Com mais de 10 mil casos, Rio declara epidemia de dengue

Prefeitura anuncia que agentes entrarão em imóveis fechados para combater mosquito. No Estado, número já passa de 20 mil

Secretário de Saúde do município, Daniel Soranz explica critérios para classificação do cenário de epidemia de dengue (Foto: Beth Santos/Prefeitura do Rio)
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A Prefeitura do Rio de Janeiro já fala abertamente em epidemia de dengue na cidade, ao contrário do Governo do Estado, que ainda não assumiu a gravidade da situação. Somente na cidade foram registrados neste início de ano 10.156 casos prováveis de dengue, uma taxa de incidência de 160,68 por 100 mil habitantes, segundo informações divulgadas nesta sexta-feira (2). É quase a metade do registrado em todo o ano de 2023, que teve 22.959 casos, e mais que o dobro de 2022 inteiro.

Isso também causou um recorde histórico de internações pela doença desde 1974. Em apenas um dia de janeiro, a rede municipal de saúde teve 362 pessoas internadas por causa da dengue. O recorde anterior era de 2008. Não há ainda confirmação de mortes este ano, mas três óbitos estão sob investigação no município. “Nós provavelmente teremos um cenário pior em 2024”, projetou o prefeito Eduardo Paes.

Uma preocupação é que a curva de casos, que historicamente tem os piores cenários entre março e maio, já apresentou grande inclinação em janeiro, superando incidências de epidemias passadas. Nos últimos 90 dias, a curva é ascendente e em um único dia chegaram a ser registrados 569 casos, como informou o secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz.

“A gente vê o limite superior bem marcado, muito acima do que esperávamos. E isso configura uma situação epidêmica. Temos um aumento do número de casos sustentado na série histórica, com repercussões nas clínicas dos pacientes e na rede assistencial. Também para configurar epidemia é necessário que tenhamos o número de casos espalhados em mais de uma região da cidade. E isso acontece no município do Rio. Estamos bem acima do que é considerado limiar muito alto, o que configura a situação epidêmica na cidade do Rio”, disse.

O cenário epidemiológico acendeu o alerta vermelho e levou a Prefeitura a lançar um plano de contingência para o enfrentamento da epidemia. Paes e Soranz apresentaram as principais medidas tomadas para a assistência da população e o combate ao Aedes aegypti, o mosquito transmissor da virose e também da zika e da chikungunya, no Centro de Operações Rio (COR).  Uma medida considerada polêmica é a entrada compulsória em imóveis fechados e abandonados, que é justificada pelo alto índice de infestação: 77% dos focos do mosquito estão em residências.

“Mas isso é uma medida de exceção. O importante mesmo é toda a sociedade se mobilizar para que a gente não precise. É uma situação extrema”, acrescentou o secretário. O prefeito reforçou o apelo à população. “Não vamos conseguir entrar em todos os terrenos abandonados da cidade. Se não tiver parceria da população, vai pegar dengue, vai aumentar o número de casos, vai ter gente morrendo”, alertou.

Entre as estratégias está a criação do Centro de Operações de Emergência (COE-Dengue), que funcionará no próprio COR, nos moldes do que atuou durante a pandemia da Covid-19. O plano prevê ainda a abertura de dez polos de atendimento para a doença, distribuídos por todo o município; a dedicação de leitos para pacientes com dengue nos hospitais da rede municipal; e o uso de carros fumacê nas regiões com maiores incidências de casos.

Estado tem mais de 20 mil casos

O secretário de Saúde Daniel Soranz, lembrou dos altos números registrados em todo o país, o que acende o alerta para a urgência de ações, tanto do poder público quanto da população. Em todo o país, são 243,7 mil casos, com 24 óbitos confirmados e 163 em investigação. Os três estados com maiores taxas de ocorrência são o Distrito Federal, Minas Gerais e Acre.

No ranking nacional do Ministério da Saúde, o Estado do Rio de Janeiro aparecia na sétima posição, com 17,7 mil casos da doença, mas o número já aumentou, de acordo com os dados da SES-RJ. A maior incidência está na população adulta, em especial nas faixas etárias de 30 a 39 anos e de 40 a 49.

