A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou, nesta sexta-feira (13), a Resolução (RE) 939/2026, que determina a apreensão imediata de lotes de tirzepatida (fármaco presente no medicamento Mounjaro) produzidos irregularmente pela empresa El Elyon de Manipulação LTDA. A medida proíbe a comercialização, distribuição, fabricação e propaganda do produto, que não possui registro sanitário.
Além da tirzepatida, a agência ordenou a apreensão de todos os medicamentos manipulados pela Higia Pharmaceutical LTDA. Durante inspeção, fiscais comprovaram falhas críticas no processo de fabricação, incluindo falta de esterilidade e risco de contaminação cruzada, o que representa um perigo direto à vida dos pacientes que utilizam esses injetáveis.
Um mercado clandestino em expansão (2025-2026)
A ação desta sexta-feira faz parte de um cerco sem precedentes da Anvisa contra o mercado de “canetas emagrecedoras” ilegais. Com o aumento da demanda e a popularização de medicamentos como Ozempic e Mounjaro, as apreensões dispararam nos últimos 14 meses:
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Janeiro de 2026: A Anvisa proibiu a venda das chamadas “canetas do Paraguai” (marcas como Lipoless e Lipoland), que continham tirzepatida e retatrutida sem qualquer registro no Brasil.
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Fevereiro de 2026: Foram apreendidos lotes falsificados de Mounjaro (lote D838838) que apresentavam impressão borrada nos rótulos e datas de validade adulteradas.
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Setembro de 2025: A agência já havia identificado a circulação de lotes falsos de Mounjaro e outros medicamentos de alto custo, emitindo um alerta nacional para que os pacientes verificassem a autenticidade das embalagens junto às fabricantes oficiais.
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Março de 2026 (Joinville/SC): Recentemente, a Guarda Municipal apreendeu 111 ampolas de tirzepatida contrabandeadas, reforçando que o mercado clandestino utiliza rotas de tráfico internacional para abastecer o comércio ilegal no Brasil.
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Os perigos das fórmulas manipuladas e falsificadas
O uso de medicamentos produzidos sem Autorização de Funcionamento (AFE) ou em laboratórios com falhas de esterilidade traz riscos graves, como infecções generalizadas (sepse), embolias e reações alérgicas severas. Como esses produtos não passam pelo rigoroso controle de qualidade da Anvisa, não há garantia de que a dose descrita no rótulo é a mesma que está dentro da caneta.
Sinais de alerta para identificar falsificações:
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Preços muito abaixo do praticado em grandes redes de farmácias.
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Erros de ortografia ou impressão borrada na embalagem.
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Venda exclusiva por redes sociais ou sites sem identificação de farmacêutico responsável.
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