Exercícios ajudam a reduzir a fadiga, preservar a força muscular e promover o bem-estar físico e emocional dos pacientes.

 

Neste mês, a campanha Novembro Azul reforça a importância da conscientização sobre o câncer de próstata, incentivando os homens a cuidar da saúde, buscar orientação médica e estar atentos à prevenção e ao diagnóstico precoce da doença. A campanha também destaca a adoção de hábitos saudáveis, entre eles a prática regular de atividade física, como parte dos cuidados com a saúde masculina. Os exercícios físicos são importantes aliados na promoção da saúde, na melhoria da qualidade de vida e no alívio dos efeitos colaterais do tratamento oncológico.

 

O câncer de próstata é um dos tumores mais frequentes entre os homens e representa uma importante causa de mortalidade masculina. Embora a atividade física possa contribuir para a redução de fatores associados ao desenvolvimento e à progressão da doença, o diagnóstico precoce continua sendo fundamental para aumentar as chances de cura.

 

Manter um estilo de vida ativo traz diversos benefícios à saúde. No contexto do câncer de próstata, estudos indicam que homens fisicamente ativos podem apresentar menor risco de desenvolver formas agressivas da doença e melhores taxas de sobrevida em comparação com aqueles que levam uma vida sedentária.

 

Para os homens que já receberam o diagnóstico, a atividade física representa uma importante estratégia complementar ao tratamento. Sua prática regular pode reduzir a fadiga relacionada ao câncer, melhorar a disposição, favorecer o sono e o apetite, aumentar a capacidade cardiorrespiratória e preservar a força muscular. Além disso, o diagnóstico pode provocar ansiedade, medo, insegurança e sintomas depressivos, que podem persistir durante o tratamento e a recuperação. Nesse contexto, a atividade física favorece o bem-estar emocional, melhora o humor e pode ajudar a aliviar esses sintomas, além de facilitar o retorno às atividades cotidianas e às relações sociais.

 

O início da prática deve ser gradual, principalmente para homens sedentários, idosos ou que estejam enfrentando efeitos colaterais do tratamento. A intensidade, a frequência e o tipo de exercício precisam ser adaptados às condições clínicas, à idade, ao histórico de atividade física e aos objetivos de cada paciente. O acompanhamento do oncologista e de um profissional de Educação Física permite elaborar um programa seguro e individualizado, compatível com as diferentes fases do tratamento.

 

LUIZ FERNANDO LUKAS – Instagram: @luizfernandolukas

(Profissional de Educação Física – Personal Trainer – Pós-graduado em Musculação e Treinamento de Força).

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