Também nesta sexta, a Secretaria de Estado de Saúde (SES-RJ) informou que subiu para 20.064 o número de notificações de casos prováveis de dengue apenas este ano no Estado do Rio de Janeiro, conforme dados registrados até o dia 1º de fevereiro. Não foram confirmadas novas mortes. Até o momento, duas pessoas morreram por causa da doença: uma mulher de 98 anos, em Itatiaia, e um homem de 33 anos, em Mangaratiba.

‘A culpa não é dos governos, nem do mosquito’, diz prefeito do Rio

Diante do cenário de epidemia de dengue na cidade, o prefeito Eduardo Paes mandou um recado duro para a população carioca, no sentido de cobrar maior empenho na eliminação de focos do mosquito transmissor da doença.

“Diante dos números crescentes de casos de dengue na cidade caracterizando uma epidemia da doença, queria lembrar algumas coisas para a população. Vidas se perdem em razão da dengue. Mas, ao contrário da pandemia de covid-19, em que o cidadão individualmente não podia fazer muita coisa a não ser cobrar dos governantes que conseguissem a vacina, no caso da dengue depende muito da ação de cada cidadão”.

Segundo ele, a absoluta maioria dos casos a pessoa pega em casa ou perto do local onde mora por absoluto descuido com a história de água parada. “Estamos apresentando as medidas que vamos tomar, mas eu faço um apelo enfático à população de que não adianta só apontar o dedo para os governos ou culpar o mosquito. Nós, enquanto cidadãos, acabamos criando o ambiente propício para a proliferação da dengue”.

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Entrada compulsória em imóveis abandonados

A entrada compulsória em imóveis fechados e abandonados é uma das medidas anunciadas pela Prefeitura do Rio. O objetivo é permitir a realização de vistorias e tomada de medidas preventivas e de eliminação dos possíveis criadouros do mosquito.

“O combate ao vetor do mosquito começa na casa da gente. De cada três casos de dengue, dois são encontrados no domicílio do paciente. Vamos voltar a intensificar a entrada compulsória em imóveis. Tem um decreto que permite que a gente multe e limpe o terreno, mandando a conta para o proprietário. Essa é uma situação bastante crítica, mas muito importante”, afirmou o secretário Daniel Soranz.

A entrada compulsória é um instrumento legal para respaldar o acesso dos agentes de saúde aos imóveis particulares cujos proprietários não são localizados para liberar espontaneamente a entrada dos servidores.

Trata-se de uma medida regulada por decreto em que são estabelecidos os critérios para sua adoção, como notificações prévias e por escrito ao proprietário e prazo para que ele entre em contato com o serviço público para franquear o acesso e realização da ação preventiva no imóvel.

 

Ações educativas junto à população e denúncias pelo 1746

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) também realiza ações educativas e de mobilização social para orientar a população sobre as medidas para a prevenção das arboviroses urbanas, visando despertar a responsabilidade sanitária individual e coletiva, já que a maioria dos focos do mosquito se encontra dentro do ambiente domiciliar.

O combate à dengue deve ser um pacto social em que toda a sociedade se envolva, cada cidadão fazendo a sua parte para evitar a proliferação do Aedes aegypti. Quando necessário, a população pode fazer pedidos de vistoria ou denunciar possíveis focos do mosquito pela Central de Atendimento da Prefeitura, no telefone 1746. Em 2024, até o momento, 96% dos chamados de inspeção contra focos de dengue recebidos por este canal foram atendidos dentro do prazo.

As principais recomendações para a população são:

  • evitar água parada em suas casas em recipientes como vasos de planta, pneus velhos, tonéis d’água, piscinas, garrafas e vasilhames, entre outros;
  • limpar periodicamente locais como lixeiras, ralos, bebedouros de animais e outros objetos que possam acumular água;
  • não despejar lixo irregularmente em terrenos baldios e outros locais inadequados.
  • 77% dos focos do mosquito estão em residências

    Segundo dados do mais recente Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa), realizado entre 7 e 13 de janeiro, 77,2% dos recipientes que poderiam servir de criadouros para o mosquito são encontrados no ambiente domiciliar: depósitos móveis, como vasos de plantas, bebedouros e objetos religiosos (32,3%); depósitos fixos, como tanques, calhas, ralos, lajes e sanitários (24,8%); e depósitos ao nível do solo, como tonéis, tambores, barris e tinas (20,1%).

