Cariocas não gostam de dias nublados. E descobrimos também que morremos de medo de vento forte. O vendaval que causou estragos e muitos transtornos no Rio de Janeiro no dia 31 de julho deixou o os moradores traumatizados e cada vez mais atentos aos alertas da Defesa Civil. O fenômeno, que causou ventos de mais de 100 quilômetros por hora, provocou o caos na cidade e trouxe a certeza: as mudanças climáticas vieram mesmo para ficar.
Nesta quinta-feira, dia 20, a Prefeitura do Rio de Janeiro decretou Estágio 2 devido à aproximação de uma frente fria continental capaz de provocar rajadas de vento de até 90 km/h nesta sexta, dia 21. O Estágio 2 é o segundo nível em uma escala de cinco e significa que há riscos de ocorrências de alto impacto na cidade. revelando que a situação está sob controle, mas é preciso que o cidadão faça a sua parte
Há possibilidade de nova mudança de estágio devido à chuva e/ou outros fatores. De acordo com o Sistema Alerta Rio, os ventos estarão fortes, entre 52 quilômetros por hora e 76 km/h, com rajadas de intensidade muito forte (acima de 76 km/h, podendo chegar a 90 km/h) no período da manhã. Ao longo do dia, o céu estará parcialmente nublado, passando a nublado no período da tarde, com previsão de chuva fraca a isolada. O Centro de Operações e Resiliência do Rio (COR-Rio) fez um alerta à população do Rio, devido à previsão de ventos fortes para as próximas horas.
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu dois avisos de vendaval para amanhã na Região Sudeste, ampliando as áreas sob risco e elevando o grau de severidade. Um dos alertas é laranja, que representa perigo, o segundo de três níveis, e prevê ventos entre 60 km/h e 100 km/h, válido das 12h às 23h59 desta sexta-feira. O alerta abrange o sul fluminense, as baixadas, a região metropolitana do Rio de Janeiro, o centro e o norte fluminense, além do Vale do Paraíba paulista e da região metropolitana de São Paulo.
Orientações de segurança à população
A chegada de frentes frias e eventos climáticos severos costuma vir acompanhada de ventos fortes e rajadas que podem ultrapassar os 80 km/h. Nessas condições, o risco de queda de árvores, destelhamentos, interrupção no fornecimento de energia elétrica e acidentes com fiação energizada aumenta consideravelmente. Para garantir a segurança da sua família e diminuir eventuais prejuízos materiais, a adoção de medidas preventivas antes, durante e após a ventania é fundamental.
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Em residências: Mantenha janelas e persianas fechadas para evitar canalização de vento ou estilhaços. Desconecte aparelhos elétricos e feche o registro de gás.
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Nas ruas: Evite abrigar-se debaixo de árvores, coberturas metálicas ou estruturas como outdoors e andaimes. Não estacione veículos próximos a torres de transmissão.
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Prevenção de incêndios: Não jogue bitucas de cigarro em rodovias ou vegetação seca, evite queimadas para limpeza de terrenos e nunca solte balões.
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Canais de emergência: Em caso de acidentes ou quedas de árvores, acione a Defesa Civil (199) ou o Corpo de Bombeiros (193).
Como agir dentro de casa
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Tranque portas e janelas: Mantenha janelas, basculantes e portas de armários bem fechados para impedir a circulação e canalização de ar no interior do imóvel.
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Feche persianas e cortinas: A proteção ajuda a conter estilhaços caso alguma vidraça venha a se romper com a força do vento ou do impacto de objetos.
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Desconecte aparelhos da tomada: Desligue equipamentos eletrônicos e feche o registro de gás para evitar curtos-circuitos e vazamentos em situações de picos de energia ou impacto de galhos na rede externa.
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Recolha objetos soltos: Evite deixar vasos de plantas, ferramentas, brinquedos ou decorações em varandas, parapeitos e locais altos que possam se soltar e atingir pedestres.
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Cuidado com iluminação alternativa: Em caso de falta de luz, priorize o uso de lanternas. Se precisar acender velas, posicione-as longe de cortinas, móveis de madeira e materiais inflamáveis para evitar incêndios.
Cuidados essenciais na rua
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Não se abrigue sob árvores ou estruturas metálicas: Galhos velhos e coberturas frágeis podem ceder subitamente com as rajadas de vento.
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Mantenha distância de fiações elétricas: Caso presencie a queda de cabos da rede elétrica, não se aproxime. Lembre-se de que fios partidos podem estar energizados e causar acidentes gravíssimos.
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Cuidado ao estacionar: Evite parar veículos debaixo de árvores, ao lado de outdoors, andaimes, placas publicitárias ou torres de transmissão.
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Atenção no trânsito: Dirigintes devem reduzir a velocidade em pontes e vias expressas sujeitas a ventos laterais e manter as duas mãos firmes ao volante.
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Evite áreas descampadas e alto do mar: Suspenda a prática de esportes aquáticos ou ao ar livre e afaste-se de encostas e precipícios sem proteção.
Telefones úteis de emergência
Em situações de anormalidade, desabamentos, quedas de árvores sobre vias ou imóveis, entre em contato imediatamente com os órgãos oficiais de socorro:
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Corpo de Bombeiros Militar: 193
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Defesa Civil: 199
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Antecipar e reagir: união contra os impactos do Super El Niño
Ações integradas entre Governo do Estado e prefeituras buscam mitigar riscos de queimadas, escassez hídrica e ventos fortes no RJ
Calor intenso, redução da disponibilidade hídrica, aumento do risco de incêndios florestais e eventos meteorológicos severos estão entre os impactos do El Niño possíveis de ocorrer no estado do Rio de Janeiro. Diante das projeções meteorológicas de um “Super El Niño” com potencial para provocar ondas de calor, estiagem e eventos climáticos severos, o Governo lançou oficialmente o Programa Antecipar e Reagir ─ Impactos do El Niño do Estado do Rio de Janeiro.
Em encontro realizado nesta quinta-feira, 21, na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), gestores estaduais, prefeitos, autoridades da área da saúde e membros do Ministério Público se reuniram para alinhar estratégias focadas na prevenção e mitigação de danos socioambientais e à saúde pública. Composto por quatro câmaras técnicas — Defesa Civil, Saúde, Ambiente e Sustentabilidade, e Agricultura —, o comitê busca descentralizar ações e capacitar equipes municipais. O plano inclui novos sistemas de monitoramento e ferramentas de alerta prévio para áreas vulneráveis.
Aumento de queimadas e emergência em saúde
Segundo dados apresentados pelo secretário de Estado de Defesa Civil, coronel PM Tarcísio Sales, o mês de julho registrou um aumento de 100% nos incêndios florestais no estado em comparação ao ano anterior.
A combinação de baixa umidade e rajadas de vento agrava o cenário em todas as regiões fluminenses, demandando atenção não apenas para áreas historicamente suscetíveis, como a Região Serrana, mas para todo o território.
Na área da saúde, o secretário Ronaldo Damião ressaltou a importância de acionar cerca de 20 mil agentes comunitários de saúde e de endemias para atuar preventivamente junto às populações locais.
A abordagem reforça a urgência de olhar para a interconexão entre o equilíbrio ambiental e o bem-estar humano: o avanço da crises climática e o desmatamento ampliam os riscos de eventos extremos e o surgimento de zoonoses e endemias, exigindo um planejamento integrado sob a perspectiva de Saúde Única (One Health).
Com Assessorias
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