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Muito barulho por todos os lados. Carnaval é motivo de alegria e comemoração, mas também pode se tornar um problema, com consequências desagradáveis e negativas à saúde, principalmente, da audição.  De acordo com dados da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF), o ouvido humano aguenta até 85 decibéis – a exposição a sons com intensidade igual ou maior do que 85 decibéis pode gerar danos irreparáveis à audição.

Mas os aparelhos usados atualmente  durante o Carnaval podem chegar a até 120 decibéis, intensidade próxima a de uma turbina de avião. Cornetas, buzinas, tambores, entre outros apetrechos musicais, também podem se tornar um problema quando acionados muito próximos ao ouvido, podendo causar graves prejuízos à saúde auditiva.

“É possível que ocorram lesões na membrana timpânica e nos ossículos do ouvido. Em situações mais graves, pode haver lesão da porção mais interna do ouvido e, com isto, determinar lesões auditivas irreversíveis”, revela o otorrinolaringologista Paulo Roberto Lazarini, membro da AABORL-CCF. “Para que a pessoa saiba se o ambiente está com volume excessivo e gerando riscos é importante prestar atenção a alguns detalhes. Em tendo dificuldades para entender o que um interlocutor nos diz, ou então, se ao falarmos necessitamos aumentar a intensidade da voz, estaremos em um ambiente sonoro insalubre”, alerta o médico.

Para se proteger e minimizar o risco de alguma lesão, o otorrinolaringologista indica o uso de protetores auriculares. “Esse tipo de equipamento pode colaborar na redução da exposição ao barulho, seja para quem vai a um baile de salão, bloco de rua ou sambódromo, por exemplo”. De acordo com o profissional, lesões que acometam a membrana timpânica e ossículos podem ser tratadas com cirurgia, enquanto as lesões na porção mais interna dos ouvidos causam danos irreversíveis e o tratamento é mais complexo e com resultados muito limitados.

A audição é um sentido muito sensível e vulnerável ao barulho, algo bastante comum durante os dias de festas carnavalescas, e pessoas expostas a ambientes com barulho excessivo podem ter a audição seriamente comprometida. Segundo a otorrinolaringologista do Hospital Federal da Lagoa (RJ) e especialista do Sono, Luciane Mello, a exposição a esse tipo de som, a princípio, pode gerar sensação de pressão nos ouvidos, zumbido e dificuldades para ouvir e, em casos prolongados, pode levar o indivíduo à Perda Auditiva Induzida por Níveis de Pressão Sonora Elevados.

Para curtir a folia sem a preocupação de prejudicar a sua audição, a especialista dá algumas dicas.  “Procure manter uma distância de 10 metros das caixas de som ou outras fontes sonoras, descanse pelo menos 30 minutos após uma hora de contato com a música alta, use protetores auriculares e, em caso de alteração na audição, procure imediatamente um médico otorrinolaringologista”, finaliza a especialista.

Segundo o médico, outros órgãos que merecem atenção são o nariz e a garganta. “Muitas pessoas gostam de se divertir com brinquedos de espuma, plástico ou algum tipo de massa industrializada. Muitas vezes esses objetos podem conter, dentre seus componentes, algum item tóxico. Durante a folia, acidentalmente, isso pode acabar sendo inalado ou engolido, causando reações alérgicas como irritação, coceira ou inchaço. Neste caso, o mais indicado é lavar a área afetada com água e não esfregar o local, seja com as mãos ou qualquer objeto. Caso o problema perdure por mais tempo, é recomendado procurar por um médico para a correta avaliação”, finaliza Lazarini.

 

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