    No LIRAa, o município é dividido em estratos (grupos) de 8,2 mil a 12 mil imóveis com características semelhantes e, em cada um desses recortes, 20% dos imóveis são visitados pelos agentes de vigilância ambiental em saúde para verificar se existem focos de larvas do mosquito e quais os tipos de depósitos mais comuns em cada região que servem como criadouros.

    Na primeira edição do levantamento, em 2024, o índice de infestação do município ficou em 0,79%, nível considerado satisfatório. Dos 250 grupos territoriais do estudo, 76 (30,4%) ficaram com índice de infestação predial (IIP) entre 1% e 3,9%, o que configura nível de alerta; e três (1,2%) receberam classificação de risco, ou seja, com IIP superior a 3,9%. Todas as três regiões com nível de risco ficam na região de Santa Cruz, na Zona Oeste da cidade.

Primeiro polo de atendimento de dengue será aberto na Zona Oeste

Na próxima segunda-feira (5/2), o primeiro polo de atendimento para pacientes com dengue será inaugurado no CMS Raphael de Paula Souza, em Curicica, na Zona Oeste. Ao todo estão previstos dez polos, em todas as regiões da cidade, que serão abertos gradativamente, conforme o crescimento do número de casos.

Eles funcionarão nas dependências de unidades de Atenção Primária e contarão com equipes dedicadas formadas por médico, enfermeiro e técnicos de enfermagem, que farão o diagnóstico e assistência, classificação segundo o critério de risco e tratamento dos pacientes com dengue.

Além disso, os 150 centros de hidratação montados no final do ano passado nas unidades de saúde para o atendimento de pacientes devido aos efeitos do calor também serão usados na assistência às pessoas com dengue.

Para os quadros mais graves, com indicação de internação, os pacientes serão regulados pela Central Municipal de Regulação como vaga zero (emergência) e transferidos para leitos dedicados à dengue nos hospitais da rede de urgência e emergência do município.

O Hospital Municipal Ronaldo Gazolla (HMRG), em Acari, poderá funcionar como unidade de concentração para a doença, inicialmente com 20 leitos. O HMRG, que durante a pandemia da covid-19 foi referência para o tratamento dos pacientes com quadros mais graves, tem expertise e preparo para passar rapidamente pelas alterações de fluxo necessárias em uma nova situação de epidemia. Ao todo, a unidade conta com 400 leitos.

O que fazer em caso de sintomas?

Em caso de sintomas como dor de cabeça, atrás dos olhos, no corpo e nas articulações; febre alta; mal-estar e manchas vermelhas pelo corpo é preciso procurar atendimento médico o mais breve possível.

“É muito importante ficar atento porque o diagnóstico precoce faz muita diferença no desfecho clínico, evitando internações e óbitos. Já começamos a ver um aumento nos atendimentos nas unidades de urgência e emergência. Nós batemos o recorde de internação de dengue na história do município, com 362 casos de pessoas internadas somente no mês de janeiro”, declarou Soranz.

Segundo ele, quem apresentar os sintomas deve buscar identificar, diagnosticar nesses polos e nas unidades de saúde. “Hidratação é o remédio mais eficiente para um tratamento de dengue”, disse Eduardo Paes. Para ele, a diferença em relação à epidemia de 2012 é que, atualmente, a rede de atendimento é muito mais ampla, com muito mais agentes de saúde, unidades e equipamentos.

“A experiência que eu tive na epidemia que ocorreu na cidade do Rio em 2012 é que os polos de hidratação e o diagnóstico precoce foram fundamentais para evitar mortes. Tivemos uma grande quantidade de casos, mas um número baixo de mortes. Claro que se pudermos evitar casos porque as pessoas foram mais zelosas cuidando do seu espaço, melhor. Mas se isso não for possível, nós precisamos prestar esse atendimento”, disse o prefeito.

Rio testará eficácia da vacina em jovens e adultos

A Prefeitura do Rio anunciou ainda que dará início ao estudo com a vacina na região de Guaratiba, na Zona Oeste, em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e o Ministério da Saúde. A pesquisa prevê a imunização de 20 mil pessoas de 20 a 40 anos. Na pesquisa, a vacina será aplicada de maneira escalonada, em esquema vacinal de duas doses com intervalo de 90 dias entre elas, totalizando 40 mil doses aplicadas.

As pessoas que participarão do estudo serão sorteadas entre os usuários cadastrados nas unidades de Atenção Primária dos bairros localizados na região de Guaratiba – Guaratiba, Barra de Guaratiba, Pedra de Guaratiba e Ilha de Guaratiba. A participação é voluntária. Ao todo, há 130 mil pessoas elegíveis nessa região.

