérgio Duque Estrada, o coordenador da USP 60+, Egídio Dórea, o coordenador de Extensão da Universidade Mackenzie, Lindberg Morais e o CEO do Grupo Educacional Impacta, Celio Antunes de Souza.

Responsável pela moderação da conversa, Estrada levantou alguns questionamentos sobre a falta de percepção de algumas universidades para o ‘oceano azul’ que é o público 60+.

“A economia prateada tem a dificuldade de decolar pela falta de entendimento por parte do mercado que não consegue atender adequadamente os anseios e as necessidades reais da população 60+. Esse público não é homogêneo, há diferentes nuances que precisam ser compreendidas”, destacou o CEO da Ativen.

Dórea falou sobre o programa USP 60+ que oferece mais de sete mil vagas por ano. Ele explicou que o programa é baseado em três pilares: os interessados não precisam de nenhuma formação prévia para ingressar em um dos cursos; todas as vagas são gratuitas; e o incentivo a intergeracionalidade, um aspecto que beneficia os dois lados, os estudantes jovens e os longevos. “Aprender continuamente é essencial para manter-se ativo e produtivo”, disse ele.

Já Souza aproveitou o painel para apresentar uma novidade do Grupo Educacional Impacta. Em 2024 será lançada a Incubadora 50+ pensada para valorizar as competências e as soft skills aprendidas durante a vida pelas pessoas que possuem mais de 50 anos.

“Com um equilíbrio desenvolvido em soft skills, algo muitas vezes escasso nos jovens em início de carreira, esse público pode cultivar um ambiente de trabalho positivo e alcançar resultados notáveis”, disse o CEO da instituição. Ele explicou que na Incubadora 50+ os longevos podem atuar como mentores e conselheiros ou até mesmo ser investidores de startups.

O coordenador de Extensão da Universidade Mackenzie abordou a parceria da universidade com a iniciativa Bairro com vida 60+ que incentiva a troca de conhecimento entre profissionais seniores e jovens em conversas informais pelas praças do bairro Higienópolis, onde o Mackenzie está localizado.

Idadismo é enfrentado com Educação

Na Longevidade Expo+Fórum 2023 o idadismo foi uma temática abordada pela cantora, compositora e deputada estadual, Leci Brandão, e a professora e jurista, Bibiana Graeff.

“A discriminação etária é apenas a parte visivel do iceberg que é o idadismo. Em 2021, a Organização Mundial da Saúde (OMS) reconheceu que o preconceito e os estereótipos também fazem parte do que é o idadismo”, disse Bibiana.

Ela explicou que para enfrentar esse problema é preciso tomar consciência de toda a sua complexidade. “A solução para o idadismo está na letra da música da Leci: ‘Na sala de aula é que se forma um cidadão, na sala de aula é que se muda uma nação. Somente a Educação pode enfrentar o idadismo de frente”, ressaltou a professora.

Leci falou sobre como a sua força para atuar na política é decorrente da sua veia de artista. “Minha força vem da minha arte. Sempre busquei respeitar e reconhecer a qualidade das pessoas e, nunca me recusei a entrar em nenhum palco independente do local”. Ela reiterou a relevância da sabedoria que vem com a idade. “Tem um ditado africano que diz: quando um ancião morre, também morre uma biblioteca”, comentou a cantora.

Sobre o seu papel como deputada estadual, Leci falou sobre a importância da atenção com o público longevo que cresce a cada ano. “É preciso pensar cada vez mais em políticas públicas de qualidade que devem incluir áreas de saúde, lazer, entretenimento, cultura e trabalho”, apontou Leci.

Frente na Câmara quer trocar o termo ‘idoso’ por ‘longevo’

O secretário nacional dos Direitos da Pessoa Idosa, Alexandre da Silva, afirmou que o Governo Federal está empenhado em desenvolver políticas públicas para a garantia do direito de envelhecer com dignidade e da importância que os idosos sejam protagonistas de suas próprias vidas. Ele repetiu a máxima do ministro dos Direitos Humanos e Cidadania, Silvio Almeida: “todas as vidas são importantes e valiosas”.

O deputado federal e presidente da Frente Parlamentar de Longevidade, Gilberto Nascimento, disse que o tema ganha mais força na Câmara Federal com novos projetos e ações que já estão sendo estudados. Segundo o parlamentar, a frente vem estudando, inclusive, a substituição do termo ‘idoso’ em suas comissões para ‘longevo’. “O termo idoso não é mais cabível, acabou se tornando adjetivado ao longo dos anos. Precisamos modernizar”.

O presidente da Longevidade Expo+Fórum+Silver Week+Silver Economy destacou ainda a importância do Fórum São Paulo de Longevidade, que tem como missão debater um dos temas mais importantes e desafiadores da atualidade, segundo a OMS, além da participação de diversas esferas políticas e sociais em prol de políticas públicas que fortaleçam a geração prateada.

“A Longevidade Expo é transversal, ela dialoga com todos os setores que queiram somar forças nessa luta, inclusive com as novas gerações. É importante lembrar: Não representamos mais problemas e sim oportunidades”, disse Walter Feldman.

Com Assessorias Longevidade Expo+Fórum e Casa São Luiz

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