Por isso, é tão importante que os pais e responsáveis fiquem atentos a pequenas mudanças no comportamento das crianças. Qualquer alteração deve ser avaliada por um profissional de saúde. Se for identificada e tratada de forma adequada, a doença tem em média 80% de chances de cura”, esclarece Dra Patrícia Moura.
A maioria dos sintomas não está relacionada especificamente ao câncer e pode estar ligada com diversas outras doenças. Por outro lado, devemos desconfiar sempre que não houver uma causa que justifique os sintomas ou quando eles persistirem por muito tempo”, explica.
Menino de 2 anos é diagnosticado com tumor renal
O único sinal foi a queixa do Enzo. Ele não tinha nenhum outro sintoma, nem o abdômen volumoso. Até a médica comentou: ‘Mãe, foi Deus mesmo que fez você insistir, porque até no exame físico era imperceptível’”, lembra Juliane.
Não é preciso confirmar o diagnóstico de câncer para encaminhar a criança ao especialista. É melhor afastar a doença e continuar investigando outras causas do que adiar o diagnóstico e o início do tratamento”, ressalta a hematologista.
Menino de 11 anos descobre leucemia após cansaço sem explicação
Alegre e brincalhão, Caio Melonio, de 11 anos, andava abatido, com um cansaço sem explicação. O diagnóstico veio após uma consulta de emergência: era leucemia. Passado o susto inicial, o operador de máquinas pesadas Leonardo Melonio, de 35 anos, agradece a rapidez do tratamento ao filho.
Logo, logo ele estará curado. Estamos muito bem aqui no Hospital da Criança, com uma equipe maravilhosa, muito atenta às necessidades do meu filho. Agradeço todos os dias por notar a diferença no comportamento dele. Estava de férias em casa e pude passar mais tempo com ele”, lembra Leonardo, morador de Duque de Caxias, pai de três filhos.
O menino estava tão pálido e abatido que chegou a desfalecer. “Parecia uma virose e o levei a uma emergência. A médica pediu um exame de sangue e desconfiou da taxa alterada de leucócitos. Foi muito difícil receber a notícia, comecei a chorar muito”, lembra, emocionado.
Caio também ficou surpreso quando soube do diagnóstico, mas encara o tratamento com otimismo. “Tive poucos enjoos até agora. Meu cabelo caiu um pouco, mas sei que isso vai acontecer”, disse o menino, que recebeu uma cartilha educativa sobre o enfrentamento da doença, logo que foi internado.
O garoto foi internado em agosto no Hospital Estadual da Criança (HEC) e sabe tudo o que vai acontecer com o tratamento. “Tivemos muito apoio psicológico desde que chegamos aqui. Ele só ficou triste com a perda do cabelo”, completa o pai.
Hoje, eu não ligo mais não. Os médicos me falaram que o meu cabelo pode até nascer diferente. A primeira coisa que quero fazer quando sair daqui é visitar um rodízio de mini hambúrguer, que tem aqui perto do hospital”, afirmou, alegre.
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Câncer infantojuvenil tem 80% de chances de cura com o tratamento correto
A leucemia linfoide aguda tem incidência de 80% e acomete em geral crianças de dois a cinco anos. A leucemia mieloide aguda tem cerca de 20% de incidência e afeta menores de 2 anos de idade, com outro pico menor na adolescência. Já a leucemia mieloide crônica é mais incomum em crianças e tem uma taxa de incidência de 2 a 5%.
Outros cânceres comuns na infância são os tumores do sistema nervoso central, sendo o segundo tumor mais frequente, assim como os linfomas (do sistema linfático). tumores como neuroblastoma, tumores renais, sarcomas, entre outros.
Fique atento(a) aos sinais e sintomas de alerta
Saiba como reconhecer os principais sinais e sintomas das doenças
> Perda de peso contínua e inexplicável
> Dores de cabeça com vômito de manhã
> Dor persistente nos ossos ou articulações
> Inchaço ou massa no abdômen, pescoço ou qualquer outro local
> Aparência esbranquiçada na pupila do olho ou mudanças repentinas na visão
> Febres recorrentes e persistentes não causadas por infecções
> Hematomas esparsos ou sangramento, geralmente repentinos
> Palidez inexplicável ou cansaço prolongado
Com assessorias