A aplicação da primeira dose corresponde à etapa inicial do estudo. Na segunda fase, os participantes completarão o ciclo de imunização exatos três meses após receberem a primeira dose. A aplicação da vacina independe de infecção prévia pelo vírus da dengue. Antes de iniciar a imunização, os usuários farão um exame de sorologia, que determinará quais deles já tiveram contato com algum sorotipo do vírus da doença.

Com o objetivo de gerar novas evidências científicas sobre a vacinação contra a dengue, o estudo busca verificar a efetividade na população adulta do imunizante Qdenga, recém-incorporado pelo Ministério da Saúde ao Programa Nacional de Imunizações (PNI). A região de Guaratiba foi escolhida como alvo da pesquisa por ter histórico de alta incidência da doença em sua população.

O estudo terá a duração total de dois anos, período em que os cientistas colherão informações de casos, hospitalizações e óbitos para observar a diferença de comportamento do vírus entre vacinados e não vacinados. O trabalho é coordenado pelo infectologista José Cerbino Neto (Fiocruz), que também conduziu a pesquisa sobre a imunização em larga escala contra a covid-19 na Ilha de Paquetá, em 2022.

Vacinação de crianças e adolescentes 

A SMS também informou que iniciará a vacinação de crianças e adolescentes de 10 a 14 anos contra a dengue no município do Rio tão logo os imunizantes estejam liberados pelo Ministério da Saúde.

A expectativa é de que em uma semana toda a população-alvo esteja vacinada, o que representa 354 mil indivíduos. A vacina estará disponível em todas as 238 unidades de Atenção Primária e no Super Centro Carioca de Vacinação.

Fabricada pelo laboratório japonês Takeda, a vacina Qdenga foi aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e submetida à Comissão Nacional de Incorporações de Tecnologias (Conitec), do Ministério da Saúde, para ser incorporada ao Sistema Único de Saúde (SUS).

Considerada segura, é feita com o vírus vivo atenuado e interage com o sistema imunológico de modo a provocar uma resposta semelhante à gerada pela infecção natural.  O imunizante confere proteção contra os quatro subtipos do vírus da dengue existentes (DENV1, DENV2, DENV3 e DENV4) e por isso deve ser aplicado inclusive em quem já teve a doença.

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A ‘tempestade perfeita’: altas temperaturas, chuvas frequentes e 3 sorotipos

A Secretaria de Saúde atribui o cenário epidêmico ao aumento de temperatura e grande quantidade de chuva. “No calor, o mosquito nasce com muito mais velocidade, e o período de chuvas propicia o acúmulo de água e mais focos de desenvolvimento do mosquito”, explica Soranz.

De acordo com a SMS-Rio, “a combinação de altas temperaturas (que acelera a eclosão dos ovos e o desenvolvimento das larvas), chuvas frequentes (que forma os acúmulos de água) e a circulação de três sorotipos da doença (DENV1, DENV2 e DENV4) torna o cenário mais favorável à ocorrência da doença’.

A Zona Oeste, em especial as regiões de Campo Grande/Santíssimo/Guaratiba e Santa Cruz/Paciência/Sepetiba, são as que registram as maiores taxas de incidência de dengue e, por isso, vêm recebendo intensificação das ações da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), previstas no Plano Verão.

Somente este ano, agentes de vigilância em saúde já inspecionaram 381.652 imóveis em toda a cidade, com tratamento ou eliminação de 98.688 recipientes que poderiam servir de criadouros do mosquito. Em todo o ano de 2023, foram mais de 11 milhões de inspeções em imóveis e mais de 2 milhões de potenciais criadouros eliminados.

Carros fumacê e trabalho conjunto contra a dengue

Devido ao crescente aumento do número de casos de dengue, a SMS passará a utilizar 16 carros para aplicação espacial do inseticida UBV, o chamado fumacê. Esse instrumento é utilizado em condições específicas definidas nas Diretrizes Nacionais para Prevenção e Controle da Dengue, do Ministério da Saúde, para bloqueio de transmissão e controle de surtos ou epidemias.

