Existem mais de 200 tipos de Papilomavírus Humano – o conhecido e temido HPV, alguns deles causam verrugas genitais e outros mais graves podem provocar alguns tipos de câncer em órgãos como colo do útero, orofaringe, ânus e pênis. De acordo com uma pesquisa encomendada pelo Ministério da Saúde em 2023, o HPV atinge 54,4% das mulheres e 41,6% dos homens que já iniciaram a vida sexual.
Neste contexto, o Dia Mundial de Conscientização do HPV, celebrado em 4 de março, visa educar a população sobre os perigos da infecção sexualmente transmissível (IST) mais frequente, sendo parte integrante do Março Lilás. coloca em evidência a importância da prevenção, da informação qualificada e do diagnóstico precoce,
Com objetivo de reduzir o estigma e aumentar a cobertura vacinal contra o HPV, as ações reforçam a importância da vacinação (sobretudo em adolescentes e jovens dos 9 aos 19 anos), a principal forma de prevenção, seguida pelos exames preventivo nas mulheres (o Papanicolau. que aos poucos vem sendo substituído pelo teste molecular de DNA) e pelo uso de preservativos.

A transmissão acontece através do contato direto com regiões da pele, mucosas infectadas e atividade sexual. A vacinação contra o vírus é realizada gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde de todo o estado. A aplicação é feita em dose única para crianças e adolescentes.

São Paulo anuncia aumento na cobertura vacinal dos meninos

A cobertura vacinal de meninos de 9 a 14 anos contra o HPV (papilomavírus humano) subiu para 74,78% no estado de São Paulo em 2025. Em 2022, a taxa era de 47,35%, segundo informações divulgadas pela Secretaria de Estado da Saúde.

Entre as meninas na mesma faixa etária, a cobertura também apresentou crescimento. O número passou de 81,85%, em 2022, para 86,76% em 2025. Apesar desses aumentos da cobertura vacinal, os índices para ambos os sexos ainda estão abaixo da meta de 90% proposta pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI).

Segundo o Governo de SP, a ampliação da cobertura é atribuída às estratégias adotadas pela Secretaria da Saúde, que fez busca ativa de jovens, mobilizou unidades básicas, realizou ações em parceria com municípios e campanhas de orientação sobre a importância da imunização nesta faixa etária. 

A diretora da Divisão de Imunização do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE) da SES, Maria Lígia Nerger, alerta pais e responsáveis para estarem atentos ao calendário vacinal das crianças.

A aplicação deve ocorrer o mais cedo possível, preferencialmente aos 9 anos, antes da exposição ao vírus. Nessa faixa etária, o sistema imunológico apresenta melhor resposta à vacina, garantindo maior proteção,” informa a diretora.

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Saúde no RJ alerta para baixa cobertura e reforça métodos de prevenção

Cobertura vacinal contra o HPV, entre o público regular, de 9 a 14 anos, está em 73% entre meninas, e 60% entre meninos

Já no Rio de Janeiro, a Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ) chama atenção para a baixa procura pela vacina entre pais e responsáveis por crianças e adolescentes. No momento, a cobertura vacinal contra o HPV, entre o público regular, de 9 a 14 anos, está em 73% entre meninas, e 60% entre meninos.

Os índices de vacinação ainda nos preocupam por representar um risco para as futuras gerações, especialmente entre meninos. Por isso, reforçamos a convocação para pais e responsáveis levarem crianças e adolescentes para se vacinar contra o HPV”, explica a secretária de Estado de Saúde, Claudia Mello.

Uma das que buscaram a vacina, ainda aos 9 anos, foi Alice, acompanhada da mãe Natália Rosa. “Doeu um pouco, mas agora tô protegida. Vacina, para mim, significa proteção”, disse a moradora de Niterói.

Vacina segura em dose única e ampliada até 19 anos

Atualmente, o esquema vacinal é de dose única, o que torna o acesso ao cuidado ainda mais simples. A pasta reforça os cuidados contra o HPV. Seguindo a nova estratégia do Ministério da Saúde, o público-alvo para a vacinação está ampliado até os 19 anos de idade para jovens que ainda não se imunizaram.

A imunização é uma opção segura e eficaz de prevenção, que pode ser acessada gratuitamente na rede pública de saúde. Ainda assim, a recomendação é combiná-la com práticas sexuais seguras. “Para quem tem vida sexual ativa, tendo se vacinado ou não, a proteção se dá pelo uso de preservativos”, completa Claudia Mello.

Além do público mais jovem, adultos com imunossupressão — como pessoas vivendo com HIV, transplantados e indivíduos com outras condições específicas —, assim como vítimas de violência sexual, também podem receber a vacina pelo SUS até os 45 anos, conforme recomendação do Ministério da Saúde.

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Saúde em Niterói reforça a necessidade de vacinação contra HPV

Em Niterói (RJ), a Prefeitura aproveita a data para reforçar junto à população a necessidade da vacinação e da realização de exames preventivos, oferecidos gratuitamente na rede municipal, como medidas fundamentais para reduzir riscos e proteger vidas. A secretária municipal de Saúde, Ilza Fellows, ressalta que a mobilização é essencial para fortalecer a proteção coletiva.

O Dia Internacional de Conscientização sobre o HPV é uma oportunidade de reafirmarmos que a vacina é segura, eficaz e oferecida gratuitamente pelo SUS. Também é fundamental manter os exames preventivos em dia. Informação e prevenção são nossas principais aliadas na redução dos casos de câncer relacionados ao HPV”, afirma.

Ela lembra que o HPV é transmitido principalmente por contato sexual e pode infectar homens e mulheres. Alguns tipos do vírus estão associados ao desenvolvimento de câncer do colo do útero, câncer anal, câncer de boca e garganta, além de poderem causar lesões benignas, como verrugas. “A realização periódica de exames preventivos também é indispensável para identificar precocemente alterações que possam evoluir para câncer”, diz a secretária.

Público alvo da vacinação contra o HPV

A vacina contra o HPV está disponível nas Policlínicas, Unidades Básicas de Saúde e Módulos Médico de Família, de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. Veja quem pode se vacinar:

– Crianças e adolescentes de 9 a 14 anos – dose única

– Adolescentes de 15 a 19 anos (resgate de quem ainda não se vacinou)

– Vítimas de abuso sexual de 9 a 14 anos – 2 doses (0 e 6 meses)

– Vítimas de abuso sexual de 15 a 45 anos – 3 doses (0, 2 e 6 meses)

– Usuários de profilaxia pré-exposição ao HIV (PrEP) de 15 a 45 anos – 3 doses (0, 2 e 6 meses)

– Pessoas imunodeprimidas (pessoas vivendo com HIV ou AIDS, transplantados e pacientes oncológicos) – 3 doses (0, 2 e 6 meses)

– Pessoas com papilomatose respiratória recorrente (PRR) a partir de 2 anos de idade – 3 doses (0, 2 e 6 meses)

Com Assessorias

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