
Um homem de 38 anos, da cidade de Cunha, morreu. Uma mulher de 23 anos e um homem de 52 anos, ambos do município de Cruzeiro, se recuperam da doença.De acordo com o boletim epidemiológico do CVE, elas não eram vacinadas contra a febre amarela. A Secretaria Municipal de Saúde de Cunha informou que o homem que morreu trabalhava no setor de celulose em uma cidade próxima. A prefeitura diz que vai investigar onde aconteceu a infecção.
Ainda de acordo com a autoridade local, o óbito é um caso isolado e não há outras suspeitas de febre amarela em Cunha. Além disso, todas as medidas de controle estão sendo intensificadas na região.
Regiane de Paula, da Coordenadoria de Controle de Doenças da Secretaria de Estado de Saúde de São Paulo (SES-SP), lembra a importância da comunicação imediata aos serviços de saúde da ocorrência da febre amarela em macacos. “Esse tipo de animal não transmite a doença para as pessoas, mas indica que o vírus está circulando na região”, alerta.
Vacinação é melhor forma de prevenção
A febre amarela pode ser prevenida por meio de vacina, que está disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Desde abril de 2017, o Brasil adota o esquema vacinal de apenas uma dose durante toda a vida, medida que está de acordo com as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS).
Regiane destacou a importância de as pessoas se vacinarem contra a doença. “É fundamental que a população procure uma unidade de saúde para verificar a situação vacinal antes de se descolar para áreas de mata, zona rural, regiões com circulação viral ou locais de ecoturismo”, orientou.
A vacina contra a febre amarela é gratuita e está disponível nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e em postos de saúde do SUS. Crianças devem receber uma dose aos 9 meses e, depois, um reforço aos 4 anos de idade. Quem recebeu uma dose antes dos 5 anos deve receber reforço. Pessoas de 5 a 59 anos que não foram vacinadas também têm de tomar a dose.
Desde o dia 12 de janeiro, a Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo vem ampliando a oferta de vacinas contra o sarampo e a febre amarela, com aplicação de doses em estações de metrô e de trem, terminais de ônibus e centros comerciais.
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Quem tomou vacina fracionada da febre amarela deve completar ciclo

Atendendo a uma recomendação do Ministério da Saúde, as pessoas que vivem em São Paulo e que no ano de 2018 tomaram dose fracionada da vacina contra a febre amarela devem procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) para receber a dose padrão e completar o esquema vacinal.
A vacinação com dose fracionada, que correspondia a um quinto da dose padrão, foi adotada em 2018 de forma excepcional em São Paulo por causa de uma emergência em saúde pública relacionada à doença. Ela tem validade limitada contra a doença, estimada em oito anos.
Essa estratégia foi utilizada para o controle imediato de casos, no entanto, ela não substitui a vacinação de rotina, que utiliza a vacina de dose padrão. “Quem recebeu a vacina com dose padrão, fica imunizado a vida inteira contra a doença e não precisa tomar uma nova dose”, ressalta a pasta.
A febre amarela é uma doença infecciosa febril aguda que causa febre, calafrios, dor de cabeça intensa, dores nas costas, dores no corpo, náuseas e vômitos, fadiga e fraqueza. Ela é causada por um vírus transmitido pela picada de um mosquito silvestre, que vive em zona de mata. Não há transmissão direta de pessoa para pessoa.
Um indicador da presença desses mosquitos transmissores se dá com a morte de macacos, que também sofrem com altos índices de mortalidade quando contaminados. Por isso, o avistamento de macacos mortos deve ser informado às equipes de saúde do município.
Da Agência Brasil