O uso indiscriminado desse método de aspersão do inseticida pode causar danos à saúde e ao meio ambiente, além de eliminar também os predadores naturais do mosquito. O cenário epidemiológico atual, no entanto, justifica o uso dos carros fumacê nas regiões com maiores incidências de dengue, como a Zona Oeste da cidade.

Para o sucesso das ações de prevenção da dengue no município, além da Secretaria Municipal de Saúde, a Prefeitura do Rio está mobilizando várias outras pastas, cada uma com atribuições próprias no combate ao vetor. A Secretaria Municipal de Educação terá a missão de promover aulas e orientações aos alunos de todas as séries sobre combate ao mosquito; a Comlurb, de intensificar remoção de depósitos de lixo que possam acumular água.

A Secretaria de Ordem Pública (Seop) deverá apoiar os agentes de saúde na entrada compulsória nos imóveis e a de Infraestrutura vai realizar inspeção periódica em todas as obras públicas com orientações e treinamentos. Por fim, a Secretaria Municipal de Cultura irá utilizar equipamentos culturais para veicular mensagens sobre combate ao mosquito e atenção aos sintomas e a de Juventude participará das ações de combate ao vetor.

Centro de Operações de Emergência segue modelo da pandemia de Covid

Criado nos mesmos moldes do Centro de Operações de Emergência para a covid-19, o COE-Dengue funcionará nas dependências do COR. Suas atribuições serão:

planejar, organizar, coordenar e monitorar as ações de enfrentamento à dengue;

elaborar protocolos e análises relacionadas à situação epidemiológica da doença na cidade;

divulgar informações relativas à emergência de saúde pública, como boletins epidemiológicos;

deliberar sobre os estágios de aplicação das medidas protetivas para cada região do município.

O COE-Dengue vai estabelecer as prioridades de informações, facilitar a comunicação e atuar como elo de ligação com outras instituições e esferas de governo. A coordenação será da Superintendência de Vigilância em Saúde da Subsecretaria de Promoção, Atenção Primária e Vigilância em Saúde (SUBPAV) da SMS.

O COE-Dengue contará com mais de 20 técnicos de órgãos integrantes da estrutura da SMS: gabinete; SUBPAV; Subsecretaria Geral; Subsecretaria de Atenção Hospitalar, Urgência e Emergência; Subsecretaria de Gestão; Instituto Municipal de Vigilância Sanitária, Vigilância de Zoonoses e de Inspeção Agropecuária (IVISA-Rio); Assessoria de Comunicação Social. 

Estado monta centros de hidratação em oito municípios

A SES-RJ informou também que coordena as ações de atendimento com os municípios e oferece insumos e equipamentos para implantar rapidamente centros de hidratação nos locais em que é identificada a necessidade de aumento da capacidade de atendimento. O conjunto de equipamentos e medicamentos já foram enviados para Itatiaia, Resende e Três Rios.

A pasta recebeu solicitações de instalação de salas de hidratação dos municípios de Volta Redonda e Piraí, no Médio Paraíba; Vassouras e Engenheiro Paulo de Frontin, no Centro-Sul fluminense; e Aperibé, no Noroeste. Desta sexta-feira (2) até terça-feira (6), as equipes da SES vão percorrer os cinco municípios para avaliar de perto dados de incidência da doença e capacidade de atendimento para decidir as medidas de apoio necessárias.

Em alerta para uma possível epidemia, que ainda não declarou, a pasta informou que os dados passarão a ser divulgados duas vezes por semana: às terças e quintas-feiras. O objetivo seria permitir um melhor acompanhamento do panorama da doença no estado pela população. Os números e análises técnicas do Centro de Inteligência em Saúde (CIS-RJ) estão disponíveis no site da secretaria no Monitora RJ, que permite a busca detalhada por regiões e para os 92 municípios fluminenses.

A secretária de Estado de Saúde, Claudia Mello, reforçou a orientação para a população em relação aos cuidados para evitar a infestação pelo mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chicungunya nas residências, esclarecendo que as pessoas devem fazer a varredura em casa, eliminando a água parada que pode dar origem a focos do mosquito.

“É fundamental não se automedicar. Está com febre, dores no corpo, no fundo dos olhos e, principalmente, dores abdominais, procure uma unidade de saúde. O Governo do Estado está apoiando às prefeituras, enviando medicamentos e equipamentos para a montagem de salas de hidratação onde já são necessárias”, reforçou.

Com informações da SES-RJ, SMS-Rio e Agência Brasil

 

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