Dia desses fui fazer a minha primeira densitometria óssea, um exame que avalia a saúde dos ossos. O resultado é esperado para o início de junho. Até lá, muita expectativa. Afinal, com o passar do tempo, é muito comum que nós, mulheres, tenhamos que encarar mais fortemente problemas ósseos, como a osteoporose. A doença costuma ser mais incidente na pós-menopausa.

Para o endocrinologista e ortopedista Andres Zapata, embora seja um processo normal, as alterações associadas à menopausa apresentam importante impacto em diversos aspetos da vida da mulher, podendo fazer desta etapa um período bastante difícil.  De acordo com ele, no caso dos ossos, após atingir o pico de massa óssea (perto dos 30 anos), a perda óssea pode variar de 0,3% a 0,5% ao ano.

Mulheres na pós-menopausa apresentam uma diminuição acelerada que pode ser até 10 vezes maior, sendo que nos primeiros 5 a 10 anos que seguem a última menstruação essa perda pode ser de 2% a 4% ao ano”, explica Dr Andres, que é gerente da Área Médica da Pfizer Consumer Healthcare.

Os números mostram que a perda de densidade óssea é uma questão que merece atenção de mulheres de praticamente todas as idades, contrariando a usual ideia de esta ser uma questão ligada exclusivamente às pessoas idosas. Daí a importância da inclusão do exame de densitometria óssea (que avalia a saúde do osso) na rotina das mulheres.

A partir dos 30 anos é aconselhável que todas as mulheres realizem o exame de densitometria ao menos uma vez a cada dois anos. Após a menopausa, o exame passa a ser necessário anualmente”, disse o especialista ao ViDA & Ação.

Prevenção é o melhor remédio contra a osteoporose

Andres lembra que a osteoporose é a principal causa de fraturas na população acima de 50 anos. É uma doença silenciosa que afeta especialmente as mulheres na pós-menopausa e tem elevada taxa de morbimortalidade.

Contudo, não é possível realizar a recuperação da densidade óssea perdida, apenas freá-la. É importante reforçar que o principal objetivo do tratamento da osteoporose é a prevenção das fraturas”, destaca a médica.

Ainda segundo ela, quando falamos na manutenção de um osso saudável, os cuidados precisam vir muito antes do desenvolvimento de um quadro de osteoporose.

O ideal é que as mulheres, bem antes de entrarem na menopausa, iniciem uma rotina de reposição de cálcio, de consumo de suplementos como Caltrate e alimentos como leite, soja e brócolis”, recomenda.

O médico explica que a menopausa corresponde ao fim das menstruações espontâneas e pode ser confirmada após 12 meses consecutivos sem qualquer período menstrual. Trata-se de um processo biológico natural e perfeitamente normal da vida da mulher. Este período assinala o fim da fertilidade.

Segundo ele, no mundo ocidental, a idade média em que as mulheres atingem a menopausa é de 51 anos, podendo ocorrer entre os 40 e os 58 anos. Alguns casos ocorrem muito precocemente, e outros são mais tardios.

Exames da rotina das mulheres

Mas não é apenas a densitometria óssea que precisa fazer parte da rotina médica das mulheres. O Papanicolau, o ultrassom transvaginal e a mamografia são outros exames essenciais. Não podem nunca serem deixados de lado e precisam ser realizados periodicamente. As mulheres, em especial, também precisam estar atentas aos exames que acompanham a tireoide e carência de nutrientes essenciais.

Os exames sanguíneos são sempre importantes. Sempre que possível, também deve-se atentar aos marcadores metabólicos e inflamatórios, os PCR’s, que emergiram nos últimos tempos como a melhor ferramenta clínica para a detecção de riscos cardiovasculares, completa o especialista.

Reforçando que todas ferramentas disponíveis precisam estar acompanhadas de uma rotina saudável para a prevenção adequada de doenças. “É importante para as mulheres aliar os exames a uma dieta rica em vitaminas e sais minerais como cálcio, exercícios físicos regulares, gerenciamento de estresse, moderação de cafeína e álcool e sono de qualidade”, aponta Andres.

Ainda há muito a ser feito no campo da prevenção e do autocuidado. Embora as doenças crônicas estejam entre as mais comuns e dispendiosas de todos os problemas de saúde, elas também estão entre as mais evitáveis. A prevenção de doenças crônicas, para ser mais eficaz, deve ocorrer em múltiplos setores e em toda a expectativa de vida dos indivíduos. A prevenção abrange atividades de promoção da saúde que estimulam a vida saudável e limitam o início das doenças crônicas.

O autocuidado é um hábito e uma cultura para toda a vida, é a ação que os indivíduos tomam para si e suas famílias para se manterem saudáveis e cuidar de condições menores e de longo prazo, com base em seus conhecimentos e informações disponíveis, e trabalhando em colaboração com profissionais de saúde e assistência social quando necessário”.

Os desafios da saúde da mulher no Brasil

A rotina das mulheres é difícil e cheia de desafios. Por isso é ainda mais importante para elas estarem atentas para as pequenas ações do dia a dia que podem evitar grandes problemas no futuro. Na luta pela saúde da mulher em todo o mundo – e especialmente no Brasil -, ainda temos muito o que enfrentar.

Neste Dia Internacional da Luta Pela Saúde da Mulher, comemorado em 28 de maio, é importante que observemos as diferenças que o organismo feminino proporciona com o passar dos anos, e o que estas acarretam.

Um estudo realizado em 2016 pela ONG Save The Children já mostrava que o Brasil ainda tem muito o que melhorar quando o assunto é saúde da mulher. O relatório “State of the world’s mothers”, que avalipu os lugares onde a saúde das mulheres mães estão em melhor nível, apontou que o Brasil estava em 77º entre 179 países estudados.

Mas muitos avanços já podem ser verificados desde que foi lançado o PAISM (Programa de Assistência Integral à Saúde Mulher) no Brasil, há 30 anos. Enquanto em 1990, a mortalidade materna era de 140 por mil nascidos vivos, em 2011, a estimativa baixou para 69 por mil nascidos vivos. Apesar disso, a saúde feminina vai além das questões maternas. Muitos os outros pontos que merecem atenção especial deste público.

Fonte: Pfizer Consumer Healthcare, com Redação